TRACK REVIEW: Rina Sawayama – Cherry

A cantora londrina-nipônica mais amada da música indie finalmente lança seu tão aguardado single, Cherry. A faixa pop com sintetizadores explodindo a todo momento, segue a mesma estética musical 2000s que a artista teve ao longo de sua carreira, enquanto Rina compartilha com seus fãs como se descobriu uma mulher LGBT.

Produzida pelo já conhecido Hoost – o produtor trabalhou com Rina em seu primeiro EP diversas vezes, inclusive em Cyber Stockholm Syndrome -, Cherry segue a mesma estética dos seus lançamentos musicais e marca a primeira vez que saberemos o que esperar o primeiro álbum da gata. A faixa totalmente baseada nos lançamentos dos últimos anos da década de 90, flertando com aquelas faixas lançadas no início de 2000, mostra o que Rina Sawayama quer transparecer com a música.

De diálogos dentro da faixa com um efeito de “ligação de telefone”, até versos bem construídos, Rina Sawayama nos apresenta uma mistura de pop e r&b, que sustenta uma letra de descobrimento pessoal sobre sua sexualidade. “Even though I’m satisfied/I lead my life/Whithin’ a lie”, Rina canta um refrão melodramático e pessoal, onde ela mesma assume estar suprimindo seus sentimentos sobre uma menina para viver um relacionamento heteronormativo.

Rina mostra-se perdida quanto a esse sentimento novo, durante a bridge e a última parte, onde a cantora fala “With one look you take me back to everything I used to be/When everyone was seventeen with no ID, no ID”, mostrando o quão confusa sobre a sua identidade ela está ao encarar essas “novas” atrações suprimidas até então.

A faixa mais pessoal da artista até então, onde ela compartilha algo que nunca tinha feito, nos remete à uma Christina Aguileira em seus primeiros passos e até mesmo à girlband TLC, mas que principalmente grita Rina Sawayama do começo até o final, provando que ela consegue transparecer bem além de qualquer referência presente em sua musicalidade.

O primeiro álbum de estúdio de Rina ainda não tem previsão, ou alguma informação disponível. Mas o nome da japonesa é sem dúvidas um dos que vai mais brilhar esse ano.