JESUS RANKEIA: Solistas coreanas e suas bombas em 2021 (até agora)

Sim, ele está de volta, aquele que é o mais temido de toda a blogosfera. Depois de meses de postagens irregulares e um hiatus totalmente em comunhão com o atual momento de negligência e desespero em que a população brasileira de encontra, o JESUS USAVA CHANEL tirou um tempo pra fazer um comebackzinho básico – já que a nossa falta é estranhamente sentida apesar de nem sempre diretamente anunciada.

Numa tentativa vã de redenção, resolvemos voltar justamente analisando os lançamentos relevantes que rolaram enquanto estivemos fora do universo musical/cibernético/pós-irônico dos gays da internet. Fato é: NENHUM girlgroup asiático lançou algo relevante em 2021 até agora, então voltamos a nossa atenção para as solistas coreanas e suas tentativas de sucesso durante esses primeiros três meses do ano, tentativas essas que pelo menos foram mais sólidas e frequentes que os grupos completos. Nesse JESUS RANKEIA, abordaremos o que rolou de melhor e de pior no ramo das cantoras que ainda conseguem um pinguinho de relevância lá na Coreia ou pelo menos uma aclamação de viados na internet – o suficiente pra não precisarem se aventurar em profissões ainda menos estáveis como carreiras de youtuber ou influencer. Sem mais delongas, vamos conferir quem foram as nossas cobaias nesse retorno inesperado da coluna:

WENDY – Like Water

Depois de quebrar a cara num buraco de palco de programa de fim de ano e passar 2020 inteiro sumida e se submetendo a mudanças faciais que a deixaram parecidas com o Padre Marcelo Rossi V2, a gatinha Wendy do Red Velvet finalmente voltou aos holofotes agora em 2021. Pra marcar esse retorno e compensar por todas as desventuras que ela passou no último ano, ela ganhou a oportunidade de finalmente estrear como solista como o EP “Like Water” e a faixa de divulgação de mesmo título. Como ela é a vocalista principal de seu quase-finado grupo, não é nenhuma surpresa que esse debut solo da doll é nada mais nada menos do que uma balada emocionalzzzzzzzzz e meio cafona feita exclusivamente pra que ela mostre que sabe cantar e atingir aquelas notas que as colegas de grupo menos afortunadas vocalmente não conseguiriam nem depois de 5 reencarnações. Estranhamente – e digo isso pois sim, eu estava prontíssimo pra meter o pau nessa delícia -, “Like Water” não é de todo mal. Óbvio que se você não suporta esse tipo de balada melodramática feita pra agradar a terceira idade sul-coreana, a música não vai cair no seu gosto de jeito nenhum. Mas eu consigo… digamos… enxergar um tiquinho de essência na faixa. É como se, apesar de ser uma balada padrão pra vocalista principal de girlgroup, “Like Water” tivesse sido produzida e composta com um certo esmero. Ela casa perfeitamente com a voz da Wendy, conseguindo sem muitos esforços abrir espaço para que a artista consiga passar a emoção necessária em momentos de maior sutileza ou de maior entrega. O legal da música pra mim é o fato de que os versos dela lembram diretamente os versos de “SLOW DANCING IN THE DARK” do Joji (quase um plágio, mas eu perdoo porque ficou bom) e a instrumentação do refrão, que tem um leve sabor de baladão country contemporâneo, talvez me remeta às faixas do último disco da dinda dos gays Kacey Musgraves, o que é com certeza bastante positivo. Mas é… isso. “Like Water” não reinventou a roda de baladas sofridinhas de cafeteria mas pelo menos não é um exemplo tenebroso dessa categoria como todos temíamos, então ponto pra Wendy.

Nota: 3 de 5


Yukika – Insomnia

Nem preciso dizer que eu uso este blog descaradamente pra divulgar o trabalho da Yukika sempre que posso, afinal, o som dela me agrada bastante e acho que ela tem a imagem e o carisma certos pra carregar esse tipo de sonoridade nostálgica. Em um plot twist inesperado, a gata desconhecida acabou saindo de sua empresa desconhecida ano passado e entrando em outra empresa também desconhecida (mas pelo menos interessada em investir mais grana no material dela). Isso deixou algumas dúvidas sobre possíveis mudanças no estilo da Yukika – mas no final das contas ela continua com seu estilo e imagem praticamente inalterados e segue a carreira como se nada tivesse acontecido além de uma ou outra modificação capilar patrocinada pelo pó descolorante Yamá. Seu primeiro lançamento na nova empresa foi o single “Lovemonth”, que saiu no início de março e é sem dúvidas uma das melhores músicas dela até então. Mas eu escolhi falar nesta coluna sobre “Insomnia“, música mais recente da gata e que é a faixa de divulgação do seu primeiro EP, intitulado “timeabout,”. “Insomnia” é… bem menos gostosa do que “Lovemonth”, mas ainda assim é mais um city popzão competente da Yukika, como se fosse uma versão um tiquinho mais suave da icônica “NEON”, com uma letra que expressa de forma também competente aquela sensação de conforto amoroso nostálgico que o gênero musical exige (e uma construção de instrumental bastante baseada num timbre de baixo que ajuda a conectar a vibe oitentista com uma vibe mais contemporânea). Eu certamente não acho que “Insomnia” é a coisa mais incrível do catálogo da Yukika, ela não muda o status quo daquilo que a gata lançou até agora, mas com certeza é uma faixa carismática e com potencial pra liderar essa fase nova da carreira da idol, além de ter um replay factor decente também. Imagina se eu ia conseguir falar mal de alguma faixa da Yukika, né?

Nota: 4 de 5


IU – Lilac

Faixas de K-pop inspiradas pelo city pop japonês (ou pelo menos com um feel nostálgico que remeta a esse gênero) já não são mais exclusividade da Yukika, pois que agora vez ou outra nós podemos conferir a sonoridade pipocar em lançamentos de grupos diversos, como o Brave Girls, por exemplo. Um nome grande que recentemente resolveu investir nesse tipo de som foi a IU, cantora que dispensa apresentações por ser simplesmente a solista mais fodona da Coreia desde que eu comecei a ouvir K-pop (o que faz BASTANTE tempo). O mergulho da IU no city pop veio com a faixa “Lilac“, música principal do quinto álbum da artista e que possui o mesmo título. Quando anunciaram a faixa e explicaram que a IU iria voltar com um city pop, eu imaginei que a música ou poderia elevar o estilo já consolidado da IU, ou poderia ser mais uma faixa bland e sem muito diferencial em relação ao que já anda sendo feito no âmbito do K-pop oitentista. E eu acho que a faixa cai mais pro lado ruim da coisa mesmo. Não me levem a mal, é uma música bem decente e que com certeza poderia ser o ponto alto da discografia de muitas solistas menos privilegiadas por aí… mas falta um brilho no negócio todo, um diferencial que a IU poderia ter trazido mas por algum motivo optou por não trazer, fazendo de “Lilac” uma música bem regularzona. Pra mim a melhor parte da canção é o fato de que o timbre da IU cai como uma luva pro tipo de instrumentação que é apresentado, e no fim das contas o carisma da artista consegue vender bem a proposta desse single, algo que é essencial no K-pop já que qualquer música nesse nicho precisa ser carregada por uma boa dose de carisma de quem tá cantando. Mas talvez as minhas expectativas altas pra “Lilac” tenham estragado a experiência, ainda mais porque eu achei o single anterior da artista (“Celebrity“) bem sem graça também e esperava um follow up um pouquinho melhor.

Nota: 3 de 5


CHUNGHA – Bicycle

Uhnnn… não sei. Pra mim geralmente a Chungha ou acerta muito nos lançamentos ou erra completamente. Exemplo básico: acertou facinho com “Stay Tonight” e errou muito feio com aquela merda latina horrorosa que é “Play”. Já em “Bicycle“, single principal do primeiro álbum da gostosa, finalmente chegamos em uma música dela que me deixou em dúvidas sobre o que achar. Ainda estou pesando os prós e contras pra entender se amei ou odiei o negócio – mesmo depois de dois meses de lançamento. A primeira coisa a se notar nessa música é que a Chungha sacrificou totalmente a melodia em prol de um som com muito mais atitude e imediatismo, e felizmente ela consegue ter a pose e o carisma necessários pra fazer um som assim funcionar (ela inclusive até serve um rap muito bem desenvolvido ali no meio e que não parece forçado). Por outro lado, acontece muita coisa na música em muito pouco tempo, e em alguns momentos ela parece mais um daqueles singles barulhentos e tryhard que qualquer boygroup desconhecido lançaria num piscar de olhos. Acho que o “conceito” (risos) da música (bicicleta/motocicleta) poderia ter sido mais aproveitado instrumentalmente com onomatopeias, construções instrumentais, efeitos sonoros… o máximo de som que remete a uma motocicleta na música inteira é o “broom broom broom broom” no refrão. Quando se delimita um conceito tão “palpável” assim pra uma música, o interessante é tentar fazer com que a música abrace totalmente esse conceito, mas “Bicycle” parece só mais um trap comum que calhou de ter esse concept e não soube fazer muita coisa com isso. Dito isto, eu com certeza aprovo a letra cheia de insinuações sexuais (quase pouco insinuadas e mais descaradas mesmo) da música, onde a Chungha encarna uma quenga má e canta “and I ride it / I ride it / you like it when I ride it”, algo que qualquer entendedor de inglês básico vai conseguir perceber que é menos sobre pilotar uma motocicleta e mais sobre cavalgar num pauzão. Também aprovo o break aleatório e desconexo no meio da música, um elemento icônico das faixas de K-pop e que muito raramente vemos sendo utilizado em músicas de solistas… porém mais uma vez acho que esse break perdeu a oportunidade de incluir sonoramente elementos do conceito da faixa. Ééééé gatas.

Nota: 3 de 5


SUNMI – Tail

A Sunmi parece meio… desinteressada em lançar músicas recentemente? Porque agora ela só lança 2 faixas por ano e divulga por 2 semanas e então não dá nem pra ter um gostinho mais concreto de que ela de fato fez um comeback. De qualquer forma, não acho que isso ande se refletindo na qualidade dos lançamentos da gata, pois ela continua investindo em esforços musicais sólidos e que com certeza conseguem vencer a barreira do tempo. O último lançamento dela foi o single “Tail“, mais um single avulso que precede o prometido e extremamente enrolado primeiro álbum completo da Sunmi (o “Masochism” coreano). “Tail” é bem diretamente uma versão mais madura e obscura de “24 Hours”, uma música com uma sensualidade latente e um clima sultry e sussurrado – que é algo que a gente meio que sempre esperou da Sunmi mas ela não entregava há algum tempo. Meu amor principal pela faixa é que ela é um sopro de sensualidade e atitude femme fatale que andam meio que em falta no K-pop desde que ele virou um gênero mais púdico com a morte do famigerado sexy concept. Também gosto como a Sunmi desenvolve qualquer conceito dela por cima de instrumentais synthpop sempre bem produzidos, o que não é diferente aqui. Como o K-pop também (ou principalmente) é imagem, os visuais de “Tail” dão uma baita complementada no single, elevando a experiência e valorizando seções da música que não seriam a mesma coisa sem sua imagética ou coreografia, como é o caso do break lá no meio. Como sempre no trabalho da Sunmi, ela dá uma piradinha na escolha de temas e metáforas: enquanto a letra é totalmente sobre duas pessoas com uma vontade incontrolável de dar uns pegas, a metáfora aqui é sobre dois animais enroscando suas caudas eriçadas… o que é… certamente uma escolha.

Nota: 4 de 5


Rosé – On the Ground

O ouvido é um órgão muito sensível do corpo humano e, por isso, tão importante. Se seu ouvido está entupido ou com dor, procure um médico para entender o seu problema. Quando o médico suspeita de uma infecção no ouvido, ele ou ela vai analisar o ouvido usando um instrumento chamado otoscópio. Um tímpano saudável é de coloração perlácea (cor de pérola). Se uma infecção no ouvido está presente, o tímpano pode estar inflamado, inchado ou vermelho. Se houver qualquer dúvida sobre o diagnóstico, podem ser necessários mais testes, dependendo do que o médico vê: Timpanometria, Reflectometria do pulso acústico ou Timpanocentese. Se há sinal de infecções de ouvido persistentes ou acúmulo de líquido persistente no ouvido médio, o médico pode encaminhá-lo para um especialista em audição (fonoaudiólogo) ou terapeuta de desenvolvimento para testes de audição, habilidades de fala, compreensão da linguagem ou habilidades de desenvolvimento. Além disso, em caso de infecções de repetição dos ouvidos ou a persistência de secreção dentro da orelha pode ser necessário algum procedimento cirúrgico.

Nota: 1 de 5

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