JESUSWORECHANEL Rankeia: Os 5 maiores escoros da Madonna em carne nova

A Madonna está prestes a voltar com mais um álbum afetado por sua senilidade e por acampamentos de compositores patrocinados pela sua própria gravadora em prol de fazer o projeto andar o mais rápido possível. O primeiro single do LP, uma colaboração com o cantor colombiano Maluma, gerou um reggaeton inofensivo de background de vídeo de youtuber tão aguado que não me admira o fato de que o JESUSWORECHANEL fez uma track review do single unicamente no intuito de massacrar ele. De qualquer forma, a colaboração da rainha do pop (sic) com o artista latino não parece tão inusitada quando poderia ser: Maluma está em alta no mercado latino, que por si só é um dos mercados musicais mais visados atualmente e que mais geram repercussão nas plataformas de streaming que definem o que é sucesso musical hoje em dia, como o Spotify ou Youtube. Latinas stay winning… tipo literalmente.

Essa tendência da Madonna em surfar em ondas musicais ~do momento~ é claro que não vem de hoje. Há anos a popstar aprendeu que precisava estar antenada às novas tendências sonoras para se manter relevante no meio. Até aí não há nada de errado, o problema é o fato de que, ano após ano, ela parece entrar de forma extremamente tardia nessas tendências e também de maneiras pouco naturais: você percebe quando a Madonna está se jogando desesperadamente em mais um gênero bem sucedido nas rádios FM, e a artista que um dia esteve à frente de tendências e revoluções musicais no mainstream hoje só as segue sem muito critério. Whatever whatever, óbvio que a Madonna também não dá ponto sem nó: embora sua visão para ritmos musicais ande pouco confiável, ela ao menos embala essas aventuras sonoras com grandes colaborações com artistas bem mais novos e mais hypados: uma espécie de vampirismo musical que põe a imagem dela em alta desde que o público americano encheu o saco dela na época do American Life. Sendo assim, esse blog tem a sagrada e secreta missão de rankear os 5 maiores escoros da rainha do pop em carne nova que deixaram seu nome em evidência nas duas últimas décadas! A imagem da Katy Perry na capa desse post é meramente ilustrativa porque né…

5. Madonna feat. Maluma & Anitta

Com a coroa ameaçada desde o desastre criativo e comercial que foi o “Rebel Heart”, Madge resolveu mirar mais vorazmente nos estilos musicais que estão em alta. How do you do, fellow kids? Aproveitando seu próprio histórico de flerte com a música latina como uma safadíssima justificativa para farofar num reggaeton básico, a rainha do pop pegou artistas #fresh e não muito conhecidos do público americano para se escorar. Os escolhidos foram o já supracitado cantor colombiano de ASMR Maluma e o baluarte brasileiro do soft-fascismo, elaboradíssimas fanfics oficialmente lançadas no mercado editorial e bissexualidade compulsória Anitta, ambos com carreiras internacionais… er… promissoras… e uma bagagem artística que não supera uns 5 anos. Obviamente ainda não vimos o resultado da colaboração da Madonna com a Anitta, mas sabemos que a faixa promete ser “puro funk carioca” e que seu título é a suculentíssima expressão “Faz Gostoso” (na verdade é tipo “fax goxtosoan” com aquele bom sotacão português de Portugal já que a Madonna agora é lusitana legítima), provavelmente a maior tentativa de provar que Madge não é uma regular mom e sim uma cool mom. Há rumores de que a faixa é inclusive a regravação desse rolê aqui lançado pela MC Tha portuguesa e com temática barata de adultério… o que torna o negócio todo mais bizarro ainda. Já a colaboração com o Maluma é o primeiro single do álbum “Madame X” (afinal, só o Maluma realmente tem um público fiel e bilhões de views dentre essas collabs) e vai bem diretamente ao ponto no fato de que a véia quer views e objetificar esse macho usando ele como um prop no clipe da canção, dois objetivos que nem são tão condenáveis assim, vai. Pena que dessas intenções comercialmente ambiciosas saiu uma faixa totalmente sem replay factor e extremamente entediante – o que contrasta com o modus operandi anterior da Madonna que era superalimentar o público com música dance básica em grande quantidade.

4. Madonna feat. nicki minaj uma ou duas vezes / bônus: m.i.a.

Em algum momento enquanto a Nicki Minaj ainda era uma força a ser reconhecida no mercado pop e uma figura aclamada no mundo do hip-hop, alguém da equipe da Madonna achou que seria bom enfiar versos da rapper em uma ou duas (quem sabe três?) músicas da veterana em prol de transformar o material dela em algo mais cool e próximo da realidade do mercado – que na época era atolado por músicas em parceria com a Minaj, que fazia uma collab como quem vai na padaria (e bom, ela ainda faz isso hoje em dia mas não com a mesma repercussão de antes). Pornickzão acabou meio que virando o Pitbull da Madonna, aparecendo sempre com um rap qualquer coisa nos cuts mais vergonhosamente genéricos da carreira recente da véia, como a tenebrosa “I Don’t Give A” (onde ela ofusca a Madonna numa música que é toda… sobre a rotina da Madonna), o single “Bitch I’m Madonna” (a ideia mais próxima do que seria um single de estreia da Copélia de Toma Lá Dá Cá caso ela tivesse uma carreira musical) e a faixa… uhm… cheerleader adolescente no auge dos 53 anos “Give Me All Your Luvin'”, feita unicamente pra render um bloco de cheerleader na MDNA tour. Essa última faixa por sinal conta também com participação da M.I.A., que na época não estava particularmente no auge de sua popularidade mas aparece ali pra balancear o desespero por charts do single e dar uma espécie de credibilidade musical ao material, já que a artista é aclamada no nicho alternativo etc. Esse infelizmente parece ter sido o último escoro realmente certeiro da Madonna, já que “Give Me All Your Luvin'” marcou o último top #10 da rainha do pop no Hot 100 da Billboard.

3. Madonna feat. Justin Timberlake & Timbaland

O “Confessions On A Dancefloor” marcou um dos comebacks mais bem-sucedidos da música pop, trazendo a Madonna de volta à atenção do público com um hit massivo como “Hung Up”, explorando uma sonoridade que não estava sendo feita por ninguém grande na época e ainda rendendo uma das maiores turnês da artista, a “Confessions Tour”. Qual seria o próximo passo a ser dado depois de uma era tão singular e marcante? Claro: se juntar com o produtor e aos artistas do momento e lançar qualquer merda que tivesse sendo facilmente digerida pelo público na época! E assim surgiu o Hard Candy. Óbvio que existia um #conceito por trás disso tudo: Madonna já previa que o ageísmo iria diminuir cada vez mais o seu impacto comercial e percebeu rapidamente que precisava daquele impulso de popularidade fácil e eficaz, e foi aí que surgiu a sua colaboração com o produtor Timbaland, responsável por boa parte dos maiores sucessos dos anos de 2006 e 2007 e Justin Timberlake, que havia acabado de sair da bem-sucedida era FutureSex/LoveSounds. Apesar do meu claro descontentamento com a existência do “Hard Candy”, é óbvio que esse álbum abarca os últimos suspiros de vivacidade e bom-senso musical da Madonna, e “4 Minutes” é uma ótima prova de que certas parcerias desesperadas da artista às vezes podem funcionar. O single rendeu os últimos resultados realmente dignos de nota da véia nos charts mundiais e, claro, rendeu todo aquele buzz da Madonna flertando com mais um cantor novinho em um de seus clipes, já que o Justin Timberlake era meio que o Maluma da sua época (inclusive com a mesma mania de cantar com gemidos e sussurrados, só trocando o reggaeton pelo R&B). O problema aqui é que a Madonna se juntou com essa galera meio que tarde demais, quando aquele R&B étnico produzido pelo Timbaland já tinha datado (o que aconteceu de uma forma assombrosamente rápida), iniciando a futura mania da veterana de sempre embarcar em modas passageiras quando elas já estão no limiar do prazo de validade.

2. Madonna feat. britney spears e… talvez christina aguilera

Depois da era “Erotica”, a era “American Life” foi a mais certeira em sujar a imagem da Madonna com o público americano lobotomizado pelos chiliques bélicos do então presidente Bush. A questão é que, diferente do desastre midiático da artista nos anos 90, dessa vez não tinha limpeza de imagem ou cd pachorrento de baladas que resolvesse a birra dos states com essa senhora. Claro que a Madonna logo viu a oportunidade de lucrar em cima disso fazendo a bad girl e criando polêmicas extremamente atuais na sua primeira imersão na arte do escoro em carne jovem! As artistas alistadas para esse acontecimento foram as ninfetinhas Britney Spears e Christina Aguilera, divas do pop adolescente no começo dos anos 2000 que haviam começado a ficar meio transgressoras há não muito tempo e que volta e meia eram rotuladas como “a nova Madonna” (mesmo com menos de três ou quatro anos de carreira). O resultado a gente já conhece: a icônica performance de Like A Virgin/Hollywood no VMA de 2003, que rendeu lesbian play em trio, exposição de corno ao ridículo e tudo o que só uma pessoa sedenta por buzz como a Madonna poderia querer (sério, o beijo dela com a Britney chegou a estampar a capa de VÁRIOS jornais da época). Levando a forçação de barra a mais alguns limites em prol de um cashzinho, a Madonna até aceitou colaborar com a Britney no single “Me Against the Music”, onde a temática lésbica continua sendo requentada pelas duas e que rendeu à velha um #1 no Reino Unido e um clipe onde ela pôde ensaiar a sua tão frequente imagem de cafetina apática.

1. Madonna feat. LMFAO

É até vergonhoso lembrar que isso aconteceu mas sim, no auge da sua senilidade a Madonna colaborou com a lendária dupla hitmaker de música eletrônica avant-garde LMFAO num remix de “Give Me All Your Luvin'” (versão que aliás exclui a M.I.A. da lista de colaborações) e até arrastou os dois pro apoteótico momento dela no Superbowl 2012, performando um medley suculento das faixas “Party Rock Anthem” e “Sexy and I Know It” com belas inserções do vocal autotunado da veterana. Esse foi o primeiro momento em que sentimos de forma mais marcante como a Madonna virou a Copélia dos gringos, já que claramente NÃO EXISTE uma explicação pra essa colaboração além do desespero da véia em se enturmar com os jovens e provar que ela também é hype. Quem é moderno aí, meu?