Girl of the Month: BoA

O mês de fevereiro não podia ser melhor pra quem é fã de carteirinha da nossa ultimate bias aqui da redação do JWC: finalmente a SM decidiu que a BoA poderia ter um solinho esse mês e nós todos estamos em SHOOK com esse 1st mini álbum coreano da fada (sim galera, ela só veio lançar um mini álbum agora depois de 18 anos de carreira *BOOOOM* pois antes vivia apenas lançando álbuns completos! Como diria Sylvetti Montilla: não é close, é condições). Então senta aí na frente do seu notebook positivo, tablet, hiPhone ou qualquer que seja o aparelho eletrônico que você está acessando o nosso amado bloguinho e venha saber quem exatamente é BoA Kwon e por qual motivo a gata foi escolhida para ser a nossa Girl Of The Month (spoiler: o motivo é que ela ganhou uma votação no nosso twitter).

Depois de muito analisar a atual cena musical sul-coreana, é meio óbvio a gente concordar que não existe solista mais injustiçada que a BoA nesses últimos anos, né? Apelidada de “rainha do Kpop” – e com razão, afinal ela batalhou muito para ter uma posição privilegiada na indústria asiática e hoje se tornou essa menina mulher, dona de uns 40% da empresa que a revelou – a carreira da artista andou, nos últimos anos, frequentemente sendo levada numa maré de decisões ruins e queda de popularidade, situação que talvez ela mesma tenha culpa também (afinal, com essa autonomia que ela possui devido ao seus bons anos de carreira, muitas das decisões provavelmente partem dela). Esse quadro leva boa parte do público mais novo de música asiática a achar que a BoA não passa de uma velha caquética que vive dando pitaco em reality shows horrorosos de trainees como Kpop Star e Produce 101, e lançando músicas genéricas aqui e ali só pra não dizer que morreu. Bom… recentemente tem sido isso mesmo que andou acontecendo, mas é por essa questão e a constante alienação do público em relação a imagem da artista que ela merece ser ENALTECIDA e DIVULGADA por aí – e nesse post nós iremos te mostrar que, ao decorrer de seus quase 18 anos de carrreira, o cristal do pop coreano nos prestigiou com muitos momentos icônicos (e alguns nem tanto).

Pra quem não sabe, a BoA iniciou os trabalhos de solista bem novinha aos seus 13, e depois disso só cresceu por um bom tempo. Dominando rapidamente o cenário coreano com seu debut álbum “ID; Peace B”, a cantora logo depois foi mandada para o Japão com o intuito de firmar carreira no país, o que acabou dando muito certo e se consolidando como uma das melhores investidas de artistas coreanos no xenofóbico mercado nipônico. O debut japonês foi tão bem-sucedido que o seu primeiro álbum no país, “Listen to My Heart”, facilmente vendeu mais de 1 milhão de cópias e conquistou o topo dos charts do país, o primeiro álbum de um artista coreano a conseguir tal façanha (sente o cheiro Taeyeon, dá vontade né?). BoA emplacou vários hits nesses primeiros anos de carreira, tanto na Coreia quanto no Japão, como por exemplo: Nº 1, My Name, Listen To My Heart e o smash hit Valenti – e mais uma caralhada de singles maravilhosos que ainda não deram a cara devidamente nas plataformas de streaming. Só para dar um gostinho, eu listei alguns desses singles da primeira fase dela nessa playlist do youtube, então dê play e se deixe levar pelas batidas latinas/R&B/britney-esque de Valenti ou faça a linha fofa ouvindo o hino fofo Milky Way.

Na sua segunda fase, BoA foi largando essa coisa de menina meiga e decidiu dar para os gays tudo aquilo que eles queriam. Amadurecendo beeem lentamente a sua imagem e indo pra uma linha meio girl power, essa fase rendeu hinos nos seus dois países de divulgação, como Girls On Top, Dakishimeru, Sweet Impact e Lose Your Mind. Mais tarde ela evoluiria ainda mais rumo a uma imagem de bad gurl, adotando um visual caminhoneira de chapéu fedora no início das divulgações de seus álbuns “Best & USA” e “Identity”, que renderam grandes BOPS como Universe e Bump Bump – infelizmente foi exatamente nessa fase que o público japonês começou a ficar de saco cheio da rainha, claramente demonstrando que o país não soube dar valor a sua própria versão da era Good Girl Gone Bad.

Enquanto isso, depois de uns bons anos sem lembrar que a Coreia sequer existia, e aproveitando que o pop coreano tinha virado uma coisa, BoA volta pro país com seu sexto álbum (!), Hurricane Venus. Com influências do electropop e hip-hop, a cantora trouxe uma sonoridade muito next level para o lançamento, com uma faixa título extremamente energética (risos) e que a colocava fielmente no mapa da música dançante LGBT friendly. Sim! Esse é o início do desenvolvimento da BoA como um completo ícone dos gays. Nessa fase tivemos, além de Hurricane Venus e a gostosinha Game, o bop urban Copy & Paste, que basicamente é a melhor apropriação já feita de sonoridades do Oriente Médio! Acredito que esses álbuns da segunda fase sejam os mais legais para quem quer pular a estreia da artista e ser introduzido ao material mais dançante e atual dela, mas sem esquecer, é claro, de que seus ouvidos precisam ser altamente familiarizados com o uso pesado de um bom autotune.

Entre os lançamentos da segunda fase um dos momentos mais impactantes da BoA sem dúvidas foi o seu debut americano com o álbum auto intitulado “BoA”, que salvou milhares de pessoas da depressão e influenciou grandes artistas como Madonna, Cher e até mesmo a Ciara. Lançado em Março de 2009 e com uma pegada fortemente electropop, o álbum chegou repleto de hinos como Eat You Up, Did Ya, Touched e Look Who’s Talking – essa última que aliás é uma faixa composta pela tia do pop Britney Spears que acabou indo parar nas mão da BoA por destino, afinal por muito tempo a BoA foi conhecida como “Britney asiática”. Esqueça essa história de que as Wonder Girls ou o BTS abriram as portas para outros artistas fazerem a sua fama nos EUA e agradeçam a BoA por lá em 2008/2009 ter dedicado o seu tempo, aprendido inglês porcamente e dado a cara a tapa para lançar um álbum icônico que foi muito mal aproveitado pela sua gravadora, mas que marcou uma geração inteira de Pocs ao redor do mundo, até por que se não fosse por este momento histórico muitas das pocs que nos seguem não estariam aqui lendo esse textinho. Apesar de ter flopado amargamente, o álbum é importamente por ter unido uma artista coreana ao trabalho de alguns dos produtores mais talentosos da música pop da época, como Sean Garrett, que divide os vocais com a rainha no single “I Did it for Love”, e os finados e icônicos Bloodshy & Avant, responsáveis por tudo da fase boa da Britney. Todos os momentos dessa segunda fase também estão em uma playlistzinha marota do youtube pelo fato de que o álbum americano nunca deu as caras pelo Spotify!!! SM você nos paga.

Na sua terceira fase, digamos aqui que é a atual mesmo, BoA nos presenteou com alguns hinos e outros nem tanto (mesmo), mas todos sempre foram relativamente bem recebidos pelas pocs que trabalham nesta grande paródia da Pitchfork que é o JESUSWORECHANEL. A cantora deu seguimento a sua carreira na Coreia do Sul já que tudo andava indo por água abaixo no Japão, e bom… o Kpop acabou se tornando um eficaz veículo para divulgar devidamente o seu trabalho para o mundo (e afinal ela mesma criou o Kpop né, então é justo aproveitar). Sendo assim, em 2012 ela lançou seu maior hit coreano em anos, a insosa e romantiquinhe Only One, e em 2015 nos agraciou com alguns hinos como Who Are You?, Kiss My Lips e Shattered. Depois disso a carreira dela ficou meio carente de lançamentos mais concoretos como álbuns, e entre 2016 e 2017 ela só rendeu alguns singles avulsos que vão dos grandes hinos (CAMO) ao gore total (No Matter What). Toda essa época estranha e disfuncional pode ser conferida em retrospecto em mais!!! uma!!! playlist!!!

Esse ano a BoA finalmente acordou para a vida de novo e voltou a lançar coisas no Japão e na Coreia. Em terras nipônicas, rendeu no último mês o single Jazzclub (que tá mais pra Mr. Saxobeat do que pra Jazz mesmo) e o álbum “Watashi Kono Mama De Ii No Ka Na”, conhecido por feitos como ter vendido só 600 cópias digitais no seu debut e por bops como Mannish Chocolate, Lookbook e Manhattan Tango (que pisou na Gain). Na coreia ela voltou ainda mais recentemente com um lançamento que pegou meio de surpresa alguns fãs – e não foi uma surpresa do tipo agradável – o single digital NEGA DOLA (é uma pena galera, mas a gente tem o compromisso com a verdade aqui e essa bomba infelizmente não vai passar). A gravadora da gata, SM Entertainment finalmente decidiu reviver dignamente a carreira do ícone e decidiu que os singles avulsos já tinham cansado mesmo, deixando ela voltar logo em seguida com o seu mini álbum, ONE SHOT, TWO SHOT. A faixa título do álbum também é o carro chefe desse retorno e traz uma som mais pop mais maduro, sofisticado, cheio de batidas de EDM e muita dança mesmo, do jeito como os gays gostam. Aliás a BoA é uma puta de uma dançarina e não decepciona nunca nessa questão, até por que a gata é perfeccionista e erros para ela são inaceitáveis (a SM que o diga né?!). Obviamente esse último release não se compara com lançamentos antigos, mas podemos finalmente afirmar que temos em mãos um material decente e que vai nos entreter por alguns meses (quem sabe). Então dê play no vídeo de 1S2S e ajude nas views (tá difícil galera), e se for possível faça streaming do mini nas plataformas digitais, provavelmente você vai se encantar por EVERYBODY KNOWS, CAMO e RECOLLECTION.

Agora que você já conhece um pouquinho sobre o que foi e o que é a carreira da BoA Kwon e o quanto a sua dedicação foi de grande significância para a indústria da música, não só coreana, mas também internacionalmente (se forçar mais sai um Who’s Back?), chegou a sua vez de fazer a diferença e enaltecer o mulherão que é essa artista multifacetada e às vezes com dedo podre pra escolha de repertório. Nós do JWC esperamos que um dia a BoA volte a ter todo o seu reconhecimento e ela consiga impactar mais uma vez a sociedade, influenciando milhares de pocs com a sua história de superação e ambição. Se bem que isso é uma esperança extremamente surreal porque né… ageísmo. Abaixo segue o link da nossa Playlist feita especialmente para você poc que quer conhecer um pouco mais sobre a rainha e assim como a gente está pronto para stanear e divulgar pelos 4 cantos da sua cidade (se preferir cole cartazes pelos murais da faculdade mendigando que as gatas universitárias deem um play maroto no ONE SHOT, TWO SHOT no Spotify e, é claro, mande fotos dessa façanha para o nosso twitter).

PS.: Essa playlist não é 100% accurate em relação aos maiores hinos da carreira do cristal, até por que nem todo material da BoA está disponível no Spotify, mas demos o nosso melhor e esperamos que vocês leitores do JWC gostem bastante dessa seleção minimalista de singles disponíveis.

#girlofthemonth #BoA #oneshottwoshot #matéria

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