Provando Que Koda Kumi é a Morena Misteriosa do Japão

Recentemente surgiram alguns rumores de que Koda Kumi e a morena misteriosa fariam um featuring especial para a marca de cerveja SKOL, e o grande lançamento da “Skol Beats G&T” na terra do sol nascente. E mesmo que o rumor possa ter uma leve pitada de trollagem, o Japão estaria de braços abertos para mais uma figura de extrema direita para além de Sheena Ringo, e nós vamos provar pra vocês que “Me Gusta (featuring Koda Kumi)” pode ser real, visto que a nossa solineuza japonesa é a mais apta para o título de Morena Misteriosa do Japão.

Se você nunca ouviu falar de Koda Kumi, me desculpa mas você vive em uma caverna. Acredito que qualquer pessoa que tem o mínimo de conhecimento sobre k-pop, ou Black Eyed Peas nos anos 2000, provavelmente já ouviu falar sobre a nossa MC TABOO. Mas como fazemos um jornalismo investigativo de qualidade, para os nossos 5 leitores ativos, vamos de resumão sobre a ex cantora e atual figura pública do Japão, Koda Kumi

Entre divas pops asiáticas, Koda Kumi não tem lá muitos feitos que a distanciam de outros nomes poderosos como a nossa memequeen Ayumi Hamasaki, ou a nossa segunda inteligência artificial preferida Namie Amuro – perdendo apenas para Hatsune Miku. Ela era nada mais nada menos que uma das meninas que na sua adolescência tinha um sonho de ser uma grande popstar. Koda Kumi era o equivalente de uma das aspirantes ao Rouge, visto que a gatinha fez audição para o girlgroup japonês Morning Musume, e pelos seus grande covers ganhou atenção da maior gravadora do país, a Avex. Seu contrato foi feito, e a gatinha teve/tem uma carreira até hoje no selo da empresa. Mas seu grande sucesso veio através da atenção que ela ganhou do público japonês ao fazer a soundtrack de um jogo chamado “Final Fantasy X-2”, fazendo inveja em Utada Hikaru que anos depois veio a criar o tema de “Kingdom Hearts”, outro jogo de playstation – e várias outras plataformas. 

A vida & possível morte de Koda Kumi não é o nosso tema, nem nosso objetivo com esse dossiê, o que nos chamou muita atenção foram os rumores – trolls – de uma possível colaboração entre a Tiazinha do Japão e maior produtora de ogivas brasileiras em outros idiomas cujo nome não podemos falar aqui – já que a gatinha coloca seus minions para caçar qualquer pessoa que cite o nome dela -, para promover o grande debut da bebida Skol Beats GIN&TÔNICA no Japão. E mesmo que esses rumores sejam por parte de uma trollagem de muita classe do twitter, eu venho aqui provar para vocês que isso não seria nada muito doido, visto que Koda Kumi e a Miss PSL realmente compartilham muitos eventos iguais em suas carreiras. 

O COMEÇO DE TUDO

Koda Kumi e a maior musa da direita  começaram debaixo, mas com sonhos altos. O primeiro single oficial da morena misteriosa foi lançado pelo selo da Furacão 2000, uma gravadora já renomada pelos seus milhões de funks de sucesso nas décadas de 90 e 2000. Eu Vou Ficar era um funk raíz, mas que infelizmente não brilhou muito, mas que conseguiu entrar no DVD Amargedon, que era responsável por mostrar as novas apostas do funk sob o selo da gravadora, muito parecido com o concerto AVEX NATION, não é mesmo? Já do outro lado do mundo, Koda Kumi debutava com uma faixa R&B, chamada “TAKE BACK”, pelo selo da Avex, também na década de 2000, que por sua vez não fez muito para promover a novata, e também não mostrou o potencial da cantora. 

Ambas músicas “TAKE BACK” e “Eu Vou Ficar” são de gêneros musicais pertencentes a grupos afro-descendentes, nem Koda Kumi, nem nossa Ogiva Maker são negras, mas mesmo assim viviam de bronzeamento artificial para dar uma impressão mais edgy, mais fora da curva, que apagasse a imagem funkeira branquela e “japonesa kawai” que o cenário musical podia ter em suas respectivas épocas. O começo da carreira de ambas já é idêntico uma a outra. (P.S.: Koda Kumi lançou um remix de “TAKE BACK” em inglês que conseguiu alcançar o top 20 na Billboard Hot 100 de Dance/Eeletronic Songs kkkkkkkkkkkk sonha mc larissa)

PROJETOS ESPECIAIS

Especial de fim de ano FURACÃO 2000 que é basicamente o mesmo que “Song Nation”

Eu ainda vou chegar no tópico master de colaborações, visto que ambas não conseguem ver um escoro que já correm pra se enfiar, mas antes de tudo vamos lembrar de uma coisa que aconteceu em 2001. 

Nos Estados Unidos, em nove de setembro, aconteceu aquela tragédia lá das duas torres que todo mundo já tá mais do que cansado de saber né? Inclusive, superem. Mas, por algum motivo que ninguém entendeu realmente, a Avex, gravadora da Koda Kumi, resolveu lançar um projeto chamado “Song Nation” que arrecadaria dinheiro para ajudar as vítimas do atentado terrorista. Nomes como Namie Amuro e Ayumi Hamasaki também estavam presentes no álbum, e Koda Kumi cantou a música “The Meaning Of Peace”, featuring com a cantora BoA que também estava começando no país. O que pode ser um equivalente de Mc Larissa participando de um especial do Roberto Carlos, cantando ao lado de Ivete Sangalo ou algo do tipo.

Já a funkeira de Onório, participou do especial de fim de ano da Furacão 2000 que tomava conta dos horários da tarde da TV Band, com entrevistas dos baile funks. E ao final do especial, teve uma música da FAMÍLIA FURACÃO 2000 que contava basicamente com todos do selo cantando um funkinho para comemorar a virada do ano e o natal. Não fez nenhum sentido isso que eu coloquei, não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas eu queria ressaltar esse evento que aconteceu com a nossa MC Larissa no começo da sua carreira, para colocar que nossa musa da extrema direita também participou de eventos especiais com sua gravadora. 

O MACHISMO

Um dos singles mais bem sucedidos da nossa Solineuza do Japão, “JUICY” era um pornozão basicamente.

Koda Kumi e nossa musa misteriosa também foram alvo de muitos comentários tenebrosos de telespectadores ao longo de sua carreira. Xingamentos como “cadela”, e “fracassada” sempre foram atrelados ao nosso orgulho bélico nacional. Enquanto isso, do outro lado do mundo, Koda Kumi sempre foi reconhecida pelo seu “sexy appeal”. Era muito comum que suas músicas fossem inteiramente sobre sexo, metáforas sobre masturbação e um tiro no preconceito da sociedade em mulheres empoderadas. Koda sempre abraçou essa imagem e vestiu a camisa do empoderamento como ninguém antes, ela inventou o feminismo liberal antes de qualquer uma ao menos tentar no Japão. Músicas como “TABOO” e “Lollipop” são basicamente as versões japonesas – e melhoradas óbvio – de “Meiga e Abusada” e “Fica Só Olhando” . No final das contas, ambas artistas alavancaram seu estrelato por conta dessa imagem.

A MUDANÇA DE RAÇAS 

MC Larissa como Mulher Japonesa, ou Koda Kumi Brasileira no clipe de “Ao Vivo e a Cores”

A sensação da favela do Rio de Janeiro é mais do que conhecida por suas características metamórficas de mudar de etnia quando bem lhe convém. Essa mesma característica também pode ser notada através das mutações de Koda Kumi ao longo de sua carreira. No lançamento do seu projeto de 12 singles (a era CHECKMATE! da gatinha) que se inspiraria no famoso “12 Days of Christmas”, nossa skin favorita da Solineuza resolveu que lançaria doze singles homenageando diferentes regiões do mundo, inclusive com clipes nessas locações que eram:  Alaska, California, Inglaterra , Brasil, China, Espanha, África, Índia, França, Havaí, Itália, e por último Japão. Nesse projeto, a Koda Kumi só não avisou que iria se transformar em uma menina de cada nacionalidade. Só nesses 12 lançamentos, Koda Kumi se tornou uma mulher africana, uma mulher branca, uma mulher índianativa, uma mulher INDIANA – que inclusive dançaria com as roupas típicas do país de forma sensual e provocativa -, uma espanhola ciganinha e por aí vai. Mas o projeto CHECKMATE! da lenda nipônica simplesmente lançou umas das melhores da sua carreira, e outras faixas que marcariam sua imagem para sempre, como Candy, que é basicamente sua marca artística e deixaria o g-idle com inveja.

Basicamente Koda Kumi se tornou a grande metamorfose do Japão, indo de raça para raça, abrindo o debate: seria Koda Kumi negra? O mesmo aconteceu com nossa Morena Misteriosa durante a sua era CHECKMATE! Óbvio que muito se discute sobre a etnia de MC Larissa, se ela é branca ou não. Por ser carioca e vir da periferia, muitas pessoas confundiam e tomaram para si a narrativa que ela era sim uma mulher negra, e a MC Larissa por sua vez abraçou o título com louvor. Na mesma época da era CHECKMATE!, nossa Coronel foi mulher branca (“Downtown”, “Paradinha” e Will I See You?”) e mulher negra (“Vai Malandra” e “Sua Cara (ft. Pabllo Vittar)”) ao mesmo tempo, a nossa metamorfose ambulante

DECADÊNCIA ARTÍSTICA EM OUTROS RITMOS

Um dos singles mais recentes da Koda Kumi, o trap na sua forma mais genérica

É fato que a MC Larissa teve sim seu brilho em alguns momentos daquela era cheia de singles soltos, muitos eram genéricos e datados, mas eles tinham lá o seu valor e não chegavam a ser ogivas nucleares prontas para explodir a qualquer instante. Mas depois disso, a discografia da General se tornou um campo minado, ao ponto de dar medo de abrir alguma playlist brasileira e nos deparamos com a explosão de nossos celulares samsung

Preciso falar nada né?

Depois da era CHECKMATE! a musa do PSL ficou em um limbo artístico e de personalidade que ela nunca mais conseguiu sair, começou a lançar várias bombas em espanhol, uns reggaetons completamente datados que simplesmente só os fãs dela floodavam pra que ela pudesse fazer um bom debut nas listas do Spotify, mesmo que ninguém – além deles – ligue pra isso. Essa mesma coisa aconteceu com Koda Kumi, que após alguns anos de sua carreira, começou a lançar dezenas de singles em inglês com umas batidas traps que simplesmente ninguém aguenta, esquecendo totalmente seu legado maravilhoso de músicas com versatilidade e letras que não se resumem em “vamos festejar”. Inclusive, muitas dessas músicas ninguém nem sabia que eram em inglês pela pronúncia babado da gata digna do curso Fisk não completo. 

FEATURINGS COM BLACK EYED PEAS

Explosão, de fato.

Koda Kumi e nossa Morena Misteriosa também são conhecidas pelo incrível número de participações especiais em suas faixas. Enquanto uma delas tem até um episódio especial do nosso podcast dedicado à esse fenômeno, a outra acaba de receber a primeira menção disso no nosso blog. Mas tirando todos os 600 singles featurings que ambas devem ter juntas, o mais notável sem dúvidas são que as duas somadas resultam em um feat único com o BLACK EYED PEAS

Essa delicinha de feat aqui, é 2000s excellence.

Mc Larissa lançou “EXPLOSION” com o grupo, depois de anos que eles já tão no umbral da música pop, já perderam completamente qualquer impacto cultural que tiveram anos atrás, em 2019 jurando que seria pelo menos uma entrada em #98 no Hot 100. A música faz júz ao seu nome, e é uma explosão sonora de tudo que há de ruim nas produções recentes dos dois atos. Enquanto isso, a eterna Duquesa do SPC/SERASA, FERGIE fez uma participação no hino “That Ain’t Cool” que é basicamente uma das melhores junções entre artistas ocidentais e orientais, servindo um hino com muita chola culture, chocando nossa Ogiva Maker

Bom esses são os pontos que mais fazem sentido entre as carreiras de Koda Kumi e Mc Larissa, por isso não seria muito difícil pensar em uma colaboração entre as duas artistas. Mesmo que isso seja fruto de um troll de twitter, abriu nossas mentes para percebemos como Koda e Coronel são artistas quase semelhantes, onde a única coisa que as distancia é realmente a qualidade de seus trabalhos, pois mesmo no limbo do limbo, Koda Kumi ainda tem muito líquido amniótico para dar e vender. Beijokas. Stream “Me Gusta (ft. Koda Kumi)”.

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