Witness: The Tour – O que teve?

Oi galera tudo bem com vocês? Pois aqui tá tudo uma MARAVILHA, já nessa semana que passou euzinho @gwenxtefani fui conferir de pertinho o primeiro show da Witness: The Tour aqui no Brasil. Pra quem não sabe ou ainda continua acorrentado ao ritmo, a Katy Perry decidiu incluir o Brasil na rota da sua turnê e passou por Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Óbvio que eu fui apenas no show realizado no meu país branco separatista Rio Grande do Sul e por isso trouxe com exclusividade (ou nem tanta) para este bloguinho e para alguns KatyCats em especial (forcei né, praticamente ninguém que nos segue é fã da Katy) o que rolou de mais legal nesse espetáculo futurístico/circense.

Bom, todo mundo sabe que eu sou uma poc muito influenciável e não seria diferente dessa vez, visto que o meu namorado me convenceu de ir nesse show antes mesmo do anúncio oficial. Até fui descaradamente induzido a comprar ingressos no cartão da minha sogra no dia da pré venda!!!! Mas engana-se quem acha que terminou por aqui tal influência: a coisa piorou quando ele conseguiu me convencer de ir pra fila do show às SETE E FUCKING MEIA da matina – sendo que eu não sou uma pessoa matinal pois gasto minhas longas horas da madrugada lendo o blog do Léo Dias. Pois bem, estive lá cedinho e quem segue o JESUS USAVA CHANEL na famosa plataforma Instagram (cerca de 30 pessoas) pôde até conferir uma minicobertura bem especial sobre o que tava rolando na fila da turnê. Com o passar das horas e das pocs sedentas pelo show, eu pude conferir a criatividade de milhares de fãs – e nossa eu confesso que me senti na fila de um show da Koda Kumi ou até mesmo da Namie Amuro com os stans todos trabalhados em alguma era passada das nossas ASIAN D1V4S. Fila dos shows da Gaga em 2012? I don’t know her.

Abaixo temos algumas fotos do que rolou nesse espaço transcendental e também algumas agulhadas do nosso amigo Ronaldo Esper que é nosso fã desde que parte da equipe do JWC esbarrou com ele em SP no início do mês:

A poc lindíssima @yan.zito foi toda trabalhada nas lantejoulas e teve a chance de conhecer a Katy Perry de pertinho!

Eduarda @dudaweimar saiu do carnaval de Olinda diretamente para o show da Witness Tour! (a roupa é a mesma que a Katy usou no festival Glastonbury e também no Superbowl)

I AM MY MOTHERS DAUGHTER! Carol @carolrigoni_ obrigou a mãe a ir ao show, mas ambas estão muito mais estilosas que qualquer poc aqui da redação do JWC!

Cada país tem a Ana Maria Braga que merece né!? E foi nesse clima que a @yasmminm veio com uma das camisetas mais criativas da fila!

Obviamente esse look todo representa a nação brasileira que segue acorrentadíssima ao ritmo. O @matheus.antoniokraemer caprichou tanto que o visual teve direito até a tornozeleira de discoball!


O SHOW

Eu e minhas seguidoras ficamos na fila umas 8 horas sem descanso (essa parte é mentira, pelo menos pra mim que tive que ir pra casa trabalhar um pouco e aproveitei pra tomar um banho enquanto o meu namorado ficava lá na fila passando calor). Todo mundo que já pegou fila sabe como funciona né? É aquele empurra empurra, é suor, vontade de ir no banheiro e constante passagem de vendedores ambulantes trazendo as últimas tendências em acessórios e vestuário para os fãs! Lá dentro, já posicionado no meu lugar perto a passarela, vivi momentos de pura tensão enquanto gente desmaiava e vomitava ou comia o próprio vômito antes do show começar.

Confesso que não estava esperando nada muito fantástico, até porque não sou fã de verdade da Katy Perry. Tudo o que eu conhecia do último álbum dela, Witness, é que ele foi super mal recebido pelas críticas – então eu esperava do show algo nessa vibe… em outras palavras… uma bomba. Porém eu tenho que admitir que no fim dei o braço a torcer e me apaixonei por tudo que essa turnê me proporcionou em 2 horas de performances (apesar de momentos em que eu fiquei torcendo pra música acabar logo, tipo I Kissed A Girl que já deu). Logo no ínicio da apresentação o público já é pego de surpresa com a Katy Perry cara a cara com pessoal da front row e abrindo a setlist com a música “Witness” (e que apesar de ser a faixa título do negócio todo, rende uma apresentação super descartável). Logo em seguida vem um dos momentos mais memoráveis pra mim, que é a performance de “Roulette” (minha favorita do Witness depois do show) onde Katynha mostra que não tá pra brincadeira, transformando tudo num espetáculo monumental com direito a fogos e chuva de papel picado em forma dos 4 naipes do baralho. Ainda nessa sequência vem a saturadíssima “Dark Horse” e também “Chained To The Rhythm“, essa última que também é uma das minhas músicas favoritas, tem uma performance bem simples e idêntica a que ela realizou no Brit Awards de 2017, encerrando assim o primeiro bloco da tour.

O segundo bloco é iniciado com o teen pop batidíssimo dos eternos apaixonados que é “Teenage Dream” e logo depois a Katy troca umas palavrinhas com o público e inicia um mash up de “Hot N Cold” e “Last Friday Night“. Esse bloco é o mais visualmente impecável pra mim, desde das roupas até as projeções no telão em forma de olho, tudo bem TUMBLR 2010 como as pocs gostam. O problema é que esse bloco também é o mais fraco no quesito repertório, visto que ela só faz requentar os hits antigos como “California Gurls” e a supracitada chatíssima problemática “I Kissed A Girl“. Apesar do meu hate pelo hit debut da gata, pelo menos IKAG ganha um remix cheio de batidinhas disco nessa turnê, o que deixa ela ao menos ouvível, digamos assim.

O terceiro bloco traz uma vibe super sombria e é iniciado com “Deja Vu“, uma mid tempo bem boazinha de se ouvir se você se esforçar muito. Depois desse esquenta dark, vem um dos maiores hinos da carreira da Katy, “Tsunami“, com uma performance toda escorada em um pole dance onde Marcinha Perry e um dançarino ficam girando e girando e girando até finalizarem a música e renderem um aneurisma pra boa parte do público. Esse pra mim foi o ápice da noite, até por que essa música é uma das minhas favoritas e de quebra bem que poderia rolar um clipe dela nos moldes desse incrível vídeo aqui. Mais tarde rola “ET” e depois um mash up de “Bon Appétit” com “What Have You Done For Me Lately” da Janet Jackson, pois Katy é antenada no mundo da #internetz e claramente uma ávida seguidora da conta Charts Janet. Essa junção das duas músicas nem soa tão bem assim, sem contar que “Bon Appétit” é ruim demais pra começo de conversa (mas um adendo rápido: se o clipe original fosse na mesma temática da performance, sem duvidas seria #1 nos charts).

O quarto bloco é o típico bloco das baladinhas, que se você é uma poc bem versada no j-pop e conhece as turnês de Koda Kumi e Ayumi Hamasaki, sabe bem como é. Esse também é o momento ideal para se dirigir até o banheiro ou ir comer alguma coisa – claro que eu não pude fazer isso e tive que acompanhar esse bloco DO COMEÇO AO FIM até por que se eu saísse do meu lugar privilegiado certamente seria impedido de voltar pois as katycats iriam me matar. Toda essa parte do show é bem visualmente bonitinha e até e chama atenção pela ideia do palco se transformar em um sistema solar e os fãs com os celulares pra cima serem as estrelinhas do universo!!! Muito fofis. Na setlist dessa sequência temos as baladas “Wide Awake“, “Thinking Of You” (hino), “Unconditionally“, “Save as Draft” e “Power” – que encerra o bloco num tom de lacração onde do nada a Katy se torna um anjo e grita muito dizendo que ela é PODEROSÍSSIMA, sendo o ponto alto dessa marmota.

A esquecível “Part of Me” abre a última parte do show, e a galera foi muito a delírio ao ponto de ficar pulando loucamente durante a performance inteira (até eu pulei nessa parte pois nessas alturas eu já tinha me tornado um KatyCat de carteirinha). Depois rolou “Swish Swish“, que pessoalmente era a performance que eu mais andava ansioso pra conferir, até porque tinha boatos de que poderíamos ter a participação da Gretchen (o que foi um tombo pois não rolou no maravilhoso mundo das branquelas do RS). Eu tinha decorado o rap da Nicki Minaj porque volta e meia nessa turnê a Katynha chama alguém no palco pra fazer o rap – e eu doidissima já estava me imaginando lá em cima pisando na Onika… mas no fim nada disso aconteceu e eu quebrei a cara mesmo. O máximo que rolou nessa performance foi a chuva de boletos, apenas um deboche de leve para a Taylornation e uma lembrança pra nós da comunidade JWC que a vida adulta não é fácil. Por fim, pra fechar esse bloco decepcionante, tivemos a performance de “Roar” que particularmente foi um tédio, mas engoli no seco e cantei sim bem alto pois sabia a letra por assimilação natural de tanto que essa bomba tocou em 2013. É claro que tudo que é bom dura pouco, mas a Katy ainda retorna para um bis, subindo ao palco em cima de uma mão gigante e iniciando “Firework“, outra música que eu não aguento (e ainda tem o fato de que ela sempre fecha as turnês com essa MESMA MÚSICA). O problema é que não consegui contemplar nada dessa performance direito pois a minha visão era apenas um DEDÃO que tapava a Katy por completo – mas no fim rolou chuva de papel picado de estrelinhas e alguns fogos de artifício bem mixurucas, então tudo bem.

E foi isso queridos leitores do JESUS USAVA CHANEL, eu quebrei a cara achando que ia debochar muito da Katy Perry no outro dia, mas no fim me vi enaltecendo demais o trabalho dela. Inclusive super recomendo vocês irem ao um próximo show da rainha dos baixinhos! Mas falando sério agora, o show em si é muito bom de verdade, eu fui contagiado pela ansiedade e emoção de vários fãs ao meu redor e a Katy é uma pessoa maravilhosa ao menos no palco, como podemos notar ao longo da passagem dela no Brasil (que rendeu momentos muito emocionantes como sua homenagem à Marielle Franco). A turnê é num geral tá muito bem feita, um espetáculo de fato, e no fim eu estava gritando e pedindo para a Katy me notar no meio de tantas pocs deslumbradas com os visuais, figurinos, coreografias e tudo mais.


PS.: Todas as pessoas da fila com fotos neste post concordaram em aparecer no blog (ah, eles adoram aparecer de verdade sim!) e gente a KATY PERRY cantou ao vivo demais e os vocais estavam decentes a ponto de que não precisei usar os meus protetores auriculares. Aliás meu namorado que é fã de longa data também ficou surpreso com essa reviravolta que a Katy deu, matando assim vários haters com muita bondade e vocais finalmente audíveis!!!

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