Ru-cap: Rupaul’s Drag Race All Stars S05E02 – Seu amooooor me pegoooou

Olá chanelers que ainda não sucumbiram aos patamares mais obscuros do desespero nessa pandemia – ou que sucumbiram, já que não tem lugar mais obscuro para se acessar nesses tempos desesperadores do que um blog de gays que escrevem sobre Drag Race ❤️. Semana passada o reality show realizou o desejo de milhares de fãs da Britney Spears e finalmente libertou a Britney – de forma simbólica, o que já é o máximo de liberdade que a Britney vai ter na vida pelo visto. Fomos introduzidos a novas regras feitas para dar uma dinâmica mínima aos episódios milimetricamente roteirizados dessa delícia e até fomos agraciados com um lipsync decente entre a Joelma e a Lia Clark.

Uma das coisas que a gente reclamou semana passada foi da falta de um ensaio promocional das quengas nessa temporada, sendo que agora o ensaio meio que… rolou. As gatas posaram tardiamente e no meio da quarentena para os PNGs do computador da RuPaul com visuais pirigóticos e resultados variados. O grande destaque vai para Blair St Clair, que com certeza deve estar passando por algum momento de grande dificuldade nessa quarentena e serviu um basicíssimo look inspirado na Geisy Arruda durante sua incrível fase de notinhas do ego em locais aleatórios tipo festas infantis e shows z-list por volta de 2013 – ou no suculento cosplay que a Geisy fez da Britney Spears, humilhando a Derrick Berry mais do que ela já andou sendo humilhada nesse programa. /o/

Bom, whatever, vamos a esse uplifting episódio.

O episódio começa com o reality nos forçando o melhor estereótipo de gay que existe: o batidíssimo gay do mal ❤️. Em um ataque de sede por screentime, Miz Cracker encarna a vilãzinha do episódio e afronta Ongina dizendo que a gata asiática devia ter saído no episódio anterior pois ela não acredita no próprio potencial e blábláblá.

Onginão anda tão no piloto automático e sem nenhuma força de vontade nessa temporada que ela nem rebate a briguinha direito e se limita basicamente a fazer essa cara de puta por favor.

Numa dinâmica inovadora, as gatinhas são separadas em três times e precisam preparar versos e coreografia para uma também inovadora performance de supergrupo. Aqui temos o grupo liderado por Blair, que inclui Mayhem Miller e Miz Cracker. A skin do James Charles dessa temporada escolheu o Hannibal Lecter como seu crushzinho pelo shock value de contrapor sua personalidade girlie com um crush num serial killer canibal… Ah, e se vocês não repararam isso no episódio anterior, Blair faz questão de reafirmar nesse episódio também que ela é uma CANTOURA. Mas isso morre na primeira vez que ela abre a boca, porque nossa senhora….. mas o problema aqui é: Miz Cracker sendo completamente bossy como se ela não tivesse perdido todo challenge da season dela pois não conseguia executar ideia nenhuma. Esse trio eu vou nomear de: trio Get Out! (2017). 

O segundo girlgroup é formado por Jujubee, Indiah Ferrah e Alexis Matteo, é o trio-old-hags que serve carisma e bom humor. Mas Juju e Alexis estão preocupadas com a Joelma Impersonator, que precisa urgentemente estar no mesmo nível de energia das duas cacuras com versos incríveis e divertidos. Bom…

Mariah, Shea e Ongina eu vou dar o nome de: trio mochila – ao longo do episódio vocês vão entender que o peso foi demais para uma dessas participantes. Shea Couleé, a FODONA do rap, já esta se mostrando completamente preocupada, enquanto Ongina diz que perdeu a voz devido aos efeitos do vírus sars-cov-2. Por fim, a Mariah simplesmente não sabia nem pronunciar o nome do crush dela…. vai ser incrível ver isso no palco <3.

Esse rucap está tentando disfarçar, mas esse episódio tá a coisa mais #boring do mundo então. O negócio Joelma impersonator x Britney impersonator da semana passada realmente deu a nós o que comentar, mas nesse episódio tudo que sobrou foi a Tatá Werneck da season mostrando umas garrinhas que não tinha mostrado e a Rose Mcgowan drag dramatizando que está perdendo o controle do seu grupo. O resto das coreografias foram só Jujubee mostrando que tem problemas de coluna e Onginão sendo alçada para o alto como nas icônicas coreografias da Companhia do Calypso.

Tópico Babylon: as queens começam uma fofocaiada no meio do werkroom enquanto se preparam pro desafio. As quengas não perdem a oportunidade de massacrar a vilã relâmpago do episódio, a versão less hot da Aquaria (mas bem mais engraçada), que por sua vez da um chorinho pra se justificar que não é bem assim ao estilo vídeo de desculpas da Fernanda Coxta

Vamos ao desafio: RuPaul apresenta suas sempre irrelevantes gatinhas da cultura pop que surgem como convidadas especiais, e então somos introduzidos à performance. Vale lembrar que esses desafios de grupo andam cada vez mais podres a cada temporada que se passa, e não é diferente com esse aqui, que foi totalmente inspirado nesse desastre de performance de uma subcelebridade do kpop que anda tentando loucamente uma carreira musical em território norte-americano.

Dizer que foi um desafio chatíssimo é até algo redundante, então vamos elencar alguns pequenos destaques. Sedentas por ganhar um ou dois segundinhos de glória entre os jurados, o time Get Out! (2017) da Blair não se acanha em fazer infames piadas sobre ❤ servir buceta ❤ durante a parte delas, o que dá destaque pra Mizzzzz Cracker.

Onginão dá vazão às piadas étnicas mais batidas do JESUS USAVA CHANEL e aparece com um look full inspired pela Danni Suzuki enquanto faz uma performance desconfortável falando sobre como ela é xonada no Henry Cavill – a ideia mais básica que um gayzinho médio poderia ter de homem perfeito, o que denuncia a total preguiça de pensar da drag careca nesse episódio. E alguém poderia culpar ela?

Thalia Bombinha, sumida dos palcos da Blue Space desde o início da pandemia, ressurge aqui só para mostrar sua suculenta lipoescultura e pagar um mico enquanto solta um verso tosquérrimo sobre o Jason Momoa [sponsored by DC Expanded Universe®].

CATEGORY IS: LOVE THE SKIN YOU’RE IN. Uma runaway que prometeu tons nude e looks quase nada inovadores… mas que ok até que as quengas serviram beleza. India Ferrah tentou vender um ALL LIVES MATTERS mas conseguiu: Rodrigo Xuxa.

Mayhem Miller foi fantasiada de leitadinha, promovendo o último single de Lady Gaga, Rain On Me… ou mais especificamente a sua versão explícita.

Nossos TOOTS vão para Blair St. Clair, que decidiu revelar a cor do seu orifício anal após um leve bronzeamento e vestir ela como uma ilusão rosa (primeiro que eu nem sabia que podia ter cor).

Pra Koda Kumi, que vendeu sua melhor versão do que seria uma Hebe Camargo asiática.

E pra Shea Couleé, que simplesmente transformou o nascimento de Afrodite em um nascimento de uma deusa africana, serviu mamilos duros e coçando para fora… além de agradar o Black Twitter em peso, claro.

Sendo a FODONA da temporada, Shea ganha o desafio, enquanto nosso bottom 3 é formado por Danni Suzuki, Roberta Close e Joelma. As gatas conversam nos bastidores para decidirem seus votos – na novíssima dinâmicazzz do programa – e o assunto do momento é obviamente como Onginão anda morta por dentro e como a Shea tá com o cu na mão porque o bottom 3 é quase todo formado pelas quengas que faziam parte do grupo que ela liderou. Essa parte é tão chata que vamos pular direto pro lipsync. /o/

Nossa lipsync assassin da vez é Alyssão Edwards, que volta e meia protagoniza alguns dos lipsyncs mais lendários da franquia. Só que aqui…

Em respeito ao status de morta por dentro da Ongina, Alyssa só faz andar pra lá e pra cá no lipsync, dando o negócio de bandeja pra Shea… fucking Shea Couleé, simplesmente a gata mais humilhada na dublagem na história do programa. OU SEJA. O negócio é tão feio que nem sequer achamos gifs decentes da Alyssa nesse lipsync, dada a preguiça da gostosa HAHAHAHA.

Uma coisa é que isso de trazer sempre uma drag queen convidada pra dublar obviamente vai ser usado de forma safada pela produção pra manipular resultado nos próximos episódios. Eles podem chamar quem quiserem pra ser uma lipsync assassin e, dependendo do resultado desejado, a quenga pode dar tudo de si no lipsync ou nem tentar, que nem a Alyssão nesse episódio… hm.

Enfim, Shea ganha e ÓBVIO que Onginão é eliminada. Ficamos com pena porque Ongina é uma lenda da franquia e foi um dos destaques da seminal e borradíssima temporada de estreia do reality, então temos muito apreço pela gata… de qualquer forma ela foi horrível nessa season e realmente mereceu tomar no cu nesse episódio, já que ela teve um desempenho comparável aos mais recentes esforços musicais de divas do j-pop nostálgicas nos charts japoneses… Seria isso uma crítica ao ageísmo da indústria musical japonesa?

E por essa semana é só, chanelers. Deixem comentários na nossa caixa de comentários aqui do blog porque isso nos alegra e não esqueçam de nos curtir no Facebook e nos seguir no Instagram. Até semana que vem gatashhhhh.

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