Se a Sunmi não está no exército então por que ela serviu tanto com “Pporappippam?”

Sunmi é provavelmente a melhor artista que nós temos na Coreia do Sul atualmente. A gatinha que sempre entrega boas produções, volta mais uma vez para dominar o verão sul-coreano e nos salvar de algumas boas bombas que o mercado vem soltando contra nós. A rainha retro, dona de smash hits como “Siren” e “Gashina”, volta em uma pegada noventista, nostálgica e com uma flautinha atmosférica que eleva a produção para um outro patamar. “Pporappippam” é basicamente uma extensão do legado city pop de faixas da ex-wonder girls que não nos choca nem um pouco em ser a música do verão. 

Pporappippam” é basicamente uma dessas músicas que você ouve durante o pôr do sol, bem na golden hour, e ela te acompanha durante o anoitecer. Esse é basicamente o sentimento da música que Sunmi passa ao dizer sobre “noites roxas” da Coreia do Sul. Descrevendo um encontro romântico que a marcou para sempre, somos transportados para o mundinho de da hitmaker logo no começo com a flauta um tanto fabulosa, o que me trouxe de volta algumas lembranças de aberturas de animes como Inuyasha e Sailor Moon, e desde então nos pega pela mão com um synthzão noventista provando que ela não está disposta a abrir mão dessa característica maravilhosa da sua carreira enquanto solista – visto que essa música é o mais perto das raízes que ela criou com o “REBOOT” que chegamos até então. 

O refrão que não sabe distinguir se Sunmi está bêbada ou se ela está presenciando um outro sonho da sua cabeça, nos traz uma clara influência disco e se camufla no meio de tudo como um synthwave dançante e gostoso de se ouvir. Claro que Sunmi não nos choca em entregar uma faixa perfeita que transcreve a sensação de uma dessas noites de verão em que começamos a lembrar de tudo que aconteceu na nossa vida até então. 

Eu não sei porque ela ainda não se alistou no exército visto que ela está servindo por anos, e nos alimentando quando ninguém ao menos tentou. “Pporappippam” segue um legado de músicas misteriosas e low profiles que ajudam para reforçar a aura de grande gostosa que a Sunmi tem, onde ela parece sempre estar fazendo uma grande crítica a sociedade, como “Noir” e “LALALAY”, só que sem essa parte da crítica a sociedade, afinal, militantes também tem o direito de se apaixonarem e é sobre isso que nossa gatinha quer cantar. O místico comeback da grande gostosa nos deixa ainda mais ansiosos para um futuro álbum, se é que ela lançará algum. “Pporappippam” ainda a coloca em uma lista de artistas sul-coreanos que não precisam se escorar em produções péssimas de tropical house/trap e seus derivados para lançarem singles de verão, salvando essa pandemia veranil sul-coreana.

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2 Comments

  1. Obrigada por esse post, a maioria das minhas amigas não soube apreciar essa música e me sinto acolhida sempre que vejo alguém aclamando essa obra-prima

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