JESUS RANKEIA: As últimas colaborações do mundo pop e suas tragédias

Na nova edição do JESUS RANKEIA, voltamos dedicados à comparar as últimas colaborações da indústria musical. Sabemos que estamos andando puxados para o K-pop, e por isso nesse dia de hoje vamos falar de coisas importantes: o desespero de alguns rappers de pegar #1 e pura arte em forma musical. Claro que no meio de tantas tragédias, 6ix9ine (sejá la como você pronuncia o nome desse coitado) e Nicki Minaj estariam prontos para dar razão aos crentes em achar que estamos no meio do fim do mundo, mas nada como uma boa aliança entre Arca e Rosalía e Ashnikko e Grimes para nos salvar de tantas coisas horrendas.

6ix9ine – TROLLZ (feat. Nicki Minaj)

Puto com a nossa princesinha do trap, trademarker do rabo de cavalo, o rapper que eu me recuso a escrever o nome dele mais uma vez por ser muito difícil e sem sentido algum, decidiu que dessa vez NINGUÉM vai tirar ele do #1 da hot 100 da Billboard. E ele conseguiu. “TROLLZ” é basicamente uma das piores músicas que eu já escutei esse ano, os versos do rapper que fica repetindo “n***a” o tempo todo ignorando o fato de não fazer parte da comunidade afro-americana, não consegue mostrar um propósito, ele só se jogou no word generator e mandou um trapzão atrás tentando roubar o título da Ariana Grande de princesinha do gênero. Já quando o rap da nossa maria penitenciária entra, você pensa “hm agora ela vai salvar”, mas ela só fica fazendo um monte de piada de mal gosto com comidas mexicanas, como por exemplo “aperte minha bunda como taco”, no mundo gay isso é o equivalente de passar o cheque, e também  “bucetinha bastante molhada que nem macarrão”… mais uma das milhares alusões minajescas a buceta molhada que você encontra em toda a discografia dela <3. Nossa fodona dos efeitos sonoros bizarros da Queen Radio também coloca uma frase comparando seu flow com a pandemia……resumo: conseguiram o #1 com desespero e uma música tenebrosa, para dar certeza aos crentes de que os versículos do Apocalipse continuam se concretizando cada vez mais forte. 

Nota: 0 de 5.


ARCA & ROSALÍA – KLK 

A colaboração entre as latinas mais badaladas e gostosonas e com peitinhos delicadinhos da indústria – sim a ROSALÍA é latina, afinal ela não lançou duzentos reggaetons pra nada -, “KLK” está sendo esperada desde 2018, quando elas se conheceram e levantaram rumores de uma faixa juntas. Em 2020, para nos salvar de possíveis tragédias como “TROLLZ”, ROSALÍA e ARCA avançam direto pro futuro trazendo uma nova sonoridade #futurishtican como diriam algumas monetes do twitter. “KLK” é tudo que a gente queria de uma faixa reggaeton, é ousada, é fora da curva, é completamente diferente do que estamos ouvindo por aí, é totalmente ARCA! O reggaeton glitchy futurista funciona muito bem com as vozes robóticas de ambas na faixa, e traz alguns sons estranhos misturados com os beats compassados já bastante conhecidos do gênero. A música é uma extensão da gíria “vivendo adoidado”, mostrando ambas artistas vivendo como elas sempre queriam e repetindo isso incansavelmente. A melhor parte está no fechamento da faixa, com barulhos de arminhas e tiros, simplesmente a cereja no topo do bolo, onde logo depois somos agraciados com um “La Rosalía” na voz da ARCA. É em resumo uma música para você se sentir uma concubina de um grande chefão de cartel de drogas colombiano.

Nota: 5 de 5


Ashnikko – CRY (feat. Grimes)

Ashnikko é uma rapper alternativa que traz de volta toda a crocância de ser uma criança punk dos anos 2000, só que em 2020. “Cry” é um pop-rock-trap, de apenas dois minutos – o que faz a música parecer um comercial do Spotify -, cheio de riffs de guitarra e a personalidade da rapper que entrega tudo no seu refrão. Simples liricamente, apenas falando que um menino está tentando fazer ela chorar, é uma música inofensiva por sua duração mas que com certeza tinha muito mais potencial, ainda mais pelo que vem após seu primeiro refrão. A nossa primeira inteligência artificial de licença maternidade, prova que está muito debilitada para trabalhar e sussurra cinco frases naquele seu estilinho criança estranhona-satânica, e simplesmente sai da música, é o equivalente daquela foto de Sailor Moon onde o Tuxedo Mask diz “my job here is done”. A faixa ainda rendeu um clipe a la vocaloid com representação das duas gatinhas se atirando, e obviamente a Grimes é uma ninfa… Mas mesmo assim, a faixa é bastante deliciosa, e se você achou pouco….escute duas vezes. 

Nota: 3 de 5

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