DISCOTHÈQUE #6: Reboot, surra de synth e poliglotia

Em tempos remotos na internet quando eu ainda possuía completude no meu cérebro e força de vontade para escrever textos recorrentemente nesse blog, a DISCOTHÈQUE era uma coluna ativa e dedicada a comentar lançamentos e álbuns extremamente subestimados, mas que eu julgava de conhecimento essencial para o público do JESUSWORECHANEL. Mas bem, a coluna morreu em meados de abril e eu não tenho mais a mínima vontade de tentar trazê-la de volta da forma como ela era /o/. Ainda assim há dinheiro a ser feito, público a ser engajado e um nicho extremamente neglicenciado a ser explorado nesse sitezinho: a música indie.

Eu sei que o JWCC de vez em quando faz track review de um ou outro lançamento da esfera alternativa/indie que nos chama a atenção, mas no geral o blog anda muito dedicado ao mainstream comum americano e ao pop asiático – não por acaso, visto que ambas as coisas nos rendem views. Dado este panorama tenebroso, e seguindo o exemplo de algumas colunas de nicho do site como a JESUS WORE MARISA e JESUS WORE YOHJI YAMAMOTO, surgiu a ideia de renascer a DISCOTHÈQUE também como a coluna de nicho, nesse caso para listar, comentar e quem sabe rankear lançamentos interessantes da música #indiezuda no intervalo de um ou dois meses. Por enquanto essa coluna vai funcionar em caráter experimental e sem intenções de charts até eu definir bem se esse formato é ou não interessante e promissor, mas bom… já é alguma coisa. Vale lembrar também que eu só listei lançamentos que me interessaram de verdade porque assim a escrita flui mais e eu não sinto como se estivesse fazendo isso por obrigação. Pois coloquem seus chapeuzinhos fedora e aquela calça skinny horrorosa e vamos juntos nessa viagem (?!) ao cerne da música de bicha pedante durante esses meses de setembro e agosto de 2018.

AlunaGeorge – Superior Emotion (feat. Cautious Clay)

A queda vertiginosa do hype do AlunaGeorge é algo que eu não entendi até hoje, mas suspeito que tenha acontecido como resultado de um segundo álbum bem menos expressivo que o debut da dupla (apesar de ainda ser muito bom). É meio comum esse desânimo do público com atos alternativos que não se empenham em se superar musicalmente projeto após projeto e, sendo assim, eu apenas aceito. De qualquer forma, o duo está prestes a lançar um novo EP chamado “Champagne Eyes” agora no início de outubro, liderando a divulgação do projeto com o single “Superior Emotion“. Remetendo mais ao material que o AlunaGeorge criou no incrível “Body Music”, a canção em parceria com o cantor novaiorquino Cautious Clay é um R&B classudo que contrasta com uma letra confessional e até um pouco negativamente reflexiva. É interessante ouvir a voz doce da Aluna Francis entoar versos que ponderam sobre hábitos danosos no âmbito interpessoal e em como cultivamos relacionamentos danosos e aprendemos a nos apegar a eles. A participação do Cautious Clay é limitada ao segundo verso da música e partes do refrão, então não adiciona lá grandes coisas além de trazer um tom conversacional para a faixa. No geral, “Superior Emotion” não chega a ser algo animador o suficiente para trazer de volta a atenção do público ao AlunaGeorge, mas funciona bem como um indício do que o futuro reserva para a dupla e também uma marca da maturidade sonora que eles almejam alcançar e talvez estejam gradativamente conseguindo.

Empress Of – Love for Me

A Empress Of é uma gatinha de origens latinas que se foca em synthpop ressonante e por vezes com uma pegada experimental, além de flutuar entre o inglês e o espanhol frequentemente em seus lançamentos. Prestes a lançar o álbum “Us”, que sucede o seu debut “Me” (sim, ela é a rainha dos títulos monossilábicos), a artista já lançou três canções do LP desde abril, com destaque para a mais recente, “Love For Me“. A música é quase um flerte mais imediato da Empress Of com uma sonoridade pop que não se distancia muito do que é feito no mainstream, com synths ensolarados, bateria compassada de reggaeton, sons de sirene e um refrão de cadência fácil e que não demora muito a ficar na cabeça. O twist indiezudo da música é realmente o fato de que em nenhum momento ela desemboca para algo agitado e com beats mais fortes, mantendo-se linear e num ritmo mediano durante toda a sua duração e um equilíbrio constante que deixa a voz da cantora passear de forma confortável e entoar uma letra indagante sobre a veracidade do amor além das palavras. Pra mim só é incrível o fato de que a Empress Of sempre lança material com um apelo incrível mas ainda assim é meio que neglicenciada entre o próprio público alternativo ou whatever. Ao que tudo indica, o “Us” vai ser um dos discos com maior replay value do ano, restando saber apenas se vai superar o meu amor pelo “Me”, que foi sem dúvidas um dos meus álbuns favoritos de 2015 (em retrospecto, é claro, visto que demorei dois anos para conhecê-lo puramente por ser relapso).

Christine and the Queens – Goya Soda

Ah… Christine and the Queens… ela é basicamente a tomboyzuda francesa mais gostosa do pedaço e que acabou de lançar um dos álbuns mais interessantes do ano, intitulado de forma simplista como “Chris” e contendo músicas com versões em inglês e francês, chocando a Empress Of no quesito bilíngue legend. “Goya Soda“, assim como boa parte do material recente da Christine, me remete muito imediatamente à sonoridade do HAIM. Isso se deve pelo fato da música ser suavemente swingada, pela vivacidade que ela emana e, acima de tudo, pelo timbre vocal da Chris que lembra um tanto os vocais da Danielle Haim. Toda essa semelhança pode ser distrativa para quem ainda é ouvinte recente da moça, mas pra mim soa interessante porque é como se as canções do “Chris” tivessem sido lançadas pelo próprio HAIM em um universo alternativo no qual elas teriam feito um segundo álbum decente. “Goya Soda” é uma peça viva de 5 minutos de bass eletrônico pulsante, synths etéreos e vocais sussurrados de Christine, que entoa por cima chimbais uma letra abstrata sobre uma figura masculina multifacetada e fugaz – e que, como o seu título indica, é inspirada diretamente nas pinturas de de Francisco Goya, autor da famosa pintura de Saturno/Cronos devorando seu filho. A faixa desemboca para versos totalmente em francês próximos ao final (mesmo que ela já possua uma versão completinha em francês dentro desse mesmo álbum) e finda em um solo leve e hipnótico de piano. Um must listen sem precedentes.

Yaeji – One More

Acho meio zoado fazer review dessa música da Yaeji visto que até agora ninguém decifrou direito a letra dela, que mistura coreano com inglês numa intensidade maior do que qualquer grupo genérico de K-pop consegue misturar normalmente. Tudo o que eu sei sobre essa parte da canção provém dos pequenos trechos em inglês que conseguem ser entendidos, então no fim das contas eu acho que não estou apto a julgar a faixa em sua totalidade. Sigh. “One More” é o primeiro lançamento da gatinha do house depois do seu incrível “EP2”, que a tornou conhecidinha na blogosfera e rendeu um dos hits underground mais legais do ano passado, “Raingurl”. Esse single novo ainda possui as cores da Yaeji: é totalmente construído dentro do contexto do gênero house, especialidade da artista, cantando com um desenvolvimento simplório e calmo como ela geralmente costuma trabalhar. Mesmo assim “One More” soa um tanto quanto diferente do catálogo normal da gata sul-coreana, sendo bem mais sussurrada, instrospectiva, estranha mesmo se comparada aos lançamentos antigos. A Yaeji soa secretiva, talvez cansada em seus vocais meio infantis e totalmente contidos. A abundância de partes em coreano na cação ajuda a trazer um pouco mais o tom estranho que ela emana, especialmente porque a escolha da artista é pesar numa entonação rápida e caricata das palavras nessa língua. No geral, “One More” é uma experiência que flutua entre o desconforto e o engajamento, crescendo depois de umas ouvidas e possuindo aquele potencial para ser a faixa que te faz dançar sozinho no meio do quarto de madrugada, um ode à introspecção agitada.

Joji – SLOW DANCING IN THE DARK

O Joji é um carinha nippo-australiano (!)! estranho que tá por aí lançando música (muitas vezes bem duvidosa) através de vários projetos/nomes. Como “Joji” mesmo ele já lançou uma série de singles e um EP em 2017, e agora se prepara para lançar o álbum debut do projeto, chamado de “BALLADS 1”. Esse é um título extremamente oportuno visto que o segundo single do disco, “SLOW DANCING IN THE DARK” é uma espécie de balada dramática hipersintetizada e eletrônica que em nada parece com a nossa noção normal do que uma balada é. A canção faz parte de alguma narrativa do Joji que eu não acompanhei desde o começo e agora realmente não tenho paciência para me inteirar, mas dá seguimento às temáticas de negatividade e amor não-correspondido que ele já vem desenvolvendo há um tempo em seu trabalho. A construção instrumental da música é a parte mais interessante dela, já que os versos simplórios soam como a melodia já conhecida da marcha nupcial do Mendelssohn (sim aquela que toca em qualquer casamento por aqui), enquanto o refrão é cheio de synths e extremamente pessimista e obscuro, parecendo algo eletronicamente fúnebre. Como é de se esperar pelo título e clima da faixa, sua letra metaforiza uma dança lenta com os momentos finais de um relacionamento que chegou em seu estágio mais fundão do poço. A letra em si? Meh. O legal mesmo é como o Joji a interpreta, intercalando partes cantadas comumente com outros trechos que poderiam ser facilmente descritos como rap – e… bom, num desses projetos duvidosos do cara que eu citei anteriormente, ele de fato se denominava como rapper, o que já explica muita coisa.

Cuco & Clairo – Drown

O Cuco é um cantor americano de origem latina (sim, mais um bilíngue nesse post) que lança uns vaporwavezinho de corno em spanglish, enquanto a Clairo é uma pirralha que faz um popzinho oitentista caseiro e tem simplesmente uma das vozes que mais combina com o dream/synthpop inspirado na década de 80 que tá em alta aí sabe-se lá desde quando. Com esses antecedentes, eu sinto quase como se uma colaboração entre os dois não tivesse passado de uma questão de tempo – e de fato o rolê foi mais ou menos isso mesmo. “Drown” marca a união de força entre os artistas e a potencialização dos estilos similares em que os dois costumam transitar. Produzida pelo próprio Cuco, a faixa é construída por cima de um moog bass bem característico dos anos oitenta e sintetizadores suaves e atmosféricos, ganhando também algumas notas tímidas de guitarra ao fundo e uns blips e blops perdidos por aqui e ali. As melodias leves e nostálgicas são perfeitas para a composição vocal, que coloca Cuco e Clairo em uma discussão confessional e ressentida de relacionamento (mas nada em um tom muito pesado, afinal aqui é nostalgia afetiva dos anos oitenta porra tem que ser suavee). A Clairo brilha bem mais em boa parte da canção, especialmente no refrão. No caso do Cuco, apesar de servir quase de backing vocal em boa parte da música, ele ao menos ganha um verso quase que inteiramente solo onde pode fazer um rap em espanhol que talvez soe estiloso para os ouvintes que não falam a língua, mas um tiquinho brega pra quem consegue minimamente entender uma ou outra palavra do que ele tá dizendo.

Lana Del Rey – Venice Bitch

É estranho até insinuar que a Lana Del Rey se encaixe em classificações como “indie/alternativa” hoje em dia visto que ela tem um batalhão de gays do tumblr prontos para defendê-la, um par de hits top 40 e até inspirou o nome de um dos grupos de facebook mais populares e cancerígenos de todos os tempos. O pior é que não acho que haja outro espaço neste bloguinho para que essa música dela seja decentemente comentada, então vamos despejar a bomba aqui. “Venice Bitch” é uma das ~canções de fim de verão~ lançadas recentemente pela Lana e, juntamente com a ótima “Mariners Apartment Complex”, é uma das primeiras amostras do novo álbum da cantora, o “Norman Fucking Rockwell” (deus tenha piedade desses títulos que eu ainda não decidi se são toscamente criativos ou só estúpidos mesmo). A faixa é uma trip de quase 10 minutos que de forma automática acaba ganhando o status de peça musical mais experimental e estranhamente ambiciosa da artista. Iniciando como uma balada simplória, a música vai se desenvolvendo em um rock nostálgico e espaçado, abraçando depois a completa psicodelia em solos de uma guitarra elétrica inquieta e interpolações vocais viajadas da Laninha – quase um Ultraviolence on acid. A letra é um show à parte, e parece ter saído diretamente de um site gerador automático de letras da Lana Del Rey, já que engloba literalmente quase todos os clichês possíveis de letras de canções antigas dela e rende rimas incríveis como “Ice cream / ice queen” (que só uma música dela poderia render). O melhor de tudo é que a Lana nem parece mais se importar: Venice Bitch é isso aí mesmo e ela meio que fala pro si só (apesar de não falar nada que faça lá muito sentido).

Yves Tumor – Licking An Orchid (feat. James K)

Eu não conheço lá muita coisa sobre o Yves Tumor além do fato de que ele é um artista experimental anteriormente bem devotado à música barulhenta (vulgo noise) mas que recentemente anda expandido seu leque sonoro, especialmente com o lançamento do seu último álbum, “Safe in the Hands of Love”. O apelo visual dele também é um negócio meio doido, inclusive com parte do conceito fotográfico desse bendito álbum sendo claramente inspirado numa versão twink do Blanka de Street Fighter. “Licking An Orchid” é uma das faixas de divulgação do disco, e me foi indicada diretamente por minha amiga pitchfork hoe @bucetacore. A construção da música é feita por cima de um pop rock gentil e com batidas que lembram uma tradução do gênero para os beats de hip hop, englobando posteriormente partes mais melódicas de guitarra e, como não poderia faltar, um tiquinho de barulho lá perto do final. A voz do Yves Tumor é meio… hum… lennykravitzca, e engata versos quase desesperados de pura tensão sexual e ansiedade vertiginosa relacionada a amor, afeto e intimidade (ui). O clima fica ainda misterioso quando entra em cena a voz da obscuríssima James K, que entoa um “refrão” etéreo e autorreflexivo envolvente, algo que poderia ser facilmente comparado à energia de “Shadow” do Chromatics, dada a mesma cadência vocal elegante e melancólica da artista e os backing vocals que flutuam como espectros ao fundo.

HEALTH & Soccer Mommy – Mass Grave

O HEALTH é uma bandinha noise-pop que caiu no meu radar anos atrás quando ajudou na produção do único suspiro de vida da carreira solo da Alice Glass, “STILLBIRTH”. De lá pra cá eles lançaram o álbum “DEATH MAGIC”, que é bem divisivo mas possui algumas faixas que eu particularmente amo, e se engajaram mais em unir suas origens barulhentas com estéticas da música pop, o que andou acontecendo com a participação da banda na trilha sonora do filme Atomic Blonde e agora no single “Mass Grave“. A faixa é uma parceria com a pirralhete do lo-fi Soccer Mommy, e acho que isso ajuda a potencializar o direcionamento pop que eu tô falando, já que a voz da artista atinge muito mais facilmente aquele padrão de “pop radiofônico” que a gente tá acostumado a ouvir do que a voz miada e cheia de estilismos do Jake Duzsik, o frontman da banda. A união das vozes dos dois é por sinal bem harmônica, e essa química instantânea que eles demonstram é o suficiente para tornar a parceria crível. Sem deixar o barulho de lado, a música se desenvolve num ritmo mediano, com synths demorados e saturados que trabalham na criação de um cenário dramático para que a letra (até meio simples e boboca) sobre amor doloroso e hesitante no mesmo nível seja despejada. Um álbum novo do HEALTH todo nesse estilo seria uma boa adição ao catálogo da banda, mesmo que eu saiba que os fãs do grupo vão indefinidamente torcer o nariz para qualquer ventura deles num âmbito musical mais acessível e menos devotado a estourar tímpanos.

Sir Babygirl – Heels

No meio de tanto lançamento mais sério sendo comentado nessa coluna, faltou um bubblegum pop menos denso pra contrabalancear. A Sir Babygirl é uma gatinha ainda bem desconhecida e que por enquanto só tem um mísero single em sua conta, a ótima “Heels”. Como o seu nome artístico já indica, ela é uma popstar em treinamento que quer quebrar os padrões de genere e se tornar empoderadx, refletindo isso em sua própria música de um jeito chiclete e vivaz (mas profundo no mesmo nível). “Heels” é toda construída por cima de um pop animado e beats pulsantes e abundantes em percussão, que deixam a Sir Babygirl flutuar por cima com sua voz singular mas ainda assim facilmente assimilável. A letra é menos uma narrativa e mais uma pintura de paisagens e cenas, o que fica claro em versos que descrevem cenários, personagens e ações, além do refrão que abre de forma altamente visual com “I’m running home with my heels on my head“. Trocadilhos interessantes também são jogados aqui e ali no curso da faixa, como a frase que fecha os versos (“The mind is a funny fruit to sell at the market“) e o break que ironiza a rebeldia adolescente quando a Sir Babygirl canta que você não a conhece mais porque ela acabou de mudar a cor do cabelo (!). Próximo ao final, tudo fica mais intenso – mas claro, uma intensidade que uma faixa pop chiclete pode suportar. Caso a artista tenha mais cartas como essa na manga, eu só posso ficar ansioso para poder conferir o que vem pela frente e me empoderar muuuuito (mas sem perder a aesthetics pastel).

E por enquanto é isso, girlies. Caso essa nova encarnação da coluna continue me agradando, juro que ela volta em um futuro próximo e quem sabe ganhe uma regularidade minimamente normal (não posso prometer nada nesse último aspecto mas vamos fingir). Existe um item de poder divino logo aí embaixo chamado caixa de comentários da disqus, e é nesse local onde vocês podem comentar se a renaissance da DISCOTHÈQUE foi interessante e se vocês querem que ela continue. É claro que eu estou ansiosíssimo para ler tooodos os zero comentários postados e receber esse feedback inexistente de peito aberto. De qualquer forma, a gente se vê numa próxima e indiezudíssima oportunidade. See ya.

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