A última década passou voando e, digamos, a passagem do tempo tem um efeito devastador nos membros do JESUS USAVA CHANEL, já que todos estamos chegando (mais cedo ou mais tarde) na periclitante faixa dos 30 anos. Dito isto, 2011 foi um ano que rendeu um número incrível de álbuns subestimados e que acabaram se tornando clássicos pop sem que nós sequer percebêssemos com clareza – e é por isso que o décimo episódio do nosso podcast vai falar exatamente sobre esses discos decenários e como eles tiveram uma importância enorme para a construção do ouvinte pop contemporâneo e do fã regular de cantoras flopadas e obscuras. Sintoniza seu rádio aí e vem dar play no JU2C #10!

Numa tentativa vã de redenção, resolvemos voltar justamente analisando os lançamentos relevantes que rolaram enquanto estivemos fora do universo musical/cibernético/pós-irônico dos gays da internet. Fato é: NENHUM girlgroup asiático lançou algo relevante em 2021 até agora, então voltamos a nossa atenção para as solistas coreanas e suas tentativas de sucesso durante esses primeiros três meses do ano, tentativas essas que pelo menos foram mais sólidas e frequentes que os grupos completos.

Quem conhece um pouco do #nicho do K-pop sabe que a Coreia do Sul tem a duvidosa mania de “viralizar” faixas antigas (ou não tão antigas) de grupos desconhecidos e que já estão à beira do fracasso e disband, dando a esses atos musicais uma nova chance de sucesso e impulsionando essas faixas empoeiradas nos charts mais relevantes do país. A viralização acontece por motivos diversos: desde integrantes de girlbands dando aulas práticas de ginecologia em performances ao vivo, até grupos caindo de cu em palcos ensaboados no intuito de gerar pena no grande público.

O BAÚ DA KAHI VOLTOU! Após um longo hiatus estamos de volta revirando o baú de mais um grupo que morreu tragicamente. E nós estamos fazendo essa brincadeira de beija ou passa na comunidade do MISS A! O grupo que viveu por sete anos e tem sete singles, não poderia deixar de aparecer na nossa coluna por toda sua crocância. E claro, o fato de que o grupo era uma trupe de duas chinesas, uma anã fumante e a queridinha da Coreia do Sul.

Segunda-feira é dia de JESUS RANKEIA, o único post que ainda sai com regularidade no JESUS USAVA CHANEL. E se você sente plena saudade de demorados rolês na Renner ou na Riachuelo em busca daquela camisa de linho listrada que é o uniforme oficial do LGBT moderno™ enquanto é embalado pelo som ambiente formado por deliciosas faixas synthpop que parecem ter sido geradas por inteligência artificial, bom… essa edição da coluna é pra você!

O pico de lançamentos na indústria musical sul coreana em 2020 anda sendo sempre nas segundas-feiras, e isso infelizmente faz com que o JESUS USAVA CHANEL precise trabalhar nesse dia ingrato em prol de expor opiniões duvidosas aos nossos fiéis leitores. Felizmente a gente bolou a JESUS RANKEIA, essa coluna sem periodicidade bem definida por erros internos e que existe para que possamos fazer reviews rápidas de várias músicas enquanto poupamos um pouco os nossos neurônios.

Golpes de marketing, cantores escondidos atrás de cortinas, roubos de samples, fraudes de vendas!! Tudo isso é tema pra quinta edição do podcast do JESUS USAVA CHANEL, que comenta um pouquinho sobre as inúmeras falcatruas que praguejam a música pop aqui no ocidente e também lá no oriente!