Produce48 S01E01: Diferenças culturais & primeiras audições

Daí que sexta-feira passada, dia 15, foi a grande e tão esperada estreia do Produce 48, o reality show que iria juntar o Produce 101 com o sistema de grupos do AKB48. Caso você não tenha assistido o episódio ainda, pode assistir legendado em inglês aqui. Para dar uma contextualizada, o Produce 101 é o maior sucesso entre os reality shows de survival dos últimos 2 anos e debutou grupos que ficaram extremamente populares com facilidade, como o I.O.I e o Wanna One, da primeira e segunda temporada respectivamente, com 11 membros cada.

Já o AKB48 é considerado o maior girlgroup da Ásia, vendendo sempre cerca de 1 milhão de cópias por single em seus 4-5 singles anuais, contendo um sistema forte de rotatividade de membros, além de terem diversos sister groups, cada um com seu próprio teatro para apresentações únicas e exclusivas em províncias distintas do Japão, todos idealizados pelo mesmo homem, Akimoto Yasushi, totalizando cerca de 600 meninas que participam do sistema 48.

Nessa temporada, o formato do Produce 101 continua, com algumas pequenas alterações. 96 trainees (ao contrário de 101, como nas temporadas anteriores), divididas em coreanas e japonesas, estão disputando por 12 vagas num grupo que irá promover por 2 anos em algo parecido com o sistema de AKB48, com um teatro próprio e promoções no Japão e na Coreia, sendo produzidas por Han Sung Soo e pelo próprio Akimoto.

O clima desse primeiro episódio é bastante parecido com os primeiros episódios das temporadas passadas, com mensagens dramáticas sobre como é ser trainee, os desafios de ser trainee e uma grande parte do primeiro bloco dedicada às meninas entrando no estúdio e procurando um local pra sentar na pirâmide enorme de 98 lugares disponíveis.

Nessa primeira parte do episódio, os maiores destaques são as meninas da Yuehua, principalmente Choi Yena e Kim Sihyun, as primeiras a entrarem no estúdio e as comentadoras não-oficiais do primeiro bloco, comendo grande parte do screentime com os seus comentarios engraçadinhos sobre as meninas que vão entrando. A química entre elas é bastante palpável e é perceptível que elas estão se divertindo muito.

Há uma grande expectativa em muitas das meninas, já que a maioria das empresas que enviaram suas trainees nessa temporada tem um peso maior na indústria e não haviam enviado trainees para a primeira temporada. É o caso da Woollim (Lovelyz, Infinite), WM (Oh My Girl, B1A4), FNC (AOA) e da Banana Culture (EXID).

Outros casos são o de trainees que tem que carregar o fardo de serem da mesma empresa de trainees que participaram de temporadas passadas e sofrem com a pressão de obter o mesmo êxito. Lee Haeun é trainee na mesma empresa da Chungha, que debutou no I.O.I e é uma das maiores solistas da terceira geração do k-pop; e Won Seoyeon é trainee na mesma empresa de Daniel, que debutou como center do Wanna One.

Mas as grandes protagonistas desse episódio são obviamente as meninas japonesas. Depois que todas as coreanas já estão sentadas, as meninas dos grupos 48 começam a entrar. Entrando agrupadas pelos seus grupos, todas as meninas estão abismadas. A edição, no entanto, deixa bem claro que a atenção deles vai estar completamente voltada para Jurina, do SKE48, e Sakura, do HKT48 e também center de Nekkoya, a Pick me dessa temporada.

Há também uma tensão muito grande para ver quem vai sentar na cadeira de número um. Jurema fica muito tentada assim que vê aquela cadeirona gigante, mas desiste para poder forçar um pouco de carisma pra edição, mesmo todo mundo que conhece essa safada sabendo que ela correria pra lá assim que visse que estava vazia. A importância dada a esse lugar é bem besta e acaba que no final das contas quem senta lá é a Park Seoyoung, ex-trainee da YG que entra por último, mas só porque faltou lugar.

Logo no primeiro contato das meninas com o time de treinadores, elas são submetidas à uma avaliação inicial, divididas pelos grupos de empresas, que vão classifica-las em níveis diferentes de “talento”: A, B, C, D ou F. Como foram muitas audições nesse primeiro episódio, eu vou falar brevemente de todas, dando foco no que eu acho que foram os verdadeiros highlights.

Little Mix foi provavelmente o grupo mais performado nas audições até agora. As meninas da Yuehua performaram Move, enquanto as meninas da FNC performaram Wings e as meninas da Starship performaram Power. Diante das 3 apresentações, Power foi com certeza a melhor, já que Park Haeyoon está entre os melhores vocais dessa temporada, mas Move e Wings não ficam muito atrás. As meninas da Yuehua são muito boas, Sihyun inclusive tendo participado da temporada passada e amadurecido bastante e está muito melhor agora, embora Wang Yireon não tenha uma voz tão boa assim e compense com isso na dança. As da Starship também são boas, além de ser completamente dorkys e terem uma ótima sintonia, precisando apenas amadurecer um pouco, como disse Soyu, uma das treinadoras de vocal dessa temporada e também pertencente a Starship.

É curioso que a Starship e a Yuehua, parceiras que dividem o management do WJSN, tenham escolhido músicas do mesmo grupo para suas trainees, já que os rumores são de que o próximo girlgroup da Starship vai ser novamente uma parceria com a Yuehua e isso só alimenta ainda mais esses rumores. Veremos em breve.

A edição tentou forçar uma rivalidade entre a WM e a Woollim, citando Oh My Girl e Lovelyz como seus maiores (e únicos, diga-se de passagem) atos femininos e que supostamente têm conceitos parecidos (o que é mentira para quem conhece pelo menos alguma coisa de ambos os grupos). Mais forçado que o que fizeram na primeira temporada com CUBE vs DSP.

Do grupo da WM, Lee Chaeyeon é o grande destaque, principalmente por ser ex-SIXTEEN e ex-KPOP Star. Sua dança freestyle é bastante elogiada por todos os jurados e impressiona as trainees, principalmente as japonesas, que fazem comentários do tipo “ok, acho que já podemos ir pra casa”. Já do grupo da Woollim, Kwon Eunbi é a grande queridinha da edição, tendo um VT inteiro dedicado a falar que ela é a grande mãe das outras 3 meninas da Woollim, por ter mais tempo de treinamento que todas. Todas as meninas são bastante elogiadas, mas é Eunbi que leva a maior, sendo a única do grupo a receber um A por sua habilidade em dança e canto.

O grupo das meninas da HOW Entertainment foi a maior surpresa da noite, já que elas vêm de uma agência desconhecida e não havia nenhuma expectativa em torno delas. Com uma performance de Celeb Five, uma releitura de uma música muito famosa no Japão por gagwomen coreanas, as meninas trouxeram um ar cômico e extremamente competente que não estava sendo esperado por ninguém. Yu Minyoung ainda surpreendeu o time de treinadores com suas habilidades de rap e conseguiu o único A dentre as outras meninas.

Mas, como dito anteriormente, era óbvio quem eram as verdadeiras protagonistas dessa edição e, principalmente, desse episódio. Depois de algumas performances vergonhosas coreanas (as bonitas que não sabem cantar e a da CUBE que passou vergonha), estava na hora de movimentar um pouco e foi então que as meninas dos grupos 48 começaram a performar. O choque quando as primeiras apresentações começaram é fortíssimo. As meninas estão fora de sincronia ou cantando estranho e isso assusta os treinadores que não estão acostumados com o estilo de performance dos grupos 48, principalmente Bae Yoon Jung, a treinadora de dança.

O grande tombo, no entanto, vem quando o HKT48, grupo que a Sakura faz parte, vai performar. Depois que elas performam, há um grande silêncio que toma conta do estúdio. São 20 segundos de caras e mais caras de todos os presentes em uma edição ridícula feita pela Mnet para massacrar ainda mais as meninas porque não é nem possível que aquilo tenha acontecido. O drama está instaurado.

Após um VT inteiramente dedicado à mostrar as diferenças do Japão e da Coreia em como treinar e debutar seus idols, Bae Yoon Jung está completamente atônita e começa a encher as meninas do HKT48 de perguntas que vão de “vocês estão promovendo atualmente certo?” até “como diabos vocês passaram na audição?”. É um momento bastante constrangedor mas tudo que é dito após isso é eloquente e pertinente.

Os treinadores não tem como julgar as japonesas de um jeito diferente porque o programa é baseado no treinamento coreano e aberto somente ao público coreano para votar e seria injusto. As notas baixas, então, são dadas para as meninas, baseado em como elas se sairam no primeiro contato com a cultura coreana de idols. BYJ encoraja elas a não desistirem e continuarem treinando porque isso não significa de forma alguma que elas são ruins, apenas que não são aptas para um debut na Coreia ainda, por exemplo.

E para salvar o dia das japonesas, eis que surge uma figura extremamente loud do meio de Niigata. Yamada Noe, integrante do mais recente sister group 48, NGT48, é extremamente divertida e sorridente e ela conquista todos os jurados com o seu carisma e sua personalidade. A performance de Gee em japonês, junto com Hasegawa Rena, também do NGT48, é um sucesso. Quando pedida para fazer um freestyle, Noepii, o apelido de Noe, se joga ao som de Livin’ La Vida Loca e arranca ainda mais sorrisos das trainees e dos jurados. Noepii consegue uma nota C e comemora muito, pois não tinha esperança nenhuma. É a maior nota de uma japonesa até o momento.

E é então que surge outro grupo do AKB48 para performarem a música japonesa original que fez surgir Celebfive, a música que as meninas da HOW performaram. Takeuchi Miyu e Iwata Saho são elogiadíssimas pela performance, por vocais limpos e uma dança divertida, mas os jurados percebem que Goto Moe não cantou nada a performance toda, por mais que tenha sido tão boa quanto as outras duas. É aí que ela revela que não pode cantar porque contraiu uma alergia e perdeu a voz. Por não terem conseguido julgar Moe direito, ela é infelizmente posicionada no F, enquanto Miyu leva o primeiro A das japonesas e Saho o primeiro B.

E então o outro grande drama do episódio finalmente tem o seu lugar, logo no final do episódio. Kaeun, a última membro adicionada no finado After School, é uma das trainees que a Pledis mandou para o programa. É incompreensível o que a Pledis fez com o After School de 2013 para cá, deixando elas em um hiatus sem término, mandando para o Japão sem avisos prévios para ver se lucrava alguma coisa, não promovendo mais nenhuma das meninas em variety shows.

Desde a graduação da Jooyeon, que marcou também o último lançamento do After School, que foi o single digital SHINE, tudo foi por água abaixo e as meninas só faziam aparições juntas em alguns eventos ao ar livre, que dançavam parecendo que tinham ensaiado só uma vez na vida e sempre com membros faltando. O fim já estava basicamente declarado, já que uma por uma as meninas iam saindo assim que o contrato acabava e a Pledis não respondia nada sobre isso.

Nana resolveu virar atriz, UEE continuou sendo atriz, Raina ainda arriscava solos e parcerias com o San-E, Lizzy também tentou solo mas não deu certo então continuou sendo instagrammer, Jungah saiu do grupo e abriu um brechó (além de hoje em dia ser a stylist do grupo Uni.T, que saiu do The Unit), E-Young estava prometendo abrir sua própria escola de música e Kaeun sobrou nisso tudo. Arriscou uns bicos de DJ e num dorama baseado no IDOLMASTER, mas continuava na geladeira. Isso acabou com sua auto-estima e fez até mesmo sua mãe se pronunciar sobre o caso, dizendo que não queria mais que a filha fosse idol.

Mesmo assim, ela não desistiu e correu atrás de seus sonhos, decidindo participar do Produce48 após ver o êxito de antigas trainees com quem treinou, Nayoung e Pinky, e do NU’EST, que passaram por situações semelhantes de maus-tratos na Pledis.

Após a performance de Havana, há um momento muito awkward, já que nem a própria Kaeun sabe explicar se o grupo deu disband ou não. Logo após isso, Kahi, ex-líder do After School e que foi chamada pela Mnet para causar mais drama ainda, resolve proferir suas palavras de encorajamento para Kaeun. É engraçado porque Kahi odiava Kaeun e nunca foi a favor de sua entrada no After School, tendo mandado até mesmo indiretas para ela no Twitter quando foi anunciado que ela iria entrar, já que aquilo foi sem a sua supervisão e no meio de uma turnê japonesa do grupo.

Então, o episódio acaba com as promessas de performances de Sakura e Jurina, que estranhamente (risos) vão performar separadas de seus grupos. Todos já sabemos que Sakura é a center mas ainda há uma expectativa que paira em torno dela pois ninguém sabe exatamente como ela conseguiu chegar nessa posição e isso irá se desenrolar nos próximos episódios.

Retornaremos com as recaps de Produce 48 semanalmente e esperamos que vocês acompanhem tudo aqui conosco! Não se esqueçam de se inscrever no canal do Produce 48 no telegram também, clicando aqui

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