Ru-cap: Rupaul's Drag Race S10E01 "Oreos, Oreos, Oreos across the board"

Olá Kitty Girls, ou melhor, Gatarotas, sejam bem vindas a mais um ru-capzinho do infame reality show que nos leva semana a semana (e esse ano por cerca de 22 FUCKING SEMANAS) para um lugar cada vez mais obscuro dentro do estado de nossas próprias saúdes mentais ❤ Claro que a gente anda tão puto com esse reality que nas últimas edições do ru-cap do All Stars 3 rolou pataquadas como reviews de 2 linhas dos episódios e até um deliciosíssimo re-cap de concurso de drag do programa do Raul Gil o/ Mas estamos aqui fazendo as pazes com o programa pois finalmente começou a season 10 e nós sabemos o quanto esse evento é aguardado pelas bichas. Ou nem tanto.

Se você não desistiu do Drag Race pra se tornar uma bicha que chama o programa pela nomenclatura mais millennial pseudomilituda possível de “entretenimento tóxico” ou decidiu virar fã e shipper de homem hétero com pêlo nas costas do Choque de Culturazzz, então você é uma sobrevivente e está pronta a adentrar nesse feérico mundo que é a season 10. Eu não sei se essa era uma season muito esperada pelos fãs… mas hmmm… o que ela tem de especial? O fato do programa ter chegado aos dois dígitos e só. Sim, cara ratazana de reality, o Drag Race está nos assombrando há exatos 10 verões e cerca de 9 anos (no programa a rupaul diz que são 10 anos, mas não dá pra se esperar grandes habilidades numerais de uma velha com histórico de uso tão pesado de narcóticos /o/).

Algumas mudanças aqui e ali na workroom, mas de resto o programa segue o mesmo formato de sempre: as gostosas entram uma a uma, fazem uma pose para a câmera, dizem uma frase de efeito e vão se espalhar e ter seu momento de interaçzãaaaao com as outras competidoras. Vamos às highlights =]

Miz Cracker, ou Senhorita Palmito em português (ou sei lá, já que esse nome dela é uma ofensa racial CONTRA BRANCOS [HAHAHAHAHAHA] que não tem tradução exata para nossa língua), é a gatinha versátil da competição, unindo beleza, humor e senso de moda, além de ter uma drag nemesis chamada Aquaria pronta pra causar momentos de tensããããão durante a temporada com assuntos como plágio e copyright. THAT FROOT LOOKS FAMILIAR!!!1

Yuhua Hamasaki é a típica drag oriental doidinha, divertida e que tem a pachorra de aparecer na workroom usando um batidíssimo quimono, peça amaldiçoada no reality desde a season 8. Ela não tem nada de especial além de seu sobrenome, que é o mesmíssimo da maior popstar da vida para 9 entre 10 gays que cresceram ouvindo pop japonês por HASHTAG REASONS, Ayumi Hamasaki /o/ Yuhua já chega gritando um “HI GAY PEOPLE” para as outras competidoras, frase que certamente Ayumi entoaria em um momento festivo e regado a champagne em alguma boate LGBTQ de Tóquio, então sim, estamos vendo uma drag com ÓTIMAS referências da cultura jpop!

Blair St. Clair é a basiquíssima drag fishy falsa da competição, mas dessa vez com um twist Broadway. Sua drag pouco importa perto da sua cara de criança demônia assassina out of drag que me assombra desde que a vi pixelizada durante o stream ao vivo do episódio.

Logo outras belas transformistas se juntam ao elenco. Temos aqui Eureka O’hara, a gorda que amamos odiar e que esse ano volta para o reality depois de tomar no cu horrivelmente durante a season 9; Monét X Change, quase uma carbon copy de Bob the Drag Queen; Kameron Michaels que é… a Nicole Paige Brookes com anabolizantes; a delusional Mayhem Miller que se acha grandes coisas por ser da drag family de nomes como Delta Work e Morgan McMichaels (HAHAHAHAHAHAH. TÁ.); Dusty Ray Bottoms que é a Acid Betty sem o ácido; Vanessa Vanjie Mateo, uma gatinha com voz de detento sessentão e Kalorie Karbdashian Williams (sim o nome da quenga é esse mesmo), mais uma big queen desfrutável que vai se valer de cu durante os míseros dois ou três episódios que durar na competição.

O primeiro mini desafio das gatas é performar em frente a milhares de drags amargas de season anteriores do Drag Race no que seria uma emulação de uma runway de ball. Pra você gay basiquinha que não sabe ou não fez o dever de casa do mundo guei assistindo Paris is Burning, ball era o nome dado aos bailes/festas da cultura LGBT que explodiram entre os anos 80 e 90 e popularizaram coisas como o Vogue e a própria arte drag. Sim, a Rupaul quer ser didática e ensinar para você novinha o que é a cultura LGBT de verdade e zzzz, O ÚNICO ASPECTO CULTURAL QUE VOCE PRECISA ASSIMILAR DESSA SEASON É A HISTÓRIA DE AYUMI HAMASAKI FLW

Nenhum destaque aqui além de Pandora Boxxx fazendo cosplay de Jinkx Monsoon e a simples e refrescante existência de JIGGLYZÃO CALIENTE.

As gatinhas dançam na passarela a troco de NADA, já que esse mini challenge não rende porcaria nenhuma relevante nesse episódio aqui. Mas só pra provar o meu ponto de que Kalorie se valeria de cu durante sua estadia no programa, aqui em cima está uma screencap dela fazendo isso em menos de 10 minutos de episódio o/

O maxi-challenge é Drag On A Dime, mais uma prova da falta de criatividade do programa já que esse fucking desafio já foi feito umas boas QUATRO VEZES com desculpas diferentes, sendo a desculpa da vez a de “aiiii 10 temporadas então vamos refazer o primeiro desafio já proposto na história do programazzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz”. De resto tudo segue como sempre: as gostosas se estrepam pra achar material decente pra fazer roupas, usando sempre elementos ridículos e tendo ideias com concepção ou execução pífia. No meio disto, Yuhua Hamasaki apresenta dificuldade com o conceito do seu look, o que remete diretamente a Ayumi Hamasaki passando pelo mesmo problema para dar vida às incríveis outfits de suas populares turnês pela Ásia *o*

As tretas superroteirizadas da temporada já começam aqui enquanto as safadas se maquiam para a passarela. Aquaria acusa Miz Cracker de copiar descaradamente a sua maquiagem de sobrancelhinha sofrida, basicamente dizendo que a quenga branquela 1 é a sua grande copycat e que vive pegando inspirações duvidosas eela. Está aqui plantada a sementinaha da discórdia que vai arrastar muito dramzzzz pela season e barraquinhos pras básicas utilizarem memes incessantemente durante 3 semanas até o hype da season cair de forma vertiginosa =)

TRAGA ISSO PARA A PASSARELA-RELA-RELA-RELA

[Mayhemzão nos faz engolir uma maravilhosa versão étnica/haute couture da Claudia Cruz]

Respeitando o conceito de celebração da década de Drag Race e dando uma ocupação pras drags velhaças que fizeram o favor de aparecer nesse episódio, uma sequência das queens arrumando os aparelhos para a runway é rapidamente colocada antes da velha crackuda Rupaul aparecer com um INCRÍVEL – olha que é difícil eu falar isso – que também foi do tema da season. Na runway a maioria dos looks são ok diante das limitações das gatas, tirando uma ou outra que estavam completamente bagunçadas. Sem dúvidas os pontos altos dessa primeira passarela são Blair St. Clair, um ótimo trabalho com aqueles objetos de carro cujo nome eu esqueci, massacrando a Dusty Ray Bottoms que fez um look com o mesmo objeto. Mayhem Miller que carregou o legado trashbag queen de Chi Chi de uma forma ELEVATED e guinou a ideia para um novo nível nessa runway. Monique Heart que surpreendentemente não venceu esse desafio, sendo que ela foi sem dúvidas A MELHOR, inspirada num tema meio queen of hearts que já é meio batido mas ficou maravilhoso SEM CONTAR NA BELISSIMA PERUCA DE PLASTICO DA BICHA. Yuhua Ayumi Hamasaki desfilou com um look de faixa de isolamento de crime, por sinal muito melhor que o look da gaga e provando por a+b que Ayumi pisa sim nessa popstar ocidental. Por último, mas não menos importante, Miz Cracker trouxe os anos 20 de volta para o programa com um look de viúva ou whatever pra aproveitar a sobrancelhinha sofrida que rendeu tanta treta uns minutos atrás.

Infelizmente a gatinha Monique Heart ficou apenas safe e agora é uma competidora amarga para sempre. As queens que restaram no palco simplesmente gelam quando a velha, com seu histórico terrível de twists (ainda mais recentemente), fala que tem um “anúncio” a fazer, e chama de volta ao palco a queen mais iluminada do mundo: a arrastadíssima bebê chorona fishy fútil da season 9, Farrah Moan. THE GAG IS….não era a famosa boboca e sim a ex-cantora e agora vendedora de biscoitos oreo, CRETINA AGUILEIRA *o* que havia sendo anunciada como guest judge umas semanas antes como “a única guest judge possível para a season X” – aposto que no canto do quarto antes de dormir RuPaula deve ter pensando “….her nickname is Xtina… Season 10…. X is 10 in roman numerals… ugh my mind… it amazes me sometimes” por conta desse trocadilho. E a cantora mal chegou e já causou um estado de histeria entre as gays que não conseguiam parar de gritar, ASSIM COMO ELA. CREOLE LADY MARMELAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAADE.

[Rosto jovial mantido à base de muito leite de pérola]

A cuzuda Karbdashian foi massacrada diversas vezes pelos judges por causa do look podre dela, mas que a gata defendeu com unhas e dentes pois seu enorme cu lhe dá um boost incrível de autoestima. Blair St. Clair/filho do demônio é aplaudida pelos judges enquanto aquele foco safado da edição já é dado à Dusty Ray Bottoms olhando torto pra outra gata. Dustyzinha por sua vez já é chamada atenção pela Michelle Visage sobre sua make que é bem única. Mais uma vez o programa cortando a criatividade e a marca das queens dentro do programa e não chocando ninguém. Sendo que dessa vez é muito forçado porque é a primeira vez que a puta aparece com a maquiagem de pontos apenas. Mayhem Miller começa a chorar por causa dos seus elogios, parabéns pelo ícone que em metade de um episódio já pisou nas sua drag family inteira (não que seja muito difícil pisar na Delta Work). A filha rejeitada de Alexis Mateo mostrou uma personalidade boa até apesar da voz de traficante de cigarro na fronteira de Foz do Iguaçu.. mas isso não a poupou de ter seus sonhos esfarelados pelos judges que odiaram o outfit da gata. Todas as minhas forças vão à Yuhua Ayumi Hamasaki que teve que ficar 5 minutos da vida ouvindo as piadas sem graça (e totalmente sem sentido) de Michelle Visage e RuPaula, mas o look tava lindo demais.

E por último, mas não menos importante, Miz Cracker é perguntada sobre seu nome e sua história. A gata deixa todos rindo no painel, pois ela é sim engraçadíssima e além de tudo ela é elogiada POR SUA MAKE… QUE FOI ACUSADISSIMA DE PLAGIO PELA AMARGA AQUARIA… E AINDA ASSIM SUPEROU A QUENGA o/ kkkkk consigo IMAGINAR a cara da puta albina quando soube disso e queria muito esse momento crocantíssimo amplamente televisionado.

E depois de umas conversinhas entre os jurados que são totalmente desnecessárias já que Rupaul faz a decisão que ela quiser (MENOS EM MOMENTOS IMPORTANTES como cof cof o All Stars 3), as queens voltam para o palco. Welcome back gatinhas eu tomei umas decisões meio duvidosas mas que eu acho que condizem com a realidade, então vamos lá =) Mayhem é nomeada a winner do challenge, totalmente na sombra de Monique Heart que merecia bastante…… mas o que importa é a campanha de Yuhua winner e ela foi high/safe neste primeiro epi, tendo um desempenho digno da própria Ayumi Hamasaki em seu caminho à ascensão de sua carreira no Japão. Kalorie Karbdashian e Vanessa Vanjie Mateo são anunciadas como o primeiro bottom da temporada, O QUE É PÉSSIMO POIS JA DAVA PRA PREVER CLARAMENTE QUE NO LIPSYNC KALORIE SE VALERIA PELA MILÉSIMA VEZ DE SEU CU.

As queens foram mandadas performar “Ain’t No Other Man” último hit real da Xtina nos charts, e mais uma vez perdemos a incrível oportunidade de um lipsync de DIRRTY HINO MILENAR. Esse lipsync tinha tudo pra ser horrível, e em sua maior parte foi podre mesmo, a Vanjie ficou falando que era fã da Christina e fez uma PÉSSIMA performance. Já a Karbdashian foi de longe a menos pior apesar de seu sobrecarregamento de CU, mas além de tudo a gata surfou na onda dos PROPS em performances e simplesmente jogou dólares para o ar enquanto dava um split no climáx da música. Como já era esperado, Kalorie foi a escolhida pra ficar e exibir seu cu por mais um ou dois episódios, enquanto a Vanjie ficou simplesmente DEVASTADA no palco, sem conseguir dar uma risadinha sequer e a RuPaula ficou com uma cara de vilã que eu nunca vi antes na história desse programa. Vanessa sai do palco em uma despedida altamente AWKWARD onde ela ficava falando “vanjie…… vanjie…….. vanjie………” pela primeira vez com uma voz soft e que não parece de um assassino condenado à cadeira elétrica. Bom, já vai tarde o/


DESAQUENDADA!

Agora, além da delícia maximizada sem cortes escrotos, temos o Untucked! em novíssima versão 3.0 com um pouco mais drama (meio fake até agora) que nas últimas temporadas de RuPaul’s Best Friend Race /o/ Pra quem desacostumou a ver o Untucked! depois de termos Kim Chi e Chi Chi Devayne tendo uma conversa de 10 min. sobre comida na S8 e Alexis Michelle sendo insuportável em cada minuto de sua existência na S9, talvez essa seja uma oportunidade de recomeços. #rucomeços

Logo de cara temos Monet X Change crocantíssima se gabando por um dos looks mais horrorosos/de mau gosto da história do programa e sendo L.I.D.A. por cada uma das gatinhas que, inexplicavelmente junto à ela, também estão safe. Tudo, é claro, de maneira amigável pois é Season 10 e elas sabem que todas precisam se dar bem pra aumentar os cachês uma da outra. Passados alguns minutos, incluso draminha fake as fuck da Aquaria falando que Miz Cracker é obcecada por ela etccc, é visível como essa temporada trouxe queens pouquissimo polidas unicamente pra investir no fator ‘reality TV’. Agora RPDR passa na VH1 e é exibido em diversos bares por todo o mundo com a mesma fervodorisade do público de handebol (vai, ainda não é e nem será recebido como futebol então procurei algo próximo). Até que: a The Vixen já se queima por cair no ódio coletivo proporcionado pela produção contra Miz Cracker, fala demais, e todas decidem tirar o cu da reta. o Elas sabem que não devem mexer assim tão abertamente com a judia mais safada a passar pelo programa desde Jinkxzão Monsoon e seus místicos poderes de bruxa do pântano. Cagamos pra Eureka. NEXT.

As três melhores e três piores chegam e contam quais foram os insultos e agressões psicológicas dirigidos a elas pela véia robô e BenDeLaCreme no palco principal. Algumas gatas brigam e acusam as outras de terem looks piores que os delas, tudo vira uma grande bagunça, a maior parte dos looks foi um desastre mesmo então foda-se. o ATÉ QUE XTINA FINALMENTE APARECE PRA CONVERSAR COM AS MENINAS!!!!!!!! Fada anja ícone cristal acessível. E, visto que muitas das gatas são bastante periféricas, Xtina prova que é elevated e não tem medo de bicha brava.

BOOOOOOM na Miss Vanjie cuja voz tem simplesmente o mesmo tom do coachar de sapos já mandando de cara a pergunta que não quer calar e que circula na mente de 10 entre 10 X-POCS: CADÊ MÚSICA NOVA PORRAAA??????????? A aparição de Xtina é iluminadíssima e, assim como o primeiro episódio em si, bastante espontânea; ao contrário daquela coisa fria e surreal da estreia da Season 9 e uma Lady Gaga meio coach meio cheirada com um cast igualmente exótico. Respondendo curiosidade das pobres fãs que se agarram até hoje à ínfima quantidade de músicas já lançadas nos 18 anos de carreira, X brinca e revela a essência da mulher sagitariana naturalmente simpática e doida o bastante pra cercar-se de homossexuais dramáticos. Sem contar o maravilhoso vídeo no qual fizeram X conhecer sua filha e/ou clone, Farrah Moan.

Como todo mundo foi mal, além do lip sync questionável, bem que poderiam ter começado já com uma eliminação dupla porque é pra isso que nós paramos horas da nossa vida semanalmente pra assistir + escrever sobre isso aqui. E é isso por hoje ursinhas, não se esqueçam de curtir a nossa pagininha no facebook e até a próxima semana pra mais amargura por essa hot mess de season que enfrentaremos daqui pra frente /o/