Melhores de 2017 Parte 4: Filmes

Depois de muita indecisão e atrasos, o núcleo de cinepocs do Jesus Wore Chanel tardou mas não falhou em trazer a última parte dos melhores do ano 2017, o top 10 de melhores filmes. Foi muito difícil o embate que todos os membros tiveram, pois todas sedentas queriam falar do mesmo filme, mas conseguimos trazer os destaques do ano do cinema nacional e internacional. Não viu seu filme favorito aí? Provavelmente porque ele era “Meu Malvado Favorito 3”, filme responsável pela expulsão do nosso membro @bucetacore (Matheus) desse top. Sem mais delongas, aqui estão os destaques do ano:

“O Ornitólogo”, dir. João Pedro Rodrigues

Tendo seu lançamento oficial em 2016, O Ornitólogo chegou à maioria dos mercados cinematográficos somente em 2017, como o brasileiro e o americano – sendo assim, esse é um filme que eu considero indispensável para compor esta lista. Com direção de João Pedro Rodrigues, cineasta português já conhecido por uma longa contribuição para o cinema lgbt/queer europeu, O Ornitólogo traz, em um plot aparentemente simples, a melhor mostra de narrativa surreal que eu já pude conferir desde Mulholland Drive (2001). Assim como a montagem surreal de David Lynch, que já é bastante consagrada e conhecida do público, João Pedro Rodrigues traz a sua própria marca e especificidades para esse tipo de montagem, criando um microverso particular altamente feérico e entrando em profundezas cada vez mais densas de surrealismo (fielmente alegórico e simbólico em relação a temáticas cristãs) à medida em que o longa vai lentamente se desenvolvendo. Falar sobre a narrativa surreal do filme, em si, já é um spoiler: O Ornitólogo é daquelas obras que, quanto mais você for surpreendido pelos desdobramentos do roteiro, melhor.

[Kelvyn Nunes]

“Ingrid Goes West”, dir. Matt Spicer

Tudo o que Black Mirror queria ser e não consegue, Ingrid Goes West fala sobre Ingrid (interpretada pela fenomenal Aubrey Plaza em um dos seus melhores momentos de sua carreira no cinema), que fica estranhamente obcecada por Taylor Sloane (Elizabeth Olsen, fada que finalmente acertou em algum papel no cinema depois de tantas bombas), uma instagrammer que Ingrid segue e que parece ter uma vida tão perfeita que faz Ingrid largar toda sua vida e se mudar para Los Angeles para poder persegui-la e virar sua melhor amiga, o que acaba por revelar um lado periogoso da faceta de Ingrid. É um filme que gosto de definir como uma experiência happy sad. Um estudo de personagem incrível, pois você não consegue não sentir empatia por Ingrid, por mais doente e insana que ela possa parecer. Tudo que Ingrid faz é extremamente auto-destrutivo e são comportamentos tão bizarros mas ao mesmo tempo tão reais, por não ser uma realidade tão distinta da nossa. Ingrid Goes West funciona como um comentário sobre redes sociais e seus perigos e vícios, sobre como você se porta nas redes sociais fala sobre você, sobre como você se expôr a esse tipo de coisa pode ser danoso. Por mais que essa descrição possa parecer apenas uma CRITICA SOCIAL FODA, o filme é muito mais do que isso. O debut de Matt Spiecer possui um humor negro incrível e Aubrey Plaza comanda a tela em todos os momentos que está nela. É brutal e cruel, principalmente com a Ingrid, mas vale muito a pena ser assistido e discutido. #IAmIngrid

[Gabriel Caino]

“Bingo: O Rei das Manhãs”, dir. Daniel Rezende

“70% é inspiração, 30% é whiskey”, é com essa frase que o filme – quase – biográfico do palhaço Bozo tornou-se um dos melhores e mais inovadores do cenário cinematográfico brasileiro em 2017. Quem pensa que “Bingo” é mais um dos milhares de filmes sobre ex-celebridades em seu auge está completamente enganado. A complexidade do personagem principal explorada pelo diretor preenche as camadas desse filme e eleva-o para um nível de crise de identidade muito mais assustador do que qualquer outro palhaço nas telas de cinema – estou falando com você “Pennywise”. Cada shot feito por Daniel Rezende transforma a história das manhãs brasileiras nos anos 80 em pura histeria, a estética explorada aqui é tão detalhada, o script impecavelmente bem feito, a atuação de Vladmir Brichta que nos concretiza um ator de mente completamente caótica e por fim a junção disso tudo que faz com que esse filme se torne um dos filmes mais revolucionários do cinema brasileiro – em minha opinião. “Bingo” nos presenteia com um filme esbanjando uma estética concreta e atemporalidade única, tornando-se um dos clássicos filmes brasileiros e prestes a concorrer à um Oscar de “Best Foreing Language Film”.

[Michel Amaral]

“Personal Shopper”, dir. Olivier Assayas

Personal Shopper é outro filme que circulou pelos festivais internacionais de cinema em 2016, mas só teve sua estreia nas salas do país durante o início de 2017, o que justifica a sua aparição aqui. O filme é dirigido por Olivier Assayas, cineasta francês com um longo (mas às vezes instável) currículo, tendo dirigido alguns quase clássicos cult, como o seminal “Irma Vep” (1996) e o thriller cyberpunk “Demonlover” (2002). Comparado à filmografia recente do diretor (como o brusco “Clouds of Sils Maria”, de 2014), Personal Shopper é um dos grandes destaques do trabalho de Assayas até então, trazendo uma confluência de fatores extremamente benéfica, como o desenvolvimento perfeitamente intrigante da temática e a escalação de Kristen Stewart para o papel principal – que rendeu provavelmente o melhor uso do estilo “apático” de atuação dela até hoje. Sendo um thriller de background espiritual, Personal Shopper geralmente dispensa clichês do estilo, focando-se numa narrativa altamente centrada em sua protagonista e trabalhando o suspense de forma naturalizada, dando uma impressão de que nada que ocorre ali se distanciaria muito das regras do mundo de qualquer espectador comum que tenha contato com a obra, por mais absurdas que algumas cenas sejam. Outros trunfos do longa são como ele utiliza com sensibilidade os sentimentos de luto e perda para alicerçar as características de sua protagonista e também a ligação do suspense com a tecnologia – onde boa parte das cenas tensas mostra a Kristen Stewart respondendo a mensagens de texto, mas sem parecer datado e forçado – como filmes que se utilizam dessa solução geralmente o fazem.

[Kelvyn Nunes]

“Lovesong”, dir. So Yong Kim

Lindo de triste. A história gira em torno de uma amizade entre Mindy e Sarah (Jena Malone e Riley Keough respectivamente) que acaba tomando rumos inesperados em uma road trip e que acaba por afastar as duas de vez. Elas retomam o contato dias antes do casamento de Mindy e todos os sentimentos, que antes pareciam estar mortos de vez, afloram novamente e somos embarcados em uma viagem pelo que Mindy e Sarah passam. Esse filme é muito importante por retratar o amor de uma maneira delicadissima. Aqui o amor está nos pequenos gestos, na simplicidade, nos olhares trocados, nos longos momentos em silêncio onde só se pode ouvir a respiração da outra pessoa. Mindy e Sarah se amam e não há dúvida disso. Do primeiro momento que elas estão juntas, do tempo que elas partilham que fazem esse sentimento florescer, do dia que elas finalmente se reencontram. É palpável. Então por que Mindy vai se casar com uma pessoa que não é Sarah? O grande trunfo de Lovesong é nos fazer perceber que nada que surge como barreira é o fim pra Mindy e Sarah. Não importa o que aconteça, elas nunca vão deixar de se amar e isso é lindo de triste. É uma história de amor sensacional e que não pode ser perdida de nenhum jeito.

[Gabriel Caino]

“Get Out”, dir. Jordan Peele

Pegando emprestado os elementos de filmes clássicos de terror para criar uma estreia excepcional, Jordan Peele retrata a realidade nua e crua de um homem negro tentando sobreviver ao final de semana com a família branca de sua namorada. O filme é um dos mais importantes filmes lançados esse ano – se não o melhor. Expondo a faceta dupla do racismo praticado de maneira mais específica – alô Kylie Jenner – a premissa do filme gira em torno do “sunken place” – um dos momentos mais bem dirigidos e incríveis de 2017 – uma metáfora sobre a minimização de pessoas negras na sociedade, o que torna-se ainda mais concreto apoiado pela performance impecável de Daniel Kaluuya como personagem principal. Sem dúvidas, “Get Out”, será uma obra que ficará para as décadas.

[Michel Amaral]

Baby Driver”, dir. Edgar Wright

Os 6 minutos iniciais de Baby Driver são uma grande prévia do que o filme representa. Em uma sequência incrível, com assaltos e uma das melhores cenas de perseguição de carro que o cinema já presenciou, Baby Driver inicia se mostrando um filme excitante e cheio de adrenalina, embalado por uma música incrível que só ajuda a dar ritmo. Isso se engrandece e durante todos seus 113 minutos de duração você se sente imerso num filme que se assemelha a um gameplay de algum vídeo game incrível com uma playlist maravilhosa do Spotify. Um dos filmes que mais me entreteu nesse ano, por mais que tenha a presença desagradável daquele que não deve mais ser nomeado, Baby Driver é um outro excelente trabalho do excelente Edgar Wright, que parece que não desaponta nunca, trazendo uma direção eletrizante aqui. Até nos momentos mais calmos e sem tanta confusão, como as cenas em que Baby (o lindo Ansel Elgort e não quero ser julgado por isso) está com Deborah (Lily James, que está apaixonante aqui), o filme não decepciona e traz essas pausas nos momentos certos, para que possamos recuperar o fôlego e partir para a próxima. Não só isso mas o fato de Sky Ferreira ter tomado banho para poder interpretar a mãe do Baby nesse filme (em flashbacks, já que ela não é tão mais velha que o Ansel assim) garante que ele seja, de fato, uma das melhores coisas que aconteceu no ano.

[Gabriel Caino]

“The Killing of a Sacred Deer”, dir. Yorgos Lanthimos

Yorgo Lanthimos é talvez o diretor mais extremamente divisivo dessa nova leva de cineastas internacionais que estão caindo nas graças de Hollywood. Seus filmes, pra mim, só conseguem acionar dois tipos de resposta: ou o espectador se cansa rapidamente do filme, ou mergulha de cabeça nos absurdos apresentados e resolve ver até onde eles podem levar. No caso de The Killing of a Sacred Deer, o longa segue fielmente essa “regra” do Yorgos, mas dessa vez deixa os absurdos se desenrolarem mais tardiamente (diferente de “The Lobster” ou “Dogtooth”, por exemplo, que os escancara ainda nos primeiros minutos). Além de tudo, o filme usa de uma narrativa intensamente focada no suspense – que é um gênero que eu sempre quis ver o Yorgos trabalhando mais seriamente desde que tive contato com sua filmografia. Com um elenco basicamente impecável, que além dos nomes quase imponentes de Colin Farrell e Nicole Kidman, conta com uma performance marcante do jovem Barry Keoghan e até uma rápida aparição da Alicia Silverstone (com a boca cada vez mais estranha), The Killing of a Sacred deer é tenso e brutal em medidas frenéticas, sendo uma obra onde, a partir de certo ponto, é impossível o espectador receptivo aos mundos de Yorgos não se sentir extremamente imerso e conivente com as ações dos personagens.

[Kelvyn Nunes]

“Wonder Woman”, dir. Patty Jenkins

Depois de incontáveis filmes de super-heróis, o momento em que “Wonder Woman” chegou nos cinemas não poderia ser outro. A posição do filme não é resultado apenas da atemporalidade que a personagem prova ter, mas também pelo trabalho impecável de uma diretora feminina que provou não só apenas que filmes feito por mulheres tem qualidade mas que também são, além de tudo, extremamente lucrativos. O filme que conta a origem nunca explorada antes de uma das personagens mais icônicas da cultura pop, introduz a mesma para um público maior com maestria. O primeiro filme de um super herói dirigido por uma mulher, tem detalhes bem trabalhados desde os script até sua fotografia. A cena de “No Mans Land” é sem dúvidas um dos momentos mais memoráveis e incríveis entre todas as adaptações cinematográficas de comic books – se não de toda cinematografia. Sem contar com a atuação bem fiel ao personagem que a estrela iniciante Gal Gadot nos deu durante as duas horas do filme. “Wonder Woman” é um marco na história dos filmes e da cultura pop, um retrato fiel de tudo que precisamos no momento e de tudo que a personagem significa.

[Michel Amaral]

“Good Time”, dir. Ben & Joshua Safdie

Se recentemente a Kristen Sterwart tem protagonizado um quase arco de redenção em relação à forma como público e crítica avaliam sua atuação, seu ex namorado menos importante e menos cool não anda ficando para trás. Good Time é uma boa prova de que o Robert Pattinson consegue prover boas performances dramáticas que apagam um pouco o seu passado apático de protagonista de novela da record em longas sofríveis – como toda a saga Twilight e Água Para Elefantes. O filme, que pega muito emprestado do desenvolvimento de narrativa e desdobramento visual do novo extremismo francês (especialmente de um dos nomes mais proeminentes do movimento, o cineasta Gaspar Noé), foca-se na saga frenética de Connie (Pattinson) para resgatar seu irmão mentalmente debilitado da cadeia após as consequências desastrosas de um crime. Para isso, o longa se utiliza de sequências intensas e de uma constante sensação de ansiedade que põe o público predominantemente no ponto de vista do protagonista, compactuando com seu desespero e ações precipitadas. Para embalar isso, a trilha sonora é alta e marcante, totalmente construída por beats eletrônicos e muito synthpop rápido que acompanha fielmente todo o clima de frenesi que Good Time exala.

[Kelvyn Nunes]

“Lady Bird”, dir. Greta Gerwig

Crescer é difícil. Sair de casa é difícil. Conviver com a família é difícil. 18 é uma idade difícil. Os temas que Lady Bird retratam não são novos mas a forma com que Greta Gerwig os põe na tela são de uma maneira única, delicada e linda. A paixão que Greta coloca nesse filme é definitivamente palpável e faz de Lady Bird um dos filmes mais importantes de coming of age do ano, da década, da vida. Christine “Lady Bird” (Saoirse Ronan, em um de seus melhores momentos de sua carreira) vive conflitos internos durante todos os 93 minutos de tela e é facil de se conectar com toda a sua angústia de fim da adolescência transição para a vida adulta. Carreira profissional, vida amorosa, amigos… Por mais self-absorbed e egoísta que Lady Bird possa parecer (e ser), tudo que acontece tem um propósito e um sentido para o seu crescimento como pessoa e amadurecimento. Todos os personagens que cercam a pacata cidade de Sacramento tem a sua devida importância, não só para o arco de Lady Bird mas também uma importância individual, que fazem com que todos tenham suas complexidades e histórias para poderem contar – o que inclusive resulta em Julie, interpretada brilhantemente por Beanie Feldstein, uma das melhores personagens do filme e que não só merecia mais destaque, por ser fantástica, mas até mesmo um filme de narrativa paralela, por ser tão maravilhosa e cheia de camadas, não servindo aqui só para ser a melhor amiga gorda de Lady Bird, o que é um dos pontos mais positivos do filme inteiro -. e que fazem do debut de Greta uma obra prima sem tamanho. Não consigo nem pensar em outro filme no momento que tenha tido uma relação de mãe e filha sendo retratada de uma forma tão real, que acaba por mover a história toda de uma maneira impagável. Em uma cena em que Lady Bird e sua mãe (Laurie Metcalf, a futura oscarizada por esse papel E TENHO DITO) vão comprar vestidos para o baile de formatura, o diálogo mais visceral e triste de todo o filme aparece, e é exatamente o que Greta quer passar com esse filme. A incerteza da vida e como a fase de se descobrir é um saco. Filme do ano, sem mais.

MÃE: Eu quero que você seja a melhor versão de você mesma que você possa ser.

LADY BIRD: E se essa for a melhor versão?

[Gabriel Caino]

“Call Me By Your Name”, dir. Lucas Guandagnino

“Nature has cunning ways of finding our weakest spots”

Um romance tão puro e magnificamente construído, “Call Me By Your Name” é inevitavelmente o melhor filme lançado esse ano. Todo crescimento tem sua única forma de acontecimento, o de Elio, personagem principal do filme, vem através da pureza no sentimento que o casal central tem um pelo outro. A construção clichê do romance entre Elio e Oliver nos dá tal sentimento de frescor por ser uma história contada de forma completamente diferente, um casal LBGBT ,mesmo que tenha uma diferença de idade considerada por muitos problemática, crescendo pessoalmente através um do outro e encontrando a si mesmos durante o verão do norte da Itália. Dentro de “Call Me By Your Name” vemos Elio crescendo e amadurecendo com o flerte que os dois trocam, tendo conexões mais fortes e aprendendo sobre seu corpo. Contando com uma performance do ator revelação do momento, Timothée Chalamet não falhando em nos apresentar toda a complexidade do personagem retratando-o fielmente aos relatos feitos dentro do livro. Lucas Guandagnino nos lembra que é de extrema importância termos narrativas LGBTs que sejam centradas na normalização do fato de ser gay. A fotografia do filme não deixa a desejar em nenhuma instância, permitindo-nos viajar ao redor das cidades do norte da Itália. Também vale ressaltar a forma que Guandagnino cuidou das cenas de sexo dentro do filme, a intensidade retratada na câmera transmitiu ao espectador sentimentos de pertencimento, foi como estar dentro da cena, sentindo a mesma falta de ar. É incrível como cada beijo, cada adeus, cada abraço, cada dança, elevou-se a nível pessoal para mim, como se pudéssemos de fato estar dentro da história sofrendo e amando com Elio. “Call Me By Your Name” é o melhor filme de 2017 e uma das melhores narrativas de filmes LGBTs, com sua estética, sua simplicidade e a pureza retratada no amor entre os personagens principais desse drama.

[Michel Amaral]

Rankings completos dos colaboradores do site:

Gabriel Caino (@goticaino /https://letterboxd.com/caiino):

01. “Lady Bird”, dir. Greta Gerwig

02. “Baby Driver”, dir. Edgar Wright

03. “Lovesong”, dir. So Yong Kim

04. “Ingrid Goes West”, dir. Matt Spicer

05. “Get Out”, dir. Jordan Peele

06. “The Blackcoat’s Daughter”, dir. Oz Perkins

07. “Girls Trip”, dir. Malcom D. Lee

08. “Good Time”, dir. Ben & Joshua Safdie

09. “Raw”, dir. Julia Ducournau

10. “Better Watch Out”, dir. Chris Peckover

Kelvyn Nunes (@bubblegumrave/https://letterboxd.com/bubblegumrave):

01. “O Ornitólogo”, dir. João Pedro Rodrigues

02. “Personal Shopper”, dir. Olivier Assayas

03. “The Killing of a Sacred Deer”, dir. Yorgos Lanthimos

04. “Heartstone”, dir. Guomundur Anar Guomundsson

05. “Lady Bird”, dir. Greta Gerwig

06. “Call Me By Your Name”, dir. Luca Guadagnino

07. “Good Time”, dir. Ben & Joshua Safdie

08. “Baby Driver”, dir. Edgar Wright

09. “Logan”, dir. James Mangold

10. “Elle Fanning Fan Fantasy”, dir. Henry Joost & Ariel Schulman

Michel Amaral (@worshipoz/http://letterboxd.com/worshipoz):

01. “Call Me By Your Name”, dir. Lucas Guandagnino

02. “Personal Shopper”, dir. Olivier Assayas

03. “Wonder Woman”, dir. Patty Jenkins

04. “Get Out”, dir. Jordan Peele

05. “Bingo: O Rei das Manhãs”, dir. Daniel Rezende

06. “A Ghost Story”, dir. David Lower

07. “The Beguiled”, dir. Sofia Coppola

08. “The Villainess”, dir. Jung Byung-gil

09. “Baby Driver”, dir. Edgar Wright

10. “Raw”, dir. Julia Ducournau

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