Os Piores Lançamentos e Acontecimentos de 2018

Mais um ano vai terminando e nossos preguiçosíssimos e acomodados colaboradores não poderiam deixar nada de fora no início da temporada de listas de fim de ano no JESUSWORECHANEL. Na retrospectiva de 2018 desse singelo sitezinho tem espaço para todas as minorias, por isso iremos exaltar todos os grandes destaques da cultura pop e claro, também os maiores micos, tretas e acontecimentos dignos de pena dos nossos artistas mais queridos e odiados. Isso mesmo, como grandes gostosas inclusivas e sedentas por uma polêmica que somos, iremos dar espaço não só para aqueles que fizeram algo de bom, como também para os artistas e personalidades da mídia que se empenharam esse ano em tornar o planeta cada vez mais inabitável e o universo do entretenimento um verdadeiro inferno jorrante de chorume (*voz da Mulher Pepita* FODA-SE A MERITOCRACIAAAAAA). Se liga no nosso top 16 de piores merdas do mundo da cultura pop em 2018 =]


Cardi B x Nicki Minaj

[Acontecimento/TEKKEN 5]

Cardi B (ocasional transfóbica e defensora de rapper homofóbico) versus Nicki Minaj (três vezes defensora de pedófilo, o que já garante o direito de pedir música no Fantástico): o que parecia ser mentira no começo, acabou se tornando uma realidade violenta e sangrenta. Ao cruzarem caminhos durante a New York Fashion Week, as rappers trocaram ofensas uma contra a outra, resultando em um porradão em Nicki Minaj e os seguranças da safada, além de um galo na testa de Cardi B e um B.O. na conta policial da ex-stripper. Nessa treta realmente não sabemos qual é a pior, mas uma coisa é fato: a radiação foi sentida de todos os lugares – sem contar nas semanas após o ocorrido, onde o TMZ tentou render o assunto até não dar mais, e claro, Nicki Minaj tentou emplacar alguma relevância com tweets bobos e aquele freakshow radiofônico chamado Queen Radio que tenta a todo o custo ser tão relevante quanto o POCCAST.

Review do álbum grammy nominee: Cardi B – “Invasion of Privacy”


anitta – empreitada internacional

[desespero/DESESPERACIÓN/DESPAIR/kkkkk]

As aventuras de Anira ao redor do Globo infelizmente parecem não ter fim. 2018 marcou o auge da saturação e abuso do público com a gostosa de Honório Gurgel no âmbito do entretenimento e também em diversas áreas sociais – o que pode ser exemplificado pela extensa compilação de aloprações políticas da cantora desde o caso Marielle (e que não vêm ao caso neste blog de futilidades bissexuais). O ano abriu com o lançamento de “Machika”, parceria de Anitta com o J Balvin que causou graves danos auditivos em uma parcela considerável da população latina. Logo a seguir, fomos agraciados pelo longo e tortuoso mico midiático do clipe ao vivo de “Indecente”, que mirou na Gwen Stefani e acertou nos programas ao vivo da Daniela Albuquerque. Por último, o ano de Anitta findou com uma das piores músicas já lançadas, “Goals”, mais um desespero internacional da nossa eterna Mc Larissa e que não conseguiu ser salvo do desastre certo nem pela produção do veterano Pharrell Williams. Como se não bastasse a letra breguíssima e a batida reciclada de alguma sobra do “sweetener”, a música ainda serve um dos clipes mais visualmente horrorosos da história e uma espécie de rap da gostosa que assombra até hoje as 10 pessoas que o ouviram.


girls’ generation oh!gg – lil’ touch

[desespero/MÚSICA/DECADÊNCIA]

Em uma tentativa de manter o nome do grupo Girls’ Generation em relevância, as desempregadas que sobraram na girlband e a caridosa Taeyeon – a única que ainda possui relevância e vende singles como água – lançaram provavelmente uma das piores músicas dessa década na Coreia do Sul. “Lil’ Touch” é o típico caso de músicas que não possuem propósito algum e ainda assim existem meramente para milkar da forma mais safada possível o dinheiro dos fãs restantes mesmo que isso custe a imagem e integridade do grupo. Ninguém sabe o que vai acontecer com essa “unit” no futuro, mas esse rápido lançamento certamente provou que o histórico da girlband sempre pode piorar um pouco… “Lil’ Touch” não é nada além de um jingle de supermercado (e dado o nível de ofensividade da canção, um jingle do próprio Carrefour).

Review da bomba: Girls’ Generation Oh!GG – “Lil’ Touch”


LUÍZA SONZA – BOA MENINA

[MÚSICA]

Nossa webpersonality e cover oficial da Zara Larsson cansou de lançar músicas sonsas no violãozinho e decidiu que o Brasil tava precisando sim de mais umas bombas, engatando nesse ano uma virada musical em sua carreira para o pop dançante e maquinando uma série de massacres sonoros à população. “Boa Menina” é uma colagem musical chupinhada diretamente de músicas como “Ain’t Your Fault” da própria Zara e “Worth It” do Fifth Goremony, além de demais farofas bregas com som de saxofone que o pop mundial soltou por aí desde meados de 2015. A diferença aqui é que a letra em português da música da Luísa é uma das coisas mais constrangedoras que a indústria musical brasileira deixou acontecer esse ano, o que é amplificado pelo clipe com estética derivativa e toda a atitude extremamente tryhard da cantora… meh.


bts feat. nicki minaj – idol

[desespero/MÚSICA/ARMYS QUEREMOS VIEWS]

Quando a gente acha que os níveis de radiação não podem ser ultrapassados, Nicki Minaj e BTS dão as mãos para criar a maior ameaça de bomba já instaurada desde Kim Jong Un e Trump com sua iminente guerra nuclear. Mesclando um grupo com histórico musical já duvidoso com uma rapper que sempre surfa em algo hypado para emplacar um hit, “Idol” é a junção de poderes mais desnecessária da música em 2018 e exala níveis de toxicidade que provavelmente ainda causarão danos por vários anos a fio, sendo uma bagunça musical carregada por baterias farofentas, sons eletrônicos retalhados e nenhum senso de coesão sonora. Ah e isso porque a gente nem vai entrar aqui no mérito da “crítica social” rasa que a letra e o clipe todo feito de chroma key tentam estabelecer.


rita ora feat. cardi b, BEBE REXHA & CHARLI XCX – girls

[DESESPERO/MÚSICA/PRECONCEITO e bifobia!!!]

Desesperada para voltar aos holofotes depois de anos infrutíferos de uma carreira musical paralisada literalmente porque a gostosa brigou com um DJ batidíssimo, Rita Ora decidiu investir esse ano no chorume bubblegum pop radiofônico “Girls” com a ajuda de um batalhão de artistas femininas b-list formado por Charli XCX, Cardi B e a irrelevante mas por algum motivo onipresente Bebe Rexha. Claro que a música acabou saindo um negócio derivativo e pouquíssimo carismático, mas o que deixa tudo ainda pior é como a faixa parece uma colagem sem nenhuma dinâmica entre suas participantes (fato ainda mais evidenciado pelo clipe do single)… basicamente uma versão musical daquela famosa foto do prato de ovo com pipoca, biscoito de morango, farofa e arroz. A letra problemática foi escrita por vários machos e desenvolve aquela visão básica, safada e heternormativizada de mulheres se pegando só por diversão, o que chamou a atenção e incendiou a ira de diversas lésbicas personalidades da mídia online, com a Hayley Kiyoko.

Review auditiva da bomba: POCCAST #6


JENNIE – SOLO

[MÚSICA/SÓ LOLÓ LOLÓ LOLÓ]

O primeiro experimento solo das gatas do BLACKPINK é claro que tinha que vir para a única integrante que a YG Entertainment e os stylists do grupo ainda parecem se preocupar: Jennie Kim. E bom, chocantemente (mas não surpreendentemente em se tratando de um lançamento da YG), o debut da garota extrapola os limites da farofa genérica radiofônica. Com batidas vazias e que soam mal acabadas (a música é tão desleixada e sem nada a acrescentar que mal beira os 3 minutos completos), “SOLO” parece uma demo descartada do Major Lazer, com estruturas preguiçosas e que seguem aquele mesmo estilo de música com breakzinho indiano no refrão que a gente já enjoou de ouvir de 2014 pra cá. Tirando pelo EP da Anitta, tudo com o título “solo” deu totalmente errado esse ano.


produce 48

[REALITY SHOW/KAHI LENDA CAPRICORNIANA]

O que poderia ser mais uma ótima edição da bem-sucedida franquia de realities de talento PRODUCE 101 acabou sendo uma das maiores bostas televisivas e musicais que 2018 nos trouxe. Idealizado para ser uma competição de talentos que unia os conceitos de idol da Coreia do Sul e do Japão (contando inclusive com participantes de grupos da família do AKB48), o PRODUCE 48 foi só uma desculpa diplomática pra que os empresários da indústria musical sul-coreana pudessem massacrar garotas japonesas e se vingar do Japão por causa de toda a dívida histórica que o país possui com a Coreiazzzzz. Empenhados em não tornar a competição limpa em momento algum, os produtores do programa colocaram participantes japonesas em clara desvantagem perante às concorrentes coreanas, encheram as nipônicas de edições vilanescas e rankings duvidosos e ainda finalizaram a competição esnobando totalmente as idols dos grupos 48, reduzindo o número de japonesas no grupo final a míseras três garotas, presas em um contrato que não a permitem nem mesmo participarem das atividades em seus respectivos grupos originais pois agora terão que ser full coreanas. Basicamente o reality show com resultado mais safado de todos desde que o DH venceu a sétima edição d’A Fazenda.

Recap da bomba: PRODUCE48 S01E01


lykke li – so sad so sexy

[ÁLBUM/TAUBAÍNA SEM GÁS]

A Lykke Li é amada por esse blog que reconhece a força dessa pisciana do terceiro decanato como gostosona aclamada da música alternativa e um dos maiores nomes da deprê escandinava. HOWEVER, em seu quarto álbum lançado esse ano Lykkezinha resolveu deixar sua sonoridade orgânica de lado e se aventurar em uma carreira de cantora de trap. “so sad so sexy” é nada mais que uma grande compilação de potenciais covers do Drake, esbanjando um hip-hop genérico cheio de crise de identidade que não sabe se quer soar radiofônico ou alternativinhe. É claro que sabemos que isso é apenas uma fase e esperamos que a gostosa volte aos eixos no próximo disco após aprender a valiosa lição de não se jogar em gêneros musicais que estavam em alta quatro anos atrás.

Review dos singles da bomba: Lykke Li – “Hard Rain”/”Deep End”


RED VELVET – POWER UP (Bônus: rbb)

[música/ainda é melhor que o twice – BY MATHEUS]

Red Velvet é o grupo da atual geração do K-pop que mais frequentemente rende material interessante, tudo por causa das valiosas demos de ótimos produtores internacionais que elas herdaram de sua empresa após a morte do f(x). Apesar da aclamação que a girlband sempre recebe (inclusive deste blog, onde as gatas ganharam um dossiê enorme aclamando toda a sua discografia), é notável que o Red Velvet entrou em uma espécie de ciclo vicioso de lançamentos bobos e coloridos no intuito de agradar o público coreano, já que sim… isso é o que hita por lá. Os lançamentos mais bobinhos começaram com a radioativa “Rookie” e depois se consolidaram com a veranesca e inofensiva “Red Flavor”, o maior sucesso das garotas por enquanto. Até aí não havia nada de errado, mas as mentes por trás do grupo tiveram a brilhante decisão de tentar repetir o sucesso de verão de “Red Flavor” também em 2018, o que rendeu “Power Up”, uma versão altamente genérica da faixa supracitada e que consegue ser facilmente um dos esforços de K-pop mais enjoados e cringeworthy desse ano. Como se não bastasse essa reciclagem de conceitos, o grupo resolveu fazer OUTRA reciclagem, dessa vez repetindo a temática do single “Bad Boy” com a derivativa “RBB (Really Bad Boy)”, que não é nada além de uma versão disfuncional e altamente bagunçada de Bang Bang da Jessie J (e a TERCEIRA VEZ que o Red Velvet faz uma música parecida com ela).

Review da bomba: Red Velvet – “Power Up”


PETE DAVIDSON NAMORANDO ARIANA GRANDE

[ACONTECIMENTO/”acontecimento”/PÊNIS/HOMENS FEIOS]

Ok que a gata tá dominando 2018, mas por deus Ariana o que foi esse relacionamento???? O cara só conseguia expor a intimidade do casal por onde ele ia, sendo um oversharing desconcertante ambulante e o verdadeiro significado de escorado em mulher famosa. Mesmo que sua carreira no SNL exista (onde ele volta e meia faz piadas pesadas com veteranos de guerra mutilados), ele aproveitou o namoro com a Ariana para ganhar eventuais notinhas no Ego americano que começaram a ficar tão frequentes quanto os surtos dos fãs da Selena após o sucesso de “thank u, next”. Pete não preservava em nenhum momento a integridade midiática da então namorada e ficava soltando infelizes detalhes sexuais que ninguém realmente precisava fazer, tornando o casal uma coisa extremamente desagradável de se ouvir falar. Felizmente a Mulher do Ano da Billboard terminou com esse coitado e finaliza esse ano no topo dos charts com um smash surpresa e que com certeza estará na nossa lista de melhores do ano.

Review do hinário: Ariana Grande – “sweetener”


dj snake feat. selena gomez, ozuna & cardi b – taki taki

[DESESPERO/”música”/césio 123]

Sendo marcante por ser provavelmente o pior lançamento feito na indústria da música em 2018, a faixa colaborativa entre DJ Snake, Cardi B, Ozuna (?) e Selena Gomez, “Taki Taki” desafia o intelecto e o bem-estar do ouvinte. “Devo mesmo continuar ouvindo isso?”, “o que significa esse tipo de música?”, podem ser perguntas que surgem na cabeça de qualquer pessoa que passa pela experiência de dar play na canção. A mistura de reggaeton com todos os ritmos do mainstream possível só podia dar em um resultado: a extrema radiação diretamente de chernobyl. Desesperada por um hit top 10 e se lançando em qualquer DJ de edm genérico que vê pela frente, desde Kygo a Marshmello, Selelesma Gomez infelizmente ganha mais um fracasso para sua coleção visto que esse single falhou fortemente em todas as instâncias. Falhou nos charts e na crítica, conseguindo apenas o título de maior forçação de barra do ano com um verso em espanhol que exala falta de substância e veracidade. As raízes latinas da Selena não precisavam ser exploradas nessa milkagem desesperada na onda do pop latino em busca de um mísero hit na billboard que parece ter sido composta e produzida pelo próprio inimigo da humanidade a fim de exterminá-la. Simplesmente inaudível.


slender man

[FILME/”auge”]

Sensação na internet quando surgiu em meados de 2009, o Slender Man acabou ganhando seu filme somente em 2018, muitos anos depois de seu hype, perdendo completamente a noção de o timing. Não bastasse isso, essa bomba cinematográfica deve ser um dos resultados mais catastróficos de um filme de terror sendo concebido com uma ideia legal. Sem sentido do começo ao fim, com personagens horripilantes de chatos, cenas tão escuras que fazem parecer que o filme foi filmado sem nenhum orçamento de iluminação, além de nenhum tipo relevante de horror, Slender Man é um dos piores filmes do ano, sem questionar. É tão ruim que o JWCC foi em cabine pra conferir essa bomba e contraiu uma doença venérea que impediu a publicação do texto em tempo de lançamento.


KODA KUMI – AND

[ÁLBUM/tristeza/NÃO ARRASOU SABRINA SATO]

O que poderia ser só mais um inofensivo álbum ruim na carreira da Koda Kumi acabou sendo um dos maiores ataques terroristas musicais de 2018. “AND”, um disquinho muito apropriadamente ~feito para os fãs~, sofre de falta de identidade, poder criativo e principalmente falta de músicas realmente boas. Com nada se salvando entre as 10 faixas do álbum, tudo o que ele conseguiu fazer foi colocar ainda mais em cheque o espaço da Koda Kumi na indústria musical japonesa e vender sei lá míseras 9 mil cópias todas compradas pela Misono.

Review da bomba: Koda Kumi – “AND


rupaul’s drag race all stars 3

[desespero/REALITY SHOW/JUSTICE FOR COCO MONTRESE]

O Drag Race desde que passou a ser exibido na VH1 resolveu que precisava se saturar ao máximo possível, agendando nada mais que três temporadas e um especial nesse ano de 2018, que abriu com o amaldiçoadíssimo All Stars 3. Não é nenhuma novidade que o All Stars é o braço mais duvidoso da franquia Drag Race de longe, mas nessa terceira temporada o programa atingiu os níveis mais insuportáveis de falcatrua televisiva, com safadezas mil rolando durante a competição e rendendo simplesmente alguns dos plot twists mais execráveis de toda a franquia (além da vencedora mais tosca de todas o/).

Recap da bomba: Rupaul’s Drag Race All Stars S03E08


american horror story: apocalypse

[decadência/série de tv/PERDA DE TEMPO]

É difícil saber por onde começar a criticar essa bomba. A 9ª temporada da antologia de Ryan Murphy, diretor/escritor de questionável limiar de atenção e possível falta de diagnóstico e tratamento de TDAH, foi prometida há algum tempo como o crossover que solucionaria as deixas da 1ª temporada, “Murder House”, e [SPOILERS À FRENTE!!] seu bebê anti-cristo gerado daquela boca de confusão toda, e ainda resgataria as amadas bruxinhas sem comprometimento com linearidade de narrativa e/ou moral básica de construção de personagem da 3ª temporada, “Coven”. O que ganhamos foi um sopão de água de salcicha com novos personagens horríveis com absolutamente NENHUM carisma escritos unicamente para o acontecimento do tal apocalipse que no fim das contas seria desfeito e a reaparição de personagens queridas da época em que Ryan ainda tentava levar à sério seu projeto para assim tentar elevar o valor do produto um tiquinho. Mais uma vez o talento da sapatão de língua presa mais charmosa de Hollywood, Sarah Paulson, foi desperdiçado em não só um, mas dois papéis péssimos. Cordelia, de “Coven”, volta como a bruxa assombrada por constante insegurança e medo de que tudo vai dar errado – fazendo dela o equivalente live action do Coragem, Cão Covarde – enquanto sua outra personagem é só uma secretária putaça com geeks cheiradaços do Vale do Silício (RYAN MURPHY PELO AMOR DE DEUS VOCÊ É MUITO BAGACEIROOOOOHH*OOOO*) que comanda o puteiro satânico pós-apocalíptico e MORRE logo nos primeiros episódios para aparecer somente ao fim da temporada com sua conveniente ‘backstory’. Por sinal, já mais que deu essa estrutura temporal muito utilizada por Ryan ultimamente – 7ª, 8ª e agora 9ª temporadas de American Horror Story e também a 2ª de American Crime Story – de iniciar sua prosa inserindo o espectador no meio do rolê já em andamento, inserir um clímax, cortar pro flashback até o fim da temporada e só aí resolver aquele clímax. Uma das razões dessa temporada ter sido tão frustrante, além, é claro, da razão primordial que é tudo beirar ao amador e feito às pressas entre os intervalos de gravação dos atores – Jessica Lange, amooooor –, é a justamente a paumolência de como a história é contada; especialmente quando ela é tão ruim! (!!RISADAS!!) Para não dizer que foi tudo ruim, ao menos a reaparição de Myrtle Snow, um ícone que dificilmente morrerá no imaginário dos LGBTzinhos que cresceram reblogando gifset de série no Tumblr (R.I.P. embora a indústria da pornografia seja realmente escrota e a opinião do autor deste parágrafo quanto ao tema ainda não tenha sido claramente definida pois ele consome pornografia diariamente.. estou solteira 07/12/2018) e que, apesar dum texto odiosamente péssimo dado à ela por Ryan & Colaboradores, conseguiu segurar e queimar a ponta – BALENCIAGAAAAAAAAA!!! – com muito carisma. E ainda tivemos mais uma participação bizarra de Stevie Nicks que também cantou alguma coisinha num episódio de “Coven” e de nada muito acrescentou à coisa exceto pela aparição duma celebridade importante no negócio e agora fez exatamente a mesma coisa mas com mais ‘screentime’ justamente pra encher linguiça. A segunda aparição mais bizarra de Stevie nos últimos tempos só atrás de “Beautiful People Beautiful Problems”, da wiccana Lana Del Rey. Enfim, só mais frustração para quem já defendeu American Horror Story nessa vida e ainda tem coragem e paciência e estômago e perda de tempo também para encarar seriamente assistir essa viagem ruim. Já para quem não leva séries muito a sério e aprecia o shuffle roleta russa de temas e referências das produções Ryan Murphy, talvez isso aqui seja até um excelente.. descanso de tela.

Review da bomba: American Horror Story Apocalypse e o vício de referências do Ryan Murphy