JESUS CRITICA: O aespa promete e não cumpre com Black Mamba

Depois de 6 anos apenas levando o Red Velvet com a barriga, a SM finalmente anuncia seu novo grupo, com uma pitada de “inovação”. Claro que uma das maiores empresas da Coreia do Sul não poderia apenas anunciar seu grupo e vender músicas boas, eles prometeram que o novo grupo AESPA traria uma “nova era idol”: netas da magalu que permitiram os fãs interagirem com as meninas (ou melhor, com a inteligência artificial delas) o tempo todo. Claro que com o estouro de grupos como K/DA, e idols japoneses como Hatsune Miku e seus queridos vocaloids, a SM não poderia ficar de fora dessa. O grupo finalmente debutou, com quatro meninas (Winter, Ningning, Karina e Giselle), e diferentemente da proposta delas, Black Mamba – seu single debut – não é nada inovadora. 

Black Mamba é o primeiro single do quarteto digital da SM Ent. Muito estava sendo esperado desse grande debut, afinal, a SM é uma das maiores empresas da Coreia do Sul, e fazem 6 anos desde o último girlgroup da empresa. A gravadora que vive de pequenas bombas de grupos como SuperM e NCT, não poderia deixar de fazer uma presepada para chamar atenção ao novo grupo: aespa. A começar pelo nome horrível, as meninas são representações de inteligências artificiais que irão servir mais ou menos como a Siri, a Alexa e a Google pros seus fãs. Confesso que o conceito não me pareceu nada demais, afinal a indústria idol sempre lucra com os próprios idols, mas continuei acompanhando pelo simples fato da SM sempre fazer dos seus grupos um grande evento.

Infelizmente nada disso aconteceu. Black Mamba saiu e sinceramente, quem deixou as demos cheias de dubstep correrem soltas na SM? No começo do ano, a subunit do Red Velvet que contava com a Seulgi e Irene Bolsonaro, também soltou uma faixa com elementos de dubstep que faziam sentido para adicionar aquela atmosfera “creepy” que elas queriam, mas em Black Mamba nem isso salvou. O single não é ruim, mas também não é a melhor coisa do mundo, para ser sincero, mal parece uma faixa da gravadora que já soltou coisas como “Happiness” e “La ChaTa” como debuts de seus antigos girlgroups. Parece que focaram tanto no conceito de serem idols digitais que esqueceram que eles ainda precisam de boas músicas para que o conceito seja difundido entre mais pessoas ao redor do mundo. 

O refrão não é nada grudento, e por mais que as vezes isso possa parecer algo bom, não é como se eles tivessem criado uma composição perfeita ao ponto do primeiro fato citado ser esquecido. É só uneventful. Elas repetem as palavras “Mamba”, “Hate” e “Black” o tempo todo, e além de que quiseram claramente surfar na trend empoderada de onomatopeias em seu refrão (ay ay ay ay). Black Mamba não é uma ÓTIMA música, não é RUIM, mas também não é forte o suficiente para ser um grande debut de uma das maiores empresas da Coreia do Sul. Se estivesse no terceiro mini-álbum do ITZY, essa seria ótima, mas não como lead single, provando por a+b que agora o padrão do K-pop é ditado por elas.

Como se não pudesse piorar, a composição de Black Mamba parece uma feita por um escritor amador que foi convidado para a trilha sonora de um filme sci-fi. Mesmo que essa tenha sido a intenção, expandir a lore e mostrar a todos como o grupo vai ser culturalmente rico, existem outras maneiras de fazer isso. O LOONA – grupo conhecido por ter uma lore bastante extensa – sempre fez isso desde seu pré-debut, e nunca precisaram cantar coisas cafonas e bregas, sempre tiveram letras normais, encaixando perfeitamente na sua história. O que nos faz pensar que o storytelling da BBC não conseguiu ser absorvido pelo velhote do Lee Soo Man diferentemente de outros elementos do loonaverse que foram chupinhados pelo magnata sul-coreano.

Além disso o clipe das cinco netas da Magalu parece uma colcha de retalhos de ideias mais inovadoras sobre “mundos alternativos” que já existiam por aí. Eu não tenho um problema com isso, inspirações existem não é mesmo? Mas também não sou o maior fã desse tipo de prática. Acho que pior que isso é só o feeling claustrofóbico que fica com o telespectador ao assistir as gatinhas dentro de um estúdio fingindo que tão nessa dimensão paralela cheia de árvores e plantas exóticas. A SM tem budget suficiente para conseguirem mostrar uma distopia digital perfeita com todo o cgi que eles conseguirem, não quiseram por pura preguiça. Sem contar que tem uns takes totalmente aleatórios das meninas em situações diferentes, a Ningning de e-girl, a Giselle de bad girl com sua #tropa do tombamento com balaclavas e a outra fia que estava no metrô – cenário completamente overused em cenas de outros clipes como K/DA – POP/STARS, TWICE – Can’t Stop Me e BLACKPINK – AS IF IT’S YOUR LAST.

O debut do aespa não foi inovação nenhuma, mal conseguiu marcar as meninas como um household name da Coreia do Sul, e suas versões digitais mal apareceram dentro do clipe. O que nos leva a pergunta: o que a SM quer com esse grupo? Não conseguimos captar nada da mensagem delas, além do fato de que deixaram claro que as 5 filhas da alexandrismos do ITZY são o blueprint do K-pop. Anyways stan #BlackDasBlacksdaMagalu no twitter.

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4 Comments

  1. Nossa, concordo com muita coisa que você falou!!
    Não achei RUIM, mas tipo, o grupo com mó potencial, com uma estratégia de anúncio super legal com os avatares, mas aí a real — o “ma ma ma mamba” até ficou na cabeça, maaaaas, pra mim foi ofuscada por Like This do STAYC (que passei o dia escutando).
    E óbvio que a SM ia cagar logo de entrada né? Atrasaram o clipe de Monster da Irene e Seulgi (que nome de subunit horrível, diga-se de passagem) pra colocar aquele efeito PODRE do Snapchat de diabão, imagina o que vai ser um grupo que tem todo conceito do æspa? Quero ver quanto tempo vão insistir nisso daí até ver que é insustentável pra eles.

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  2. A impressão de ser tudo abominável nesse grupo! E é uma legítima pena, não por estar esperando alguma coisa (talvez viúvo de um lugar comum confortável feito o projeto White Fox??), com cada notinha sobre o grupo matando as células de expectativa, no entanto é a mesma tecla de serem esses grandes grupos que deveriam mostrar alguma coisa inovadora e interessante para passar para frente. Independentemente do que for irá se reproduzir e já sofremos muito na mão do BLACKPINK!!!

    Esperando que se organizem alguma hora. Fico pensando em como seria finíssimo se, ao invés das magalus low poly do Blender, fizessem todo um projeto ARG. Uma caça ao tesouro para entender a história do grupo, lucrando em cima disso com chaves, códigos, artigos indispensáveis nos discos e nos clipes. Uma ideia perigosa, porém com certeza inovadora. Longe do pastiche que isso aí virou.

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