BAÚ DA KAHI #6: Brincando de Beija ou Passa na Comunidade do Miss A que morreu tragicamente

Depois de um longo hiatus, o BAÚ DA KAHI VOLTOU! Sim, estava ocupadíssima revirando o baú com certas longas histórias que o cenário do K-pop tentou enterrar – como o fato de que a Sakura do IZ*ONE é uma ladra de votos -, mas felizmente tia Kahi voltou com novas vítimas histórias para contar. Dessa vez, nessa sexta edição do BAÚ, vamos dar uma longa volta no tempo, contando a história de quatro meninas. Ou melhor, contando a história de três queridas dançarinas chinesas-americanas e uma queridinha da Coreia do Sul. Se você ainda não descobriu do que estamos falando até porque tem o título bem ali em cima, você precisa rever seus conhecimentos sobre K-POP, pois não há na indústria outro grupo mais pussycat dolls do que essas coitadas. Sim estamos falando do MISS A! Um grupo que simplesmente fundou o site JESUS USAVA CHANEL com sua morte, a trupe chinesa e a anã Min, ao lado de Suzy nos proporciona gostosas piadas de como que o enterro delas virou nossa festa, pois hitamos horrores com um post nosso sobre isso.

Após o leve fracasso do Wonder Girls no mercado internacional, e o desespero de ganhar o status quo de volta para ele, a JYP decidiu que era hora de um novo girlgroup, seu segundo ever. Com o avanço da nova “hallyu wave”, e a explosão de girlgroups em todos os cantos – antigamente era bem difícil criar um girlgroup com fanbase concreta -, nada melhor do que surfar nessa onda e soltar algo #moderno, #diferentão e que obviamente fosse arrecadar muito dinheiro ao fóssil decrépito do JYP. Mas essa missão não seria fácil, afinal de contas, como que um grupo que só sobreviveu de Wonder Girls poderia expandir ainda mais seu legado na indústria? A pergunta é retórica, pois o velhote foi logo no ponto fraco da Coreia: tentou criar um grupo-irmã do Wonder Girls. 

Não, isso não é uma tentativa de rivalidade feminina, apesar de eu #amar o tópico e achar que ele agrega uma tensão à história toda. O JYP literalmente foi até a China e lá apresentou um grupo em algum programa equivalente ao Domingão do Faustão chinês, chamado “Chinese Wonder Girls”, as meninas eram o novo projeto da gravadora que ia focar no mercado fonográfico chinês que desde aquela época ameaça tomar conta de tudo – e até agora nada né amadas. Nesse grupo, estavam Jia, Fei e a nossa querida ana furtado sul-coreana Hyerim, que na primeira oportunidade correu para o Wonder Girls substituir a queridíssima Sunmi que saiu do grupo – e voltou anos depois para encher de qualidade. Logo depois da saída de Hyerim para substituir a ana maria braga no mais você, a futura queridinha da Coreia do Sul, Bae Suzy entrava no grupo. Guardem esse nome.

Nesse meio tempo de pré-debut, as CHINESE WONDER GIRLS ficaram conhecidas como “Miss A”, e como o JYP não é bobo nem nada, já rapou uma safadíssima #publi pras meninas na Samsung Eletronics. Elas divulgariam o novo-velho telefone da marca, que era conhecida por lavar dinheiro sujo em tantas publis que faziam pra grupo de K-pop. É gatas….eles faziam milhões de doações beneficentes para grupos de empresas bem sucedidas, uma caridade, uma coisa. ENFIM. O fato é que: o Miss A agora era o mais novo trio cotadíssimo da JYP, e já iam de lançar música no pré-debut. A faixa “Love Again”, um pop-trot-dance delicioso, com uns synths bem 2010, era uma crocância só. No clipe, as meninas participavam de um campeonato de dança, enquanto a Suzy sofria por amor e ~~atuava~~ para dar aquela carteirada de atriz da gata, o que deixava o desempenho na dança – dentro do clipe – sofrível, e como ela sofria por amor, ela não queria mais fazer nada no grupo. Tenho pra mim que esse clipe previu um monte sobre o futuro do Miss A. Primeiro pois temos Jia e Fei dançando horrores e forçando a Suzy a fazer o mesmo, o que previu que as gatinhas chinesas seriam jogadas de escanteio implorando uns trocados para a queridinha da coreia. Segundo temos Suzy atuando, o que ela passou boa parte do tempo fazendo, e não não estou falando dos doramas que ela conseguiu, estou falando do fato dela atuar que gostava de pobres (Min, Jia e Fei). E claro, também temos um notável cameo da Min que aparece com a cara tudo escurecida, essa pode ter signifcado duas coisas: que ela viraria um hot take de apropriação cultural da comunidade negra, ou que ela seria apagada totalmente do grupo vindo a gravar featurings nas faixas de ex-bbs como Hyoyeon, você decide. 

Bom, depois dessa os fãs acompanharam por sua própria conta e risco. 

O fato é que o Miss A mesmo com esse pré-debut não tinha uma grande fanbase. Vários grupos estavam debutando e fazendo um barulhinho, e o Miss A não saía do papel. Até junho daquele mesmo ano. O debut do Miss A com “Bad Girl Good Girl” foi um grande cultural reset na indústria do K-pop. Mesmo eu sendo extremamente fã do grupo por toda sua qualidade, não falo por puro biased, estou apresentando fatos à mesa. Fei, Jia, Min e Suzy eram o quarteto fantástico da JYP, debutando com uma música um tanto progressista numa época onde isso não era tão comum assim. A faixa era um dancepop quase melodramático com uns synths bem 2010, mas que por algum motivo não envelheceu nem um pouco, muito pelo contrário, criou padrões sobre como os grupos deveriam se portar a partir dali. A música era um hot take sobre garotas #diferentonas de outras garotas, que não se encaixavam no #padrão, e pode até ter sido o primeiro passo do girl crush no K-pop em questão de composições. Elas falavam direcionadas à meninos que falavam mal delas pelas costas, que não tinham coragem de falar com elas, e ainda mandavam os machiscrotos calarem a boca. 

E tudo isso foi muito bem notado. O Miss A foi o primeiro grupo a ter uma música debut a pegar #1 na parada digital mais importante da Coreia do Sul – a Gaon digital charts. As gatinhas tinham chegado com um sucesso um tanto inesperado, pois ouvindo “Bad Girl Good Girl” você não pensa instantaneamente em smash hit, mas virou um hit orgânico adotado por gerações e lembrado até hoje. Eu particularmente acho que todo o conjunto desse debut um dos mais fortes da indústria, elas botaram o pau na mesa e disseram “ninguém está acima de nós”. Além de tudo, o grupo também agradou o matusalém da Coreia do Sul, pois a música superou as semanas de #1 do Girls Generation nos programas de música – algo que ele estava doido para fazer com o Wonder Girls mas ficou com deus -, além de claro, ser o grupo que conseguiu ganhar prêmios mais rápido desde seu debut (menos de 1 semana).  O Miss A no próprio debut já se garantia como um dos nomes nacionais mais fortes, e como que o matusa entertainment ia lidar com isso?

A performance da gatinha

Meio mal, meio bom, mas certamente não foi a melhor forma de se lidar. O Miss A estava no caminho para ser o próximo grande nome da Coreia do Sul, mas o matusalém não deixou muito claro para a própria Coreia. O próximo single das gatinhas, segundo o próprio JYP, seria uma “transformação exótica, meio boneca”. E quem esperava algo creepy, bom recebeu né. Breathe era uma música upbeat, e basicamente criou a trend batidas étnicas no K-pop. “Breathe” tinha tambores jamaicanos e uma vibe bem colorful que mais tarde foi adotada nas performances das meninas – tem literalmente elas com roupas das cores da bandeira da Jamaica. Tudo nessa era foi uma bagunça completa, principalmente as performances que nos renderam momentos icônicos como a Min perdendo seu sapato no meio de uma delas, e tendo que performar o resto da música descalça, que crocância. O grupo vendeu menos um milhão do que a última música, mas ainda assim renderam uns bons peaks para elas, e prêmios. Mas o segmento foi tão fraco, que muitos que ligavam para o Miss A perderam o interesse, e nem deram um único stream para o grupinho jamaicano-sul-coreano-chinês. Além de tudo, a Suzy começou a ser promovida como uma grande atriz por atuar em seus próprios clipes, e claro, foi cotada para vários programas de tv como apresentadora, chegou até mesmo a apresentar premiações renomadas como Seoul Music Awards, Golden Disc e a falecida Mnet 20’s Choice Awards. 

No fim de ano de 2010, o grupo foi completamente aplaudido por sua performance nos charts sul-coreanos, até mesmo “Breathe” que não foi uma das suas melhores performances, estava acima da média. As meninas encheram suas estantes de prêmios do Golden Disc Awards – pra quem não sabe o golden disc é o grammy dos discos -, Seoul Music Awards, e no MAMA, onde ganharam “música do ano” pelo seu debut. LEN-DAS. Período. 

Já em 2011, o fóssil pterodáctilo resolveu dar um empreguinho para a Suzy trazer o ganha-pão das suas companheiras. A gatinha foi escalada para o dorama musical “Dream High” que contava com a participação de vários outros idols, inclusive a IU. A Suzy basicamente se consagrou como a Marina Ruy Barbosa da Coreia do Sul nesse dorama, onde ela também cantou a música-tema. Sua participação foi tão memorável, que além de levar água, comida e alguns trocados para as suas dançarinas no dormitório do Miss A, ela também recebeu um status quo de A-LIST na Coreia do Sul. A gatinha da nação foi indicada à várias premiações equivalentes aos “melhores do ano” do Faustão na Coreia do Sul, recebeu alguns e competiu com grandes nomes da indústria, tá bom ou vocês querem mais? Pois temos mais, ela também se tornou protagonista de um reality de tv chamado Invincible Youth, ao lado de meninas de outros grupos a-listers, tudo isso com menos de um ano de carreira, é gata…deus tem seus favoritos. 

Clipe de GOODBYE BABY, a maior delas.

Não demorou muito para que o grupo voltasse a ativa enquanto um quarteto fantástico. Suzy, Fei, Min e Jia estavam gravando com produtores grammy winners e iriam lançar seu primeiro full álbum. Se você tá na sexta edição do BAÚ DA KAHI, nem preciso dizer o quão importante é esse marco na carreira de um girlgroup. Em maio, o grupo lançou o pré-single “Love Alone” que era uma faixa dance-pop, com elementos do europop e uma delícia para os amantes de faixas cheias de synths. A faixa seria usada como tema do show de uma das patinadoras de gelo mais premiada da história, Yuna Kim, e o Miss A a performou na abertura do mesmo, o que já aponta as gatinhas como uma das maiores né. O clipe inclusive, foi lançado como um mimo para os fãs com imagens desse show da Yuna.

Agora com as gatinhas de volta à mídia, o fóssil velhote caquético do JYP anunciava o full album das meninas, o A Class. Lançado em 18 de julho, ele teve como single “Goodbye Baby” que carregou perfeitamente o legado das meninas do debut, e 13 faixas  (apenas quatro inéditas dando orgulho ao blackpink) que eram uma junção dos EPs passados das meninas (o Step Up e o Bad But Good). “Goodbye Baby” tinha a cara e a sonoridade do Miss A. Uma faixa pop-rock oitentista, com synths perfeitos e uma guitarra de fundo ao longo do refrão. A música foi um smash hit instantâneo, e marcava o miss A como o blueprint da nova geração de grupos. Além de tudo, nessa música temos uma deliciosa rivalidade feminina, onde a Jia canta “não me chame de suzy, você vive confundindo”, um clara tapa na cara de quem achava que o grupo era só a Regina Duarte da Coreia. O single pegou #1 em diversos charts e ainda superou o maior hit delas (o debut), vendendo quase 4kk de downloads domésticos. Um MARCO na carreira do próprio JYP e da indústria como um todo, pois essa é a maior faixa-título delas. A letra, além de servir a rivalidade, também mostra como meninas empoderadas devem se portar, um outro pontapé na onda progressista que a Coreia viveria depois de uns anos. O Miss A era o grupo #diferentão, elas estavam a frente do seu tempo, e suas músicas sempre provavam isso. 

No mesmo ano, as meninas fizeram um debut no mercado musical chinês com versões novas de todas as suas músicas, e um DVD com os clipes. A casadinha do pterodáctilo rendeu ao grupo um top 3 na parada mais importante, provando por a+b que elas eram as novas fodonas da Coreia. O grupo ganhou vários prêmios com o seu comeback, inclusive o famoso “Bonsang”, e “grupo do ano”, chocando o grupo-rival SISTAR que nessa época lutava para comprar um pastel e um suco. E os frutos não param por aí, o álbum A Class ainda teve duas das suas músicas que não eram faixa-título mais vendidas do grupo, “One to Ten” que ganhou até clipe pelos quase 1kk de downloads e “Help Me” que também é uma delicinha. Escutem A Class e deem stream para as falecidas!!!! 

Em 2012, a Suzy – ou seja o Miss A – fez sua estreia como atriz de cinema no filme “Architecture 101”. E eu nem preciso comentar o desempenho da gata no filme né? Ela barbariza, samba na cara de machiscroto e faz a trupe chinesa e a anã Min chorarem. Pois foi exatamente nessa época que a gatinha adquiriu o título de “o primeiro amor da coreia”. Ela é tão galera, tão boazinha……nesse ponto da carreira do Miss A já tava meio claro que a gatinha era uma das maiores atrizes e it-girl da época, o legado inclusive de “CF Queen” segue intacto, visto que várias marcas queriam a cara dela nas suas marcas, o que já estava levantando certos “sentimentos” nas outras meninas que mal recebiam uma #publi de uma lanchonete de esquina. 

Clipe de Touch, budget caríssimo.

Nessa época, felizmente, o matusalém da Coreia já tinha percebido o que o grupo deveria seguir sonoramente. Inclusive, os charts passaram por uma grande reforma então não estranhe os números baixos, era hit. Seguindo essa fórmula melodramática-pop que o Miss A deveria seguir, com elementos pop-rock mas não deixando de experimentar outros gêneros, o JYP anunciou o próximo comeback das gatinhas. “Touch”, o single e o EP, seria o sucessor do grande smash hit de “Goodbye Baby”. 

No meio de tantos outros debuts, as fodonas da coreia voltaram. Em fevereiro de 2012 – uma época meio meh -, elas conseguiram lançar o que eu gosto de chamar de uma das melhores daquele ano. Touch é uma música melodramática, com elementos dubstep bem usados, e aquela essência sonora do grupo, rondando o espectro pop-rock. Estávamos longe do reggae-pop, ou as batidas étnicas de Breathe, e estávamos felizes. O EP sem dúvidas é o melhor da carreira do grupo, com cinco faixas impecáveis que podiam muito bem ser title-tracks. No mesmo dia do seu upload, o clipe teve 1 milhão de views no youtube, algo inédito para o K-pop naquela época, e sem bots viu EVERGLOW

A música seguia aquela mesma narrativa de corna empoderada de Goodbye Baby, o que já tinha se tornado a trademark do grupo. Sem contar nos peaks ótimos que a música teve, ela se tornou outro smash hit instantâneo nas mãos do grupo. O que provou que o fóssil mais velho da Coreia estava sabendo bem promover seu grupo, e como ele deviam seguir a identidade artística delas. Além de tudo, foi um sucesso comercial, pegando #2 no chart mais importante da Coreia e outros all-kills – quando sua música pega #1 nos Charts da iCharts –  da época. A música fechou com quase 3kk de downloads, um outro marco pro grupo e claro que rapou um monte de prêmios de final de ano. As meninas também performaram a perfeita “Over U” depois de milkarem até o último centavo de “Touch”. O que rendeu ao álbum 20k de cópias comercializadas, contem até 20 mil pra ver se é pouco. O grupo também jogou uma versão chinesa de “Touch” que foi logo engolida por todos os chineses, provando que elas eram gigantes na China.

E agora que as coisas começam a ficar “mexidas” pro nosso Pussycat Dolls moderno. O grupo faria seu comeback com a música “Don’t Need a Man”, no álbum “Independent Woman Pt. III”, uma brincadeira com as Pt. 2 e 1 da música “Independent Woman” do Destiny’s Child. E enquanto as anciãs do R&B serviram tudo, o Miss A ficou só na ideia mesmo. A música não é ruim, mas tem aquela famosa r&b-up-beat e não é exatamente um “manifesto feminista” como elas estavam promovendo. Era fraca, e uma grande decepção já que só tinham lançado coisas perfeitas até então. Agora você junta tudo isso com o fato de que foi um velho aposentado de 800 anos de idade em cada perna que escreveu isso por trás e tá feita sua bomba….

Claro que os motivos da blogosfera militante não impediram a música de ser um hit top 3 decente. Mas a partir desse comeback que as coisas começaram a ficar mais tensas entre as dançarinas e a patroa, aqui jaz a última foto que as quatro tiraram juntas se divertindo, e o detalhe é que foi o aniversário da própria miss bumbum da Coreia. Suzy estava sendo muito promovida sozinha, seus comerciais faturavam milhões pro bolso da gatinha, tendo até rumores de que ela era a única que não vivia no dormitório do grupo. No próximo ano, a miss Coreia do Sul ganhou mais papéis em doramas como Gu Family Book, rendendo um dos melhores do ano do Faustão pra carreira da gata, estava meio óbvio que o Miss A mesmo hitando bastante, não se comparava ao dinheiro que ela fazia sozinha. Resultado disso: o grupo ficou um ano inteiro sem promoções. Só com umas aparições bobinhas. 

Com a dominância do conceito sexy, rala tcheca no chão, o Miss A estava meio datado com a sonoridade meio bobinha e upbeat de “I Don’t Need a Man”, era hora de voltar ao seu conceito sexy-melodramático. Depois de um ano de hiatus, o grupo fez seu comeback com a faixa “Hush”, em novembro de 2013. A música foi um hit, conseguiu pegar o #1 em vários charts, rendendo o querido all-kill pras lendas, e um sucesso comercial muito bom. Claro que a espera do single só podia vir com um full album, o segundo da carreira das gatinhas que levava o mesmo nome do lead single. A música é um casamento perfeito entre acordes de violão e synths, responsáveis por uma atmosfera sultry e sexy, com muuuuita classe.

O single é basicamente a versão mais madura do Miss A, e percebemos como elas conseguiram vender bem esse conceito. Claro que a demora só se deu por conta da agenda apertadíssima da oscar-winner Bae Suzy que estava escalada para o dorama na época, não teve muito tempo de fazer o favor de dar outro hit à suas dançarinas. A demanda era tanta que o grupo rapou duas milhões de views no youtube no seu primeiro dia, conta até dois milhões pra você ver se não é muito.

Hush foi um cultural reset, além de mostrar as gatinhas mais maduras, demonstrou como o Miss A podia abordar outros temas em suas músicas, como uma faixa provocativa e cheia de indecências como “você é como um pirulito que eu quero morder”, uma clara metáfora para pauzão. Além disso a faixa rende covers até hoje, e nos deu momentos icônicos como o momento que a duende de garrafa de vidro, Min, rasgou o vestido da Suzy em uma apresentação de fim de ano, e a gatinha teve problemas com ele durante as performances, tudo em uma brincadeira e demonstração de amor para a sua co-worker <333333 

Era meio claro na cara das meninas que o brilho para fazer o grupo acontecer já não era o mesmo. Todas elas estavam se sentindo um pouco deixadas de lado por conta da oscar-winner da geração que tinha toda a atenção do mundo, dos velhotes do cinema e de quebra das doidas saesangs que queriam ser a Bae Suzy a todo custo. Então naturalmente as meninas começaram a se afastar. Afinal de contas, “Hush” foi a primeira vez que o Miss A teve um hit que vendeu menos que os lançamentos do SISTAR daquele ano, então fica aí a reflexão sobre quem estava dominando de verdade na época…como o jogo virou né. E tem mais: calamidade pública.

Clipe solo da coitada da Jia, deem streams pra ela conseguir uma marmita.

Em 2014, oscar-winner Suzy foi escalada para fazer outro filme, e o pterodáctilo da Coreia do Sul não fez nem um pio sobre o grupo Miss A, não tiveram sequer uma agenda enquanto grupo, agravando ainda mais o fato delas serem dancers da boneca suzy. O descaso foi tanto que em 2015, a Jia fez uma festa de aniversário e chamou todas as subcelebridades de Seoul, menos a queridinha da nação, até a DJ HYO estava lá kkkkkkkkkkkkkkk….E como se a vida das três escoradas na fila do auxílio emergencial não fosse difícil suficiente, os netizens ainda levantavam teoria de que A SUZY ERA VÍTIMA DE BULLYING. Sério, abriram tópicos e mais tópicos para descobrir se as meninas do Miss A praticavam bullying com a Miss Coreia do Sul, quando na verdade as coitadas não tinham nem dinheiro pra isso. Isso tem nome: os fãs do Miss A estavam completamente desocupados sem a agenda do grupo cheia. 

Clipe belíssimo de Only You

Claro que para acalmar os ânimos e provar por a+b que o Miss A ainda era um grupo, o fóssil mais antigo da indústria anunciou que o grupo faria comeback no dia 29 de Março de 2015. Quase dois anos depois de seu último comeback, eu não sou bom em matemática. Muito se especulava sobre o comeback e o EP, “Colors”, queriam de fato saber se era o último do grupo. “Only You”, o lead single, é uma faixa upbeat, com sintetizadores que sempre estiveram presentes nas músicas do Miss A e elementos adicionais de r&b, um pouco oitentistas até, ah e claro, um saxofone safado no fundo que se repetia. O refrão catchy e cheio de firulas vocais fez com que a música se tornasse um hit, e ainda mais por conta do break que vinha após ele. Only You, a primeira trap track do Miss A, se tornou um hit maior do que Hush, vendendo mais de 1kk de downloads, tendo perfect all kill em todos os charts. Os fãs queriam provar que o Miss A ainda tinha fanbase. E o clipe está chegando aos 100kk de views, o primeiro das meninas, foi realmente o último suspiro de vida delas. O cuidado com a lenda oscar-winner da Suzy foi tão grande, que ela demandou que não performasse de salto alto nos palcos, e o velhote empregado dela atendeu os desejos da dona da empresa.

O EP “Colors” seguiu a mesma linhagem de Only You, com músicas de estilos diferentes como r&b e dance-pop. Além de contar com a memorável “Love Song” que se destacou por ser um pop-melodramático, cheio de trap e com um break que chegava a flertar com uma batida um tanto étnica, pra avisar que era o Miss A de Breathe. Mas nessa época mesmo as meninas já não eram tão amigas, e só se encaravam como co-workers, e por meninas eu digo a SUZY que odiava pobres. Dava pra perceber no palco que não era a mesma coisa, principalmente a nossa pequena Min que não aguentava mais ver o quão ignorada ela era, acho que mais ultrajante ainda foi o fóssil ter mandado ela participar de um track da z-list mais comentada da atualidade, DJ HYO, e eu não falo sem provas, nessa performance a gente percebe os #olhares que a anã fumante, Min dá para a Suzy, feito um espírito obsessor. Inveja da it girl. A era também rendeu essas icônicas fotos de onde tiramos o meme: amigas e Suzy.

Depois da divulgação do EP Colors eu nem preciso falar o que sucedeu né. A Jia foi colocada em “hiatus permanente” até ser demitida da JYP por mandato do INSS ou algo do tipo, a Min desistiu logo depois, e isso nos deixou com Fei e Suzy. Também não preciso explicar né? KKKKKKKKKKK O Miss A não existia mais, a Fei ainda tentou, lançou o single “Fantasy” em 2016, e não pegou nem um top 100 nos charts de real time da Coreia do Sul. Sem contar que foi pura pornografia na mente do cidadão sul-coreano, foram tantos reports que o youtube chegou a classificar o clipe como impróprio para os menores de 18 anos, tentaram calar nossa cock destroyer chinesa. Mas é uma incrível música e todas deveriam ouvir. 

E claro que quando foi a vez da Suzy, a história foi diferente. Provando que odiava pobres, e carregava as quase-amigas nas costas, a Miss Coreia do Sul lançou seu pré-single “Pretend” nas paradas digitais e foi um sucesso instantâneo. Pegou #1 em todos os charts e foi estável por muito mais tempo. Então a carreira solo musical da selena gomez da coreia estava mais do que viva né. Agora livre de outros pesos, a gatinha também anunciou que lançaria a música “Yes No Maybe”, com um clipe inspirado nos filmes do Wong Kar Wai, ela foi extremamente artista aqui e provou que tem capacidade de ser uma das maiores, além de que debochou das suas amigas da trupe chinesa que tentavam fazer bullying com ela só por ela ser bonita.

E tem mais: ela fez tudo isso enquanto a Min ainda estava contratada na JYP, imaginem o espumo justificado da pekena. Old que a gatinha também voltou para a TV naquele ano né, vida de trabalho, vida de labuta chocando a Jia, Fei e Min que não tinham eventos. E teve mais! Em 2018, a  gatinha ainda soltou outros singles como Sober que é a cópia de Bad Liar da cantora asmr favorita de vocês, “In Love With Someone Else” que foi outra que pegou all kill na Coreia. Além disso a gatinha tem crédito de composição em quase todas as músicas, inclusive uma do Miss A, chocando quem achava que ela era apenas atriz, é uma artista completa. Hoje em dia el a saiu da JYP, querendo o dinheiro que ela gerou pra gravadora, só para ela, está contratadíssima pela multinacional, NETFLIX, estrelando na série “Start Up”. 

A Jia lançou um single sob o contrato da Banana Culture, chamando Drip, que rendeu muito a ela na China, a gatinha continua ativa por lá lançando singles crocantes cheios de trap, e umas coisinhas aqui e ali né. A Fei, se tornou uma atriz de dramas chineses, querendo superar sua arqui-inimiga Suzy em breve. Musicalmente, a Fei andou lançando uns singles em 2018 também na China, mas perdeu o timing da amiga Jia, atualmente a gatinha está assinada com a Hyuai Brothers. A anã Min? Bom a anã fumante, dançarina de fundo de quintal, Min agora deve viver debaixo do porão de sua amiga, DJ HYO, pensando quando que seu talento irá ser reconhecido até a chance de um feat numa dessas faixas bombásticas da DJ acontecer.

Por hoje é isso meninas, o Miss A foi incrível enquanto durou, mas não foi muito tempo né. O grupo teve seus sete anos depois de morrer tragicamente pela falta de promoção de outras integrantes da parte do fóssil pterodáctilo. E o que aprendemos sobre isso? Grupos que só tem um membro popular, e que pelo menos é promovido a partir disso, raramente dão certo. O Miss A foi considerado um dos maiores grupos da Ásia com apenas 7 singles e muitas vendas, agora imagina se tivessem feito o mesmo tratamento para as outras meninas? A premonição de Love Again? Se tornou realidade. Pois é gatinhas….RIP Miss A…que mundo é esse tão cruel que a gente vive….

Sigam a gente lá no nosso instagram @jesususavach4nel, e no nosso twitter @jesusworechanel, beijuxxx estrelados das webdivas.

3 Comments

  1. Nossa eu estava esperando por esse.
    Miss A era meu grupo favorito e tenho muito ódio por ter acontecido isso, ainda mais porque todas estão bem menos a Min, que é uma dançarina super talentosa

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