K-POC #4: Pocs alérgicas a banana

Abril foi um mês tão cheio e corrido que eu tanto tentei dividir a K-POC em duas versões quinzenais para poder suprir a necessidade e me deixar menos sobrecarregado e mesmo assim não consegui, por conta de demandas extras então vamos num superpost do que tem de mais relevante no k-pop por ora?

EXID – Lady

De uns tempos para cá, EXID sempre acabou por ter os seus melhores momentos quando estava fazendo singles na mesma pegada que as levaram para o sucesso. Night Rather than Day acabou sendo uma exceção e a prova de que elas poderiam mudar o seu estilo e mesmo assim trazer algo bom e de qualidade. O grande problema com Lady é que ela acaba sendo uma versão muito não inspirada de músicas de hip-hop dos anos 90 e acaba se tornando irritante com o passar da música, que não engata em momento nenhum, não tendo nem o artíficio de vocais impactantes para poder salva-la. Não é ruim, só não é o que EXID consegue fazer.

OH MY GIRL BANHANA – Banana allergy monkey

Em 2010, Orange Caramel, a sub-unit de After School composta pelas três membros mais novas da época (Raina, Nana e Lizzy) abriu espaço no k-pop para um nicho diferente de bizarrice generalizada em questão de conceitos e músicas. O seu impacto é sentido até hoje, pois estamos no ano de 2018 e estamos vendo resquícios do que elas conseguiram fazer nos seus poucos anos de carreira, já que Banana allergy monkey, da sub-unit BANHANA do OH MY GIRL, bebe exatamente dessa fonte de bizarrice, apostando num conceito completamente diferente do que o grupo vem fazendo. A letra conta uma história linear de macacos que são alérgicos a banana mas que descobrem o leite de banana e ficam felizes porque não serão mais zoados por não conseguirem comer banana. É sério, é isso. Com uma produção 8-bit e vocais extremamente high-pitched, a música acaba soando muito estranha de começo para quem não está acostumado com esse tipo de conceito, mas quando desce acaba sendo um deleite. Vale a pena tentar ver se Banana allergy monkey é do seu gosto.

PENTAGON – Shine

Eu nunca gostei de nada que PENTAGON lançou nesses poucos anos de carreira. Tudo soa genérico, previsível e sem nenhum tipo de inspiração. Shine acaba sendo uma coisa diferente em sua singela discografia, mas nem isso significa que seja exatamente bom. É uma mudança do que eles vinham fazendo, já que bombas como Gorilla e Can You Feel It são praticamente inaudíveis, mas ainda não chegou em um ponto exatamente bom.

THE BOYZ – Giddy Up

The Boyz é um grupo que eu particularmente não esperava nada desde o debut e acabei sendo extremamente surpreendido, sendo com certeza o melhor e maior ato a sair da segunda temporada do Produce 101, com Ju Haknyeon se provando o grande vencedor daquela bagunça toda, já que Giddy Up é uma das melhores músicas do mês, e isso está vindo de alguém que já se provou um grande hater de boybands no passado. Ainda não é o suficiente para me deixar interessado no grupo em si para chegar e querer conhecer os membros, como fiz com os icônicos VAV!!!!!, mas está indo num caminho particularmente interessante e vale a pena ficar ao redor para ver o que mais virá pela frente.

WINNER – EVERYDAY

Que lixo, meu pai

BADKIZ – Just one day

Eu ouvi isso assim que pausei Everyday do WINNER porque não consegui ouvir mais e parece tipo a mesma música só que com vocais femininos então errrr…. BADKIZ, eu esperava bem mais.

TEN (NCT) – New Heroes

Qual tá sendo o problema com essas produções que explodem no refrão só que de um jeito extremamente podre com esses resquícios de trap e dubstep? Sinceramente, não estamos mais em 2012 e isso não é mais legal.

GIRLKIND – Broccoli

O mercado de girlgroup anda tão saturado que você tem que fazer coisas como Broccoli para poder tentar se distanciar um pouco da fórmula. Girlkind debutou com todo esse conceito swagger e elas permanecem na mesma onda com seu novo single ou mixtape, aonde 3 das 5 membros fazem rap sobre brócolis. A música é curtinha então não dá tempo nem ao menos de enjoar da batida constante e presente que se repete durante todos seus 2 minutos de duração mas não é memorável o suficiente. É no máximo legalzinha e inusitada, o que dá pontos para as meninas, de qualquer jeito.

UNB – Feeling

Daí que, ao contrário do MIXNINE, o The Unit conseguiu botar seus grupos vencedores pra poder debutar. O primeiro, dos homens, debutou com Feeling e excedeu todas as minhas mínimas expectativas. Não assisti o reality show até o fim mas não gostava muito das músicas originais dos meninos e Feeling acabou sendo uma grande surpresa. De uns tempos pra cá eu tenho me surpreendido bastante com músicas de boybands que eu acabo gostando muito e aqui não foi diferente. Acho que é a melhor música de boyband de abril.

TWICE – What is Love?

E TWICE chega mais uma vez, com um comeback engessado e que repete fórmulas passadas, inclusive no seu MV, para poder continuar trilhando o caminho do sucesso. Enquanto isso ainda dá certo pro público geral coreano, já que o apoio do fandom é massivo em toda e qualquer coisa que elas lançarem, é bem certo que elas irão continuar lançando músicas no estilo que elas apresentam aqui com What is Love?. Eu particularmente não acho uma coisa ruim já que eu consigo pegar todo o apelo das músicas de TWICE e represento uma parcela de pessoas que realmente gosta das músicas das meninas e do grupo em si, mas quando isso cair por terra eu estarei ansioso para ver o grupo arriscando em estilos diferentes. Engraçado como isso não parece em nada uma produção do JYP…

EXO-CBX – Blooming Day

EXO é um grupo decente, em termos de qualidade musical. Não há muita coisa grotesca que me faça revirar os olhos e isso é um must hoje em dia pra mim. Essa sub-unit debutou em 2016 com Hey Mama, que eu acho uma música bem legalzinha mas nada mais do que isso. Blooming Day, por outro lado, é uma delícia e me fez repensar em ter dado o título de melhor música de boyband de Abril pro UNB. A disputa está forte aqui.

Super Junior – Lo Siento (feat. Leslie Grace)

Por mais que eu tenha linkado a versão que é tecnicamente a original da música, a que vale a pena ouvir mesmo é a versão com o KARD, porque por mais que a voz da Leslie Grace seja gostosinha e tudo o mais, não é nada comparado ao que Somin e Jiwoo fazem nessa música: a salvam do tremendo fracasso. É triste (?) ver que Super Junior tem que se sujeitar a essas coisas pra ver se mantém um pouco de relevância no mercado musical coreano já que a última coisa que eles devem ser conhecidos lá é, sei lá, Mamacita, que eu só lembro por causa do cover superior das finadas BESTie. Perderam a hora de dar disband.

Amber (f(x)) – Get Over It

Esse deve ser o lançamento que me deixou mais surpreso nesse mês, por diversos fatores envolvidos. Nunca fui muito com a cara da cantora Borders e sempre achei sua persona muito tryhard, desde a época do f(x) e com tudo o que veio acontecendo com o grupo eu acabei não conseguindo engolir mais a Amber e isso só piorava com o tempo. Achei todas as suas tentativas de se lançar solo bem falhas, principalmente Shake That Brass que deve ser uma das piores músicas solo lançadas na SM e não tem nada que melhore aquilo. Qual foi a minha surpresa então ao ver que eu, pasmem, tinha gostado realmente de uma música dela? Não só isso como também toda a mensagem que ela quis transmitir com Get Over It, a primeira faixa de sua mixtape, que eu não ouvi, diga-se de passagem, ROGUE ROGUE. É uma resposta bem grande pra SM e, por mais que eu nunca tivesse apoiado o seu trabalho até aqui, é extremamente sincero e dá pena de ver como a SM desperdiça tanto o seu roast de artistas e caga para tudo o que eles querem. Não sei se terei paciência para checar o resto da mixtape mas fico feliz que Amber finalmente lançou algo bom em sua carreira.

JBJ – Call Your Name

Daí que esse grupo temporário reminiscente de eliminados da segunda temporada de Produce 101 que não entraram no Wanna One vai dar disband eterno e essa é a música que eles usaram para se despedir de seus fãs. Não importa se a letra é bonitinha ou não, a melodia não sustenta e acaba sendo bem qualquer coisa, assim como o resto da discografia deles. Que descansem em paz.

VIXX – Scientist

Já tem um tempinho que não vou com a cara de nada que o VIXX lança e para minha surpresa Scientist desceu bem mais fácil que qualquer outro release deles dos últimos tempos. Por mais que soe bem sem inspiração e seja apenas resquícios do resto de sua carreira, cheia de conceitos e música boa, Scientist é uma boa surpresa para um grupo que andava bem qualquer coisa nos últimos tempos. Sem contar que o Haknyeon está lindo e é isso que importa.

HA:TFELT – Pluhmm

Yenny é uma mulher incrível e isso é algo que deve ser reconhecido por todos. Desde que adotou “HA:TFELT” como o seu nome oficial, ela começou um streak incrível de lançar músicas maravilhosas, escritas e produzidas pela própria, usando um pouco do que pode mostrar para nós em um curto período de tempo com o Wonder Girls de banda. Me? é incrível do início ao fim e, por mais que tenha demorado de descer um pouco para mim, o MEiNE é lindo e I Wander é uma música do caralho. Não fiquei surpreso ao ouvir Pluhmm e perceber que Yenny só cresce cada vez mais, ainda mais fazendo o que gosta, músicas que se identifica e tendo todo o espaço propício para poder mostrar um pouco do seu talento para o mundo. Pluhmm e Cigar, que consegue ser tão boa quanto a title, só pecam por não estarem juntas de outras faixas, formando um full, que eu tanto espero e Yenny tanto precisa lançar. Acho que chega de ficar de 2 em 2, né?

DJ HYO – Sober (feat. Ummet Ozcan)

A HyoYeon teve que tirar o Yeon do seu nome pra finalmente ganhar uma música boa e plausível, ainda pegando carona no sucesso da DJ Lee Kaeun (center do Produce48, inclusive bjs) para poder se vender como a revolução eletrônica da Coreia. Todo o sucesso do mundo para a nova Calvin Harris de saia e espero que saiam mais músicas como Sober ou ainda melhores.

Apink – Miracle

Se tem um grupo que realmente ama os seus fãs esse grupo é o APINK, que tá constantemente lançando músicas de aniversário de debut, dedicando a todos os PINK PANDA, que é o nome do fandom das meninas. Esse definitivamente não é o melhor release delas nesse quesito, já que a anterior, The Wave, é muito melhor em tudo, até mesmo em letra, mas é bonitinho pra quem é fã chorar um pouquinho.

IN2IT – Snapshot

Essa deve ser a música mais homossexual que eu ouvi nesse mês e eu estou apaixonado. IN2IT é resistência poc e eu amei muito Snapshot. Cancela tudo o que eu disse antes, essa aqui sim é a melhor música de boyband do mês. Sem mais.

Berrygood Heart Heart – Crazy gone crazy

Adotando a mesma estratégia que deu certo para Stellar num passado distante, de apelar para o público, tanto em conceito quanto com uma promessa de um disband que virá caso esse single não vá bem, Berrygood debutou a sua primeira unit, depois de um fiasco que foi o último single que teve o MV editado pelo iMovie. Aqui a renda já está bem maior e as meninas podem sensualizar a vontade com uma música bastante propícia e bem sexy, que combinou bastante com as meninas selecionadas para a unit. Essa batidinha me lembra muito a música que toca no começo de GTA San Andreas e acho que isso foi a coisa que mais me pegou de primeira e espero realmente que essa abordagem dê certo e as meninas não encerrem suas atividades porque Angel e Don’t Believe são músicas fantásticas e qualquer grupo mataria para ter em sua discografia.

Lovelyz – That Day

Quem me conhece sabe que não consigo resistir a um white aegyo/pure/innocent concept bem feito e Lovelyz é o grupo que mais excede nesse patamar. Desde o debut, com a icônica Candy Jelly Love, até chegar em That Day, as meninas passaram por diversos produtores, que sempre souberam explorar o que o grupo tinha de melhor a oferecer e sempre fizeram músicas incríveis para alimentar ainda mais uma das melhores discografias do k-pop atual e claro que as coisas não iam ser diferentes com That day, que é oficialmente a minha música favorita de Abril. É incrível ver como as meninas cresceram tanto e mostraram amadurecimento mesmo sem precisar deixar as produções dreamy para trás, além de ser ótimo saber que Sweetune ainda está em ativa. Vale a pena também checar o mini álbum, principalmente a melhor b-side, Temptation.

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