Baú da Kahi #1: A vida e morte do After School

O Baú da Kahi é a nossa novíssima coluna mensal onde, em cada edição, iremos revisitar o levantar e o decair de vários grupos coreanos que passaram despercebidos pelo nosso site por motivos de: temos apenas 3 anos de vida muitos desses grupos morreram antes mesmo do JESUS USAVA CHANEL nascer… ou ressuscitar. Com o nome subjetivo, inspirado na dançarina, compositora, performer, produtora, integrante, ex-vj, atriz pornô, mãe de família e atualmente grupo de risco do COVID-19 Park Gahee – ou só Kahi como ela gostava de ser chamada nos palcos -, iremos adentrar o baú da nossa tiazona favorita do kpop para revisitar esses eventos fenomenais que por muitas vezes foram injustiçados a frente do público ultra-conservador daquele país. E para inaugurar essa coluna de “throwbacks” por que não mergulharmos no mundo de plásticas, fantasias, danças sincronizadas e namoros escandalosos do After School? O grupo em questão fazia parte de uma casta seleta sul-coreana, e Kahi era a líder dele. 

Para entender melhor o After School, suas mil integrantes e seu caminho para a destruição, é preciso primeiro entender a nossa protagonista e musa inspiradora, Kahi. O ano era 2006, o cenário do kpop ainda não era um estouro como hoje em dia, mas obviamente a música sul-coreana estava caminhando para seu primeiro big “boom” de girlbands. Kahi e Son Dambi – futura solista hitmaker e atual atriz de novelinha coreana – eram integrantes de um grupo xoxinho chamado S-Blush. A música “It’s My Life”, uma demo rejeitada da Ashlee Simpson, era um popzinho gostoso até, com a crocante linha “no, you can’t touch my humph”, mas o grupo tinha 0 chances de fazer um grande estrondo no seu país de origem, porque além do fato de vender música pop americanizada, elas também só cantavam em inglês já que o grupo era “Korean-American” – fato chocante visto que Dambi e Kahi matavam as aulas da Fisk. Dado o tremendo flop do S-Blush, o grupo decidiu que não continuariam mais, Kahi e Dambi foram para seus devidos lugares e Sara Sohn foi diretamente para Hollywood, e hoje em dia pode ser considerada a ex-S-blush mais bem sucedida por estrelar filmes como “Searching” e a série da Netflix, “Sense 8”. Depois de ler esse parágrafo vocês adquiriram mais conhecimento de kpop do que qualquer outra pessoa na sua timeline. 

Com o S-Blush finalmente dissolvido, Son Dambi não demorou muito para deslanchar uma carreira solo cheia de hits retro-pop-r&b, que contou com apoio empresarial e até colaboração vocal da Kahi – garantindo assim que a nossa mamãe de família tivesse sua marmitinha diária garantida. Procurar: “Crazy”, “Bad Boy” e “Saturday Night” (e se você for fã da Kesha vai conhecer DamBi por “Queen”). Mas Kahi também não ficou fazendo bicos por muito tempo: por trás das câmeras a nossa heroína talentosa e dançarina de berço estava produzindo sua própria versão asiática do grupo Pussycat Dolls com o apoio do CEO da Pledis, empresa que agenciava a Son Dambi e que, na prática, tinha a própria Kahi como uma de suas trabalhadoras mais esforçadas. 

Debutando no final de 2008 com uma aparição informal na performance da solidificada Dambi, o After School era um grupo de 5 meninas: Bekah, Jooyeon, Jungah, Soyoung e Kahi. Para não perder o buzz, no começo de 2009, o grupo debutava com o single digital “New Schoolgirl!” que contava com o lead single, “AH!” e outras duas músicas: “Playgirlz” – performada anteriormente no festival de fim de ano – e “Bad Guy” (ou “Bad Bastard”, depende da tradução inconclusiva). Brincando com o estereótipo de ninfeta escolar safadinha e subvertendo toda a imagem de inocência que o kpop geralmente emprega ao conceito colegial, o After School começava uma jornada surpreendentemente controversa com o público sul-coreano. Naquela mesma época “Bad Guy” foi banida da televisão por ser inapropriada demais (aliás essa faixa era a mais “Pussycat Dolls” delas, onde elas gemiam abertamente no refrão e enfiavam palavrões nos raps). 

Antes de continuarmos peço por favor que você leia o próximo parágrafo como a Sílvia, personagem doida da Alinne Moraes em Duas Caras, planejando seu grande plano:

Após as polêmicas do debut que renderam uma imagem desfavorável do grupo, com o público reclamando até das roupas com que as garotas performavam o single “AH”, a nossa ‘reper‘ Kahi correu atrás da limpeza de imagem – afinal o grupo era provavelmente a última chance dela e tinha muito dinheiro investido ali. Uma nova integrante foi adicionada: seu nome era Uee e a Coreia do Sul amou ela de cara por ser ingênua, fofa e ter aquele visual de solineuza que o público coreano adora. A garota rapidamente virou a chave para o sucesso do After School e o single “Diva” foi lançado com a nova formação. “Diva” ainda tinha todo o discurso “empoderado-antes-de-ser-legal” (ouviu CL?) que fazia parte da estética do grupo, mas se distanciava bastante da sonoridade das faixas anteriores. 

E não é que deu certo? A música não era exatamente bubblegum-pop, mas era a coisa mais “bubbly” e upbeat que elas conseguiram extrair do Brave Brothers – produtor que continuou com o grupo por anos. A partir disso elas começaram finalmente a ser CONTRATADAS para várias coisas: apareciam em todos os programas possíveis, gravaram um cover de Morning Musume (um dos maiores grupos idol do Japão), ganharam um prêmio de rookie (artista revelação) do mês e ainda assinaram uma colaboração com a mãezona do grupo Son Dambi para a marca de celulares capengas da Samsung. A maior vitória do grupo na época foi que elas FINALMENTE conseguiram o aval do grupo original, o Pussycat Dolls (uma dádiva que todo o grupo cover quer ter, mais ou menos como se o 2NE1 abençoasse o Blackpink) e viraram o ato de abertura da Doll Domination Tour na Ásia. Limpeza de imagem 100% bem sucedida. 

E o que vem depois com a imagem limpa? Um smash hit maduro tal qual “Shallow” da Ally do filme. Após “Diva”, Soyoung foi ao banheiro lavar seu cabelo e, como um pai que vai buscar cigarro na padaria, nunca mais voltou. A Pledis aproveitou a oportunidade e decidiu adicionar não uma mas DUAS novas integrantes: Raina e Nana. Neste momento estava decidido que o conceito do grupo seria um grande ensino médio onde poucas são alfabetizadas pela pátria educadora, mas muitas se formam. “Because of You” foi a faixa principal do maxi-single de mesmo nome que conta com outras duas faixas, “Diva” e “When I Fall”. A música foi um “tchauzinho” às roupas escolares adquiridas no sexshop preferido da Pledis e um olá à nova imagem do grupo, e felizmente o movimento maduro deu certo, já que “BoY” charteou em #1 em todas as paradas sul-coreanas minutos depois de ser lançada. O After School vivia sua era de ouro com 7 meninas, em um conceito mais sofisticado e maduro – o que muitos acharam apropriado para a idade de nossa musa inspiradora Kahi. “Because of You” teve 4 milhões de downloads digitais, já contaram até 4 milhões pra ver se é pouco? Pois é, e isso rendeu até uma vitória de “rookie of the year” no Billboard Japan Music Awards e no Seoul Music Awards.

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Lançando um workshop de tambores de bandinhas colegiais norte-americanas, DONA Kahi – como gostava de ser chamada – colocou todas suas alunas para trabalhar intensivamente por 5 meses, para pegarem com perfeição o conceito do single que viria a suceder “Because of You”. E como toda grande escola, o instituto de botox, feitiçaria, dança e putaria da tia Kahi ganhava uma nova matrícula, dessa vez a oitava integrante do After School chegava, Lizzy, a mais esquizo até então, e era apresentada com o single “Bang!”. O lead single estava previsto para entrar no maxi-single anterior das meninas, mas seu produtor decidiu adiar o release para que a faixa pudesse estar mais bem-feita – o que abre precedente para a reprovação da Soyoung nesse workshop de tambores. E para ser sincero, se você não conhece “Bang!” o que você está fazendo da sua vida? Em 2010/2011 o single do After School foi um dos grandes momentos do kpop. 

Mesmo não reproduzindo o mesmo hit de “Because of You” porque teve o lançamento ofuscado por um navio sul-coreano afundado por um míssil da Coreia do Norte (!), “Bang!” conseguiu marcas incríveis, com 2 milhões e meio de downloads só naquele ano. Hoje em dia, “Bang!” é um desses hits cults-clássicos do k-pop que são sempre lembrados com saudosismo pelas k-cacuras. E como o decair é do homem, a Pledis decidiu que 2010 seria um ótimo momento para focar em outros projetos (pff). Lizzy, Raina e Nana formaram a sub-unit Orange Caramel, que conseguiu um sucesso nivelado com o do seu grupo-mãe. A unit consistia em um conceito totalmente oposto ao do After School e que demorou a evoluir de fato, focando em ideias coloridas e infantis, coisas que o grupo inferninho da nossa Kahi nunca foi. Esse foi o começo do fim: ninguém ouviu falar mais do After School em 2010 e só voltamos a ver a cara das estudantes do supletivo em dezembro com o EP comemorativo “Happy Pledis”…. honestamente QUEM sabotou o After School?

A resposta é meio óbvia. A própria Pledis não soube lidar muito bem com um grupo bem sucedido, e mesmo que sua fanbase já tenha se solidificado bastante, era fato que os outros grupos já tinham passado na frente do nosso instituto de artes obscuras e treinamento intensivo do After School – isso porque normalmente você não pode deixar de mostrar sua cara quando você está no seu auge. 

Mas nem tudo estava perdido. No ano seguinte, 2011, a Pledis anunciava que tinham assinado com a Avex – gravadora japonesa – para distribuir o material das meninas em terras nipônicas, e o grupo iria começar sua divulgação no país em Março daquele ano – festival de promessas -, desde então entramos em outro workshop, o intensivão de japonês da professora Kahi. 2011 também foi o ano do primeiro álbum completo do grupo com um nome bastante sugestivo: “Virgin”. Agora com uma matrícula totalmente inexpressiva da integrante E-Young, que era perfeita na bateria mas só isso mesmo, apresentada ao público em uma das performances de “Bang!” de fim de ano. Essa adição ao grupo aumentou o After School pro simbólico quantitativo de nove integrantes, e sempre que você tinha nove integrantes você era atingido pela maldição do Girls’ Generation. E não deu outra: com o lançamento do single “Shampoo”, que mal conseguiu chegar aos seus 2 milhões de downloads, decepcionando todos que esperavam pelo próximo grande acontecimento, o After School perdeu uma de suas principais integrantes, Bekah, a única que conseguia fazer rap decentemente.

A gata, que estava desde o pré-debut, finalmente se graduava e voltava pra sua casa no Havaí depois de entregar um dos melhores e mais memoráveis raps da história do kpop. Sua carta de adeus foi uma balada bem sem graça chamada “Take Me To the Place”, lançada em julho do mesmo ano – rumores que ela foi expulsa pela DONA Kahi por não ter conseguido sapatear no clipe de “Let’s Step Up” por conta do seu pé machucado… porém na real alguns meses depois a Bekah foi no tumblr (!) e fez um desabafo indireto dando a entender que a Pledis realmente chutou ela do grupo sem mais nem menos com o intuito de deixar a formação do After School mais atrativa pros japoneses. Ainda nesse ano tenebroso as garotas colaboraram com a lendária-holograma Namie Amuro com o single “Make it Happen” como uma forma de “olá” para o cenário musical japonês. Tal colaboração com a Mariah Carey japonesa aliás deve ter sido o auge de um grupo de kpop no japão, já que isso é difícil de conseguir e nem todo mundo tem.

A vida de estudante continuava na Coreia e a Pledis não queria cometer o mesmo erro de 2010, por isso eles decidiram que a ótima ideia da vez era separar o grupo em duas sub-units: A.S. Red/A.S. Blue. Separando as “sensuais” das “inocentes”, essa era a forma deles de conseguirem lançar singles mais “provocativos” sem prejudicar a imagem das integrantes mais jovens, o que foi muito honrável… até você ouvir as músicas e perceber que as duas eram péssimas. Mas por outro lado, o sucesso do grupo já estava garantido para além dos mares da Coreia do Sul, e DONA Kahi podia respirar aliviada, pois não precisaria correr para a Caixa e pedir seu auxílio emergencial. O primeiro fanmeeting o After School no Japão esgotou em poucos minutos, o single “Bang! (Japan Ver.)” foi um sucesso de vendas (especialmente após a performance fetichista delas no A-Nation, grande show de rodeio da gravadora Avex) e elas acabaram o ano sendo headliners do evento MTV EXIT no país. Além disso, as gatas assinaram um contrato com a Shibuya 109 para um comercial de natal, já dando a prévia do grande álbum de estreia do grupo em terras nipônicas – esse comercial rendeu uma das melhores fotos das gatas, que sexualizaram essa festa cristã sem pensar duas vezes.

Bom dá pra imaginar essa bagunça toda e AINDA ter outra bagunça do lado? Era exatamente assim: debut japonês, A.S. Red, A.S.. Blue e Orange Caramel prometendo comeback. Como todas as escolas, o acompanhamento pedagógico estava nas costas de uma pessoa e isso tem data de validade até tudo despirocar. 

O primeiro single original do After School no Japão foi “Rambling Girls”, um cover nipônico de “On the Floor” da Jennifer Lopez que vinha com um remake japonês de “Because of You” como b-side. O single não repetiu exatamente o sucesso da versão japonesa de “Bang!”, mas pelo menos continuou o caminho estável das garotas nos charts japas. Sedentas pelo sucesso internacional, elas lançaram o seu primeiro álbum pela Avex, “PLAYGIRLZ”, rendendo à elas um contrato com a caríssima grife japonesa de bolsas Samantha Thavasa – esse contrato aliás fez o After School usar bolsinhas em comerciais, clipes e até em performances (!) um tempo depois. 

Durante a primeira “tour” japonesa do grupo (que só teve duas datas), em Abril de 2012, a Pledis adicionou outra fedelha pra dentro da line-up – e se a E-Young já quase não mudava a dinâmica do grupo, Kaeun fez muito menos. Essa adição ocorreu durante o show do grupo no Tokyo Dome City Hall (não confundir com o Tokyo Dome de verdade, já que o City Hall é a versão de baixo orçamento) e foi basicamente para agradar o público japonês, já que a Kaeun, apesar de fanha, era fluentíssima na língua nipônica. Por trás das câmeras houve muito drama pra Kaeun chegar onde chegou: nessa época a Pledis tinha várias trainees, garotas que ainda estão aprendendo a ser ninfetinhas do kpop e que sonham em integrar um grupo algum dia. Lá dentro, algumas dessas trainees eram chamadas de “pre-schoolgirls”, pois estavam destinadas a integrar o After School, enquanto outras eram só trainees normais mesmo e batalhavam por uma vaga no grupo Hello Venus, a nova aposta da Pledis na época. Dentro dessa bagunça toda existia uma trainee chamada Nicole, que era uma pre-schoolgirl e a favorita de nossa professora Kahi, além de ser naturalmente a mais cotada a ser a próxima adição ao After School. Só que, pouco antes da ninfeta entrar no grupo, a Pledis tacou o foda-se e trocou ela pela Kaeun por causa da fluência em japonês, jogando a Nicole pra ser uma integrante do grupo das menos gostosas – sim, o Hello Venus. Nisso a Nicole saiu putaça da empresa e… bom… o Hello Venus é uma longa história que fica pra outro momento porque rendeu tanta dor de cabeça quanto o próprio After School.

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A Kaeun sabia falar japonês com mais segurança e cuidado nas palavras que a Koda Kumi e isso estressava nossa fodona da indústria que estava ainda chegando no mercado nipônico e lidando com comentários sobre sua pronúncia – aliás a própria Kahi dizia aos quatro ventos que tinha dificuldades com a língua. No final das contas, a fluência de Kaeun não ajudou o grupo em nada pois os próximos lançamentos do grupo no Japão, como “Dress to Kill” e os vários singles, não renderam nada para além de aclamação crítica do mundinho JESUS USAVA CHANEL (nota do @bubblegumrave: o “Dress To Kill” vendeu 4 mil cópias… não são 4 milhões mas conta até 4 mil pra ver se é pouco também). 

A trajetória do After School no Japão também foi um dos últimos episódios da nossa professora favorita no grupo. Com o sucesso do grupo em singles – aliás top 10 é sucesso sim -, com vários contratos e músicas sendo divulgadas em comerciais de diferentes marcas, Kahi se viu satisfeita e cansada de carregar as outras 7 analfabetas em suas costas – digo isto com muito carinho -, e como não estávamos no governo Bolsonaro, ela pôde se aposentar com glória e com todos os seus privilégios como membro sênior da população sul-coreana. RIP morena misteriosa, Nicole Scherzinger coreana e integrante do grupo de risco do COVID-19 que quebra quarentena. Na real essa aposentadoria foi compulsória, porque no fundo o que a Pledis queria fazer era pôr em prática um plano antigo: graduar as velhas do grupo e remodelar o After School como um grupo de voluptuosas ninfetas com menos de 25 anos /o/.

Como toda velha teimosa, a Kahi continuou trabalhando no grupo mas pelas costas: “Flashback” um dos melhores lançamentos do grupo, sobreviveu aos aumentos do preço dos singles nas vendas digitais e conseguiu um hit decente na Coreia do Sul (as pessoas tentam forçar que foi um flop mas ela pegou #14 nos charts… acima até mesmo do Red Velvet). O grupo provou que conseguia sobreviver bem sem a fodona Kahi exigindo 24 horas do dia delas em treinamentos desgastantes, mas a Pledis não estava interessada em cuidar bem do grupo depois da saída da mulher que praticamente fundou a gravadora/produtora. Prova disso é a constante falta de investimento nas meninas, e investimento em outros projetos como o NU’EST e o SEVENTEEN. Até mesmo o próprio Orange Caramel começou a ganhar mais destaque – mas esses grupos nunca poderiam ter existido se não fosse pelo suor e trabalho das meninas do After School e da nossa musa DONA Kahi. 

O último single do grupo foi uma grande putaria no pole dance, onde elas provaram que ainda poderiam servir conceitos interessantes e não deixariam a qualidade de suas performances decair. “First Love” foi o último marco das gostosas no cenário sul-coreano e também o retorno do Brave Brothers nas produções das meninas. A música contava com um instrumental diretamente dos filmes de softporn das madrugadas da Band e uma apresentação de pole dance que matou as garotas uma a uma, quebrando a perna da Lizzy, o pulso da Raina e assim por diante. Depois disso o grupo entrou no puro ostracismo e esquecimento, com a Pledis nem tocando mais no assunto comeback. 

Elas ainda tiveram alguns singles, álbum e até turnê no Japão entre 2013 e 2014 – todos extremamente fracassados: a Dress To SHINE Tour é praticamente numa garagem – mas então todas as garotas começaram a sair da empresa e hoje em dia apenas a Nana ainda está nos porões de tortura da Pledis (o que rendeu o icônico momento onde atualizaram as imagens de perfil e capa do facebook oficial do girlgroup só com fotos da Nana em 2019). O Orange Caramel ainda tentou também, mas foi esquecido já em 2015, com as garotas dizendo depois que o grupo não ia voltar porque elas “estavam velhas demais pra isso” (risos). Fato é que a Pledis queria surfar na onda de boygroups pela promessa de que eles trariam um retorno financeiro mais rápido, o que nem aconteceu nesse caso em específico, já que o NU’EST por exemplo só vingou depois de anos e com muito chororô e apelação em um reality show que envolveu até milkagem de drama com a própria Kahi

Quanto à nossa ex-vj, atriz pornô, matriarca, idosa, professora, dançarina e performer Kahi, ela até teve um comeback como solista (sim, ela já tinha lançado um álbum solo em 2011 com zero repercussão mas que serviu músicas de qualidade). Flopando novamente com o injustiçadíssimo single “It’s Me”, Kahi não viu muita saída além de abandonar as tentativas de sucesso e finalmente descansar em paz. Na época os internautas coreanos diziam que ela era “velha demais” pra tentar uma carreira no mundo da música e que devia mesmo era se casar e ter filhos – e foi exatamente isso o que a balzaquiana fez: investiu em um hit nas maternidades coreanas e a partir disso construiu uma belíssima família. Ela ainda canta esporadicamente em musicais e ainda usa seus conhecimentos de idol quando a TV coreana lembra que ela existe e a chama pra um reality ou outro pra gerar drama com algum idol da Pledis – da última vez fizeram isso entre ela e a Kaeun e, com o ódio supremo que a Kahi sente da Kaeun, a véia conseguiu fazer a carreira da garota desabar de vez.

As garotas do grupo continuam sendo #migas exceto Nana e UEE, que barraquearam nos bastidores há alguns anos por motivos desconhecidos (a briga inclusive obrigou a JungAh a fazer duas festas de aniversário em 2015 para que todas as integrantes pudessem ir, uma com a UEE e sem a Nana e vice-versa). Todas as garotas também ignoram a existência da Kahi por traumas com o treinamento militar da nossa ex-fodona da indústria (palavras da Nana em TV nacional após a saída da Kahi: “ah, agora as minhas pernas têm mais espaço no carro do grupo”), mas a véia e a Bekah continuam boas amigas. E assim acaba a lenda mística e fetichista de um dos girlgroups mais icônicos e bagunçados que a Ásia já botou no mundo.

Se você nunca ouviu, não gostava ou nunca teve interesse de ouvir After School, corram pro Spotify e pro Youtube, vejam as músicas, aprendam as coreografias, e guardem na memória o melhor grupo que a Coreia do Sul já viu algum dia. E essas foram as memórias póstumas de After School!

1 Comment

  1. meu deus eu me achava super versado em tudo after school (elas que me introduziram ao kpop) mas tinha muita coisa que eu não sabia aqui
    inclusive nana extremamente debochada i love to see it

    Curtido por 1 pessoa

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