JU2C ENTREVISTA MC THA: As influências, descobertas e o “rito de passá” da artista

Crédito: Alan Karakas

Dona de uma voz suave e influências musicais diversas, Thais Dayane da Silva carrega em sua bagagem e composições poderosas e produções que unem música popular com funk. Conhecida como MC Tha, a paulista firmou seu espaço e já é reconhecida entre as artistas mais promissoras do cenário nacional. Sem um estilo musical limitado, Tha vê sua carreira como um grande processo de autodescoberta artística e pessoal, que se desenvolve gradualmente a partir dos seus lançamentos – quase todoscobertos pelo JESUS USAVA CHANEL durante a existência do blog.

Durante a sua passagem por Porto Alegre, MC Tha foi muito acessível e sentou com o JWC pra conversar sobre o início da carreira, crenças e algumas novidades em relação às suas músicas futuras. Confira o nosso papo abaixo:

De que forma surgiu a MC Tha? Quando você percebeu que queria ser cantora e notou essa vontade de fazer funk?

Costumo dizer que fui empurrada pro mundo artístico porque eu me acho muito tímida (risos). Hoje tô me soltando mais porque entendi que é isso que eu quero, então tenho que acreditar no que eu faço e só ir.

Sou de um bairro que fica no extremo leste de São Paulo, periferiazona mesmo, e ele foi um dos primeiros lugares a receber e organizar o funk quando o ritmo chegou do Rio. Lembro de ir aos outros bairros e perguntar se já conheciam tal música e geralmente o pessoal não conhecia ainda porque o funk chegava primeiro no meu bairro para depois chegar nos outros. Não era que nem hoje que a gente tem Youtube e Spotify: era só MSN e Orkut que a gente usava para se divulgar, por isso demorava pro pessoal conhecer. Nisso, a cena do funk foi crescendo, o pessoal foi se organizando e foram surgindo vários MC’s.

Eu sempre gostei de escrever poemas, e em uma certa idade isso começou a se desenvolver pro lado da música. Só que eu escrevia as músicas e guardava, nunca tinha pensado em ser cantora. Falo que fui “empurrada” porque fiz uma música pra uns amigos e um deles me pediu pra gravar a voz só pra ele escutar e ir aprendendo a letra. Esse menino divulgou pra todo mundo e aí foi assim, eu passava na rua e o pessoal falava que tinha ouvido a música, mas eu nem sabia de que música eles tavam falando (risos). Depois fui me envolvendo nos eventos e as coisas foram pra frente. Minha mãe sempre me apoiou bastante, meus amigos também, e é por isso que eu costumo dizer que comecei mais pelo apoio deles do que pela minha iniciativa de me entender como cantora.

Naquela época, como era ser mulher e cantar funk? Você teve aceitação?

Houve! Sempre andei muito com os meninos, então talvez eu tenha esse jeito mais “duro” de ser até por conta desse contato. Eles sempre me empurraram muito pra frente, divulgaram a minha primeira música, arrumaram o meu primeiro show. O problema sempre foi com as meninas, elas nunca me aceitaram direito. Era um pouco difícil, até por conta desse estimulo à competição entre as mulheres que existe no mundo da gente. Nem culpo elas, na periferia isso ainda é muito presente, então eu entendo que a não-aceitação era muito mais por conta desse estimulo à rivalidade do quê por qualquer outra coisa. Eu sempre fui minoria, era sempre rodeada de um monte de MC’s e era muito raro chegar em algum lugar e ter outra menina que também cantava.

De onde vêm as suas principais referências e inspirações?

Eu ouço muita coisa brasileira. Coisas que já aconteceram, trabalho muito com músicas do passado. Fico brincando que o meu espírito é antigo. Lembro de que quando era mais nova, eu ouvia Roberto Carlos e a minha mãe ficava puta e falava “ai, vai ouvir um funk, vai ouvir um rap” (risos). Tanto que quando sai um álbum novo, geralmente todo mundo tá ouvindo menos eu. Depois de uns seis meses que eu paro pra ouvir, não sei porque é que eu tenho esse costume.

Você compõe as suas músicas e também já compôs para outros artistas. Como funciona o seu processo de criação?

É muito natural. Eu não me considero uma “compositora” porque tenho dificuldade com coisas encomendadas. Eu sei que se eu forçar eu consigo compor sob encomenda, mas prefiro que seja uma coisa natural. Com o Jaloo, tenho muito essa troca, ele nunca me encomendou nada. “A Cidade” eu fiz e deixei guardada por um tempo, até que mostrei pra ele, que adorou e gravou. Sempre achei muito a cara dele. “Céu Azul” ele também se identificou muito. Eu gosto de trabalhar desse jeito porque é muito natural, tô tomando banho e do nada vem uma coisa na cabeça. Nunca fiz aula de canto, nunca fiz nada dentro da música, simplesmente vem a melodia, a letra, e aí tenho que correr e anotar o que apareceu. Depois trabalho em cima disso, mas é muito do momento.

Compus “A Cidade” quando eu tava voltando da faculdade e o ônibus parou em frente a um cemitério. Do nada eu comecei a refletir e fiquei pensando porque que cada tumulo tem o seu Jesus e não um só pro cemitério inteiro? É a mesma imagem. Eu fiquei pensando que até depois que morremos, querem impor um Deus pra gente. Deus pode ser qualquer coisa. Nisso veio na minha cabeça “todo mundo quer um Deus, pra ser seu em verdade e valores”. Foi a primeira parte que eu compus. Deixei guardada por uns três meses, até que um dia eu acordei agoniada e escrevi o resto da música. Então não é o que eu quero falar agora, é o que vem.

Existe algum desafio em ser um artista independente no brasil?

Acho que o desafio maior é viver sem dinheiro. Claro que devem existir outros desafios (risos), é que eu sou uma pessoa muito dura no sentido de bloquear as coisas que me impedem de algo. Tipo o machismo, eu tento bloquear essas coisas pra conseguir seguir em frente. Se ficar pensando muito nisso, você se afunda num poço emocional.

Sobre dinheiro, é muito difícil chegar num ponto sem ter o incentivo de alguém ou de alguma marca. É difícil viver você por você, é tudo muito na raça. Agora eu tô trabalhando com a produtora do Jaloo, mas ela me agencia somente na parte de shows, não financeiramente. Antes era eu que resolvia tudo, eu que fechava meus shows, eu que respondia e-mail. Ainda tem muita coisa que eu preciso lidar por conta própria, mas eu consigo me virar, não tenho frescura, não preciso que alguém fale por mim. Mas sim, acho que pro artista independente o maior desafio é nesse sentido de apoio financeiro mesmo.

A sua música carrega várias influências do funk misturadas a outros estilos musicais. Como você define o estilo musical da MC Tha?

Não sei! Já me perguntaram porque é MC se eu não canto mais funk, mas acho que é exatamente aí que tá a graça. Quando você pensa num MC de funk, você pensa numa coisa tão estereotipada que ele não pode ser nada além daquilo. Pra mim o funk é muito mais do que cantar uma música em cima de uma base, é identidade, é o jeito com que eu interajo com as pessoas. Eu não entendo o funk só como um estilo musical, mas como uma vivência – e a partir disso eu comecei a descobri outras coisas que existiam dentro de mim. Não me importo quando falam que sou funkeira ou que na verdade canto MPB, o funk também é uma música brasileira e popular (risos)! A vibe é essa liberdade poética de que, se eu quiser fazer funk que nem em “Valente” eu faço, mas se eu quiser fazer “Céu Azul” puxada pra MPB, eu também faço. Não pretendo tirar o MC porque acho que é isso que faz o charme, sou eu. Nunca escolhi meu nome artístico, foram os meus amigos… aconteceu.

Você e o Jaloo são amigos há bastante tempo e depois de muita espera vocês finalmente lançaram uma colaboração. Como surgiu essa parceria e qual a temática abordada em “Céu Azul”?

Eu entendo “Céu Azul” como uma continuação de “A Cidade”! “A Cidade” eu compus quando saí do meu bairro e fui morar com Jaloo, logo quando ele chegou em São Paulo. Lembro que foi muito diferente porque sou da periferia, meu bairro fica a duas horas afastado do centro. Quando fui morar lá, eu praticamente lidei com outro mundo. Meus amigos do bairro se afastaram porque eles não queriam ir me ver no centro, eles não se sentiam bem-vindos. Foi um momento muito solitário e eu tive que me refazer pra poder me abrir às coisas novas que estavam acontecendo.

Em “A Cidade”, falo muito de como eu enxergava São Paulo naquele momento. Você vai pra Augusta e todo mundo é muito blasé, tá sorrindo aqui e quando você vira já é outra coisa. “Céu Azul” eu entendo como uma versão mais madura das minhas impressões daquela época. Quando eu canto “Hoje eu que finjo que você não existe” eu falo sobre isso, antes era você que não olhava pra minha cara e virava as costas, mas hoje sou eu que não to nem aí pra você. É uma versão mais realista. É sobre quando você já chegou num lugar, se estabeleceu lá e tem algo a dizer sobre isso. Eu gosto muito da parte que fala “Me dê intimidade pra deitar e sonhar nesse chão”. Acho isso muito bonito, é sobre ir pra algum lugar pra tentar alguma coisa pensando que vai dar certo.

E sobre a amizade com o Jaloo, como ela aconteceu?

Eu participava de um projeto social e ele chegou pra trabalhar na mesma equipe. Ele tinha vindo do Pará e a gente se conheceu assim. Foi muito estranho porque passou um tempo e a gente já tava morando junto, foi coisa que tinha que acontecer, laço que foi dado em outra vida mesmo (risos). Lembro exatamente da primeira vez que eu vi o Jaloo quando fui buscar ele na estação. Toda vez que lembro fico muito emocionada por ver toda evolução dele. Quando chegou aqui, ele ainda fazia remixes e tocava como DJ, então eu pude acompanhar tudo. Lembro do primeiro contrato que ele conseguiu assinar, da primeira vez que ele decidiu que queria cantar e me perguntou o que eu achava. Então fico muito feliz de hoje ele poder me acompanhar também. Ele foi muito importante porque eu fiz uma pausa, parei de cantar funk e comecei a trabalhar e estudar. Daí ele me incentivou muito a voltar a cantar, foi ele que falou “vamos tentar de novo, canta”. A gente produziu “Olha Quem Chegou” e deixei dois anos guardada porque me perguntava se era isso que eu queria mesmo, até que rolou.

Você fez uma participação no EP “Não Nega”, do Matheus Carrilho, certo? Você tem mais alguma colaboração em mente ou alguma parceria dos sonhos?

Sabe que não? (risos) Desde que lancei “Olha Quem Chegou” tudo tá sendo um processo de me entender como artista. Eu costumo falar que quem vem da periferia possui uma dificuldade enorme de se entender como talentoso em alguma coisa… nunca falaram que a gente é bom em alguma coisa, sabe? Então esse processo de me definir como artista ainda tá acontecendo. Até um ano atrás, por exemplo, eu não conseguia falar que cantava mesmo. Alguém me perguntava e eu falava “ah, eu faço umas coisas” (risos). Tô num processo de me firmar e descobrir quem é MC Tha. Acho que o álbum que eu vou lançar em breve vai ser muito isso, ele vai ditar: essa que é a MC Tha.

Daí eu não fico pensando muito em fazer parceria porque acho uma solução muito fácil. Meus amigos falam que eu conheço a Pabllo, a Gloria Groove e que eu devia gravar com elas pra ficar mais famosa, mas não é essa a ideia. Acho que o meu trampo é mais pro meu autoconhecimento do que pra qualquer outra coisa, é se encontrar pra ser livre.

O que toca nas playlists da MC Tha?

Hoje ouvi muito Maria Bethânia. Também baixei cinco álbuns, um do Emicida que eu gosto muito, o nome é “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”. Baixei também o novo da Pabllo, Duda Beat e dois álbuns da Bethânia, claro (risos).

Notamos que religião é um tema que você aborda bastante no Instagram. Essa espiritualidade influencia de alguma forma, mesmo que indiretamente, no seu processo artístico?

Eu acho que super influencia. Depois que me descobri como umbandista, como médium, eu tenho muito mais segurança e firmeza das coisas. Ainda sou um pouco insegura, mas antes era muito mais, sempre ficava um pouco acuada nas situações. Essa segurança que eu andei ganhando acho que tem muito a ver com o fato de que a umbanda é uma religião livre. Claro que tem seus dogmas e suas características, mas é fortemente sobre a questão do livre arbítrio. Você sabe que tem que fazer isso ou aquilo e faz se quiser e entender que é importante pra você. Não é algo que te aprisiona porque você pecou e tem que ir lá lavar pecados por exemplo.

A partir disso, eu consegui entender melhor a minha natureza, quem que sou, por que as coisas acontecem e por que tem que ser assim. “Valente” é uma letra que me remete à umbanda. Acho louco porque eu já tinha essa música há muito tempo, da época que eu era bem do funk. Toda vez que ouço, é como se fosse um conselho pra mim mesma, como se alguém tivesse passado ao meu lado e falado. Me soa muito como um conselho de Preto Velho. Tem gente que fala de Iemanjá, de vários Orixás, mas eu realmente acho que “Valente” é algo de Preto Velho conversando comigo pra que eu tenha sabedoria e veja onde piso. É uma música que canto pra mim.

Você já falou que o clipe da música “Valente” tem essa pegada mais simples para que as pessoas prestem atenção na letra, mas uma coisa que chama muito atenção é o colar de chaves. Essa peça tem algum significado específico?

Foi coincidência (risos). O Jaloo pensou na direção do clipe numa tarde e no outro dia a gente foi executar. Eu fico achando muitas chaves, e desde que comecei a morar com o Jaloo fui guardando elas. Uns vinte minutos antes de sair pra gravar o clipe, eu pensei “Quer saber? Vou fazer um colar aqui”. Juro que foi muito espontâneo, eu não pensei “Ah, vou usar uma chave porque tá relacionado a Ogum, que é dos caminhos, ou Exu”. Depois calhou de ter esse significado. Quando eu pensava em “Valente”, sempre visualizei um mar, algo bem calmo, claro. Aí entra a questão de que eu queria que fosse um funk, mas não queria um clipe com muitas coisas pra que prestassem atenção na letra mesmo. Depois várias pessoas passaram a relacionar com Ogum e com Exu. Depois o Jaloo que me disse que a música lembra alguma coisa de força, algo que lembra São Jorge. Ele foi primeira pessoa que me despertou isso. Fui ouvir a letra e tem muito a ver com caminhos, mas eu não tinha relacionado a isso, foi tudo muito espontâneo.

Os últimos meses tem sido muito intensos devido à situação política no Brasil. Como você enxerga esse momento?

É bem difícil o momento em que a gente tá. Você tenta enxergar alguma coisa e não enxerga nada. Eu acho que a população brasileira tá tão cansada de tudo que acabou indo por um caminho equivocado. Não sei explicar, é uma desilusão muito grande. Claro que tem uma parcela da sociedade que votou no cara porque realmente não tolera as minorias e a ascensão delas, e querendo ou não era isso que tava acontecendo. A gente encontrou um caminho e tava aparecendo mais, se vendo mais representado, e isso incomoda. Agora a parcela da população que não tolera esses avanços meio que encontrou a oportunidade de se mostrar de uma forma cabulosa, todo mundo tomou coragem pra falar. É triste que, no meio disso tudo, pessoas muito próximas à gente se revelaram. Parece que a galera ta adormecida. Eu não sei, sinceramente, não sei.

A gente notou durante o show que a sua banda é toda composta por meninas. Isso é algo que aconteceu de forma orgânica?

Eu tenho o seguinte pensamento: volta naquilo que eu falei que é muito difícil, pra quem é de periferia, se enxergar como bom em alguma coisa. Geralmente a gente nasce, cresce, mal termina os estudos e já vai trabalhar porque tem que ajudar a família. Você não tem outros caminhos, não é algo tipo “ah, eu vou ser músico, vou ser artista”. Tive muitas pessoas me despertaram pra isso até eu chegar aqui, e ainda continuam despertando, porque não sou totalmente segura e desconstruída, ainda. Sempre pensei que quando eu pudesse dar oportunidade pra outras pessoas, queria pegar pessoas como eu. Tenho essa vontade principalmente com pessoas de periferia que querem começar, ou que ainda não perceberam que tem uma possibilidade. Não foi com o intuito de ter só minas, é o intuito de ajudar quem quer que fosse.

Não é só com mulheres, é com quem vem de onde eu vim. É muito fácil, do nível de onde eu tô agora, contratar músicos que estudaram e tiveram oportunidade a vida inteira, pagar um cachê e trazer comigo. Mas, e aí, qual sentido tem isso? O que eu tô trocando com a vida? Sou uma pessoa muito sortuda, muitas pessoas surgem do nada pra me ajudar. Gravei o clipe novo e não gastei um real, teve um grupo de pessoas que compraram objetos de cena, arrumaram lugar pra gravar. Então porque eu não vou retribuir isso com uma pessoa que ainda ta engatinhando, alguém que tá tentando? Tem gente que fala que tenho que mudar e botar uma pessoa mais experiente, mas respondo que, do mesmo jeito que eu tô crescendo, a pessoa que tá comigo vai crescer também. A ideia é todo mundo crescer junto.

A gente já sabia que você está trabalhando no seu primeiro EP, agora você nos contou que na verdade vai ser um álbum. Além disso, você pode nos contar mais alguma novidade?

Ia ser um EP de quatro faixas, mas agora vai ser um álbum. Era pra ser lançado em outubro, mas como as coisas não são como a gente quer, chegou em outubro e eu não tinha nada pronto, enroscou e eu só aceitei (risos). Agora todas as músicas já estão gravadas e a gente ta no processo de finalizar. A maioria das faixas eu já fiz há bastante tempo, só duas são novíssimas assim de terem sido compostas recentemente.

O clipe da música “Rito de Passar” já tá pronto e essa é a faixa que dá nome ao álbum. Compus essa música quando decidi sair do meu trabalho e pensei “é isso, ou você vai agora ou você fica inconformada pro resto da vida porque não tentou a carreira de cantora”, então decidi tentar. A letra é sobre o momento em que eu conheci a Umbanda, ela é mais ritualística, é sobre as fases que a gente tem durante a vida – um dia a gente tá em cima, outro dia a gente tá mais parado, outro dia mais feliz etc. O refrão fala “Cantar e dançar para saudar o tempo que virá, que foi e que está, tocar para marcar o rito de passar”, que é um arremate pra gente entender que, independente da fase, a gente tem que curtir e viver aquilo porque vai passar. É o rito de passagem pra outra coisa. É importante ser o nome do álbum porque depois de tanto tempo desse processo de me entender e saber o que eu quero artisticamente, agora é a hora do meu rito de passar para um novo momento.

Texto produzido pelo nosso guest poster Thomás Domanski com apoio do @gwenxtefani e editado e supervisionado pelo @bubblegumrave.

Crédito da foto principal do post: Ali Karakas. Demais fotos pelo JU2C.

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