Melhores De 2017 Parte 3: Séries de TV

OLÁ, CHANELPOCS! Tão gostando do bloguinho? Mandem muitos comentários aqui no blog mesmo, muita reply no twitter, muitos mimos presentinhos por correio, enfim, estamos sim aceitando a vida de social influencers que merecemos. Por hoje, temos nossa penúltima lista de melhores do ano; desta vez, reunindo nossos momentos favoritos da TV em 2017 – séries e animes. Lucas esteve ausente desse post pois a poc não assistiu muitas séries esse ano e preferiu não comentar. Bora?

P.S.: Amigas, a única resenha com spoilers é a de Caino sobre “The Good Place”, mas há um aviso quando os spoilers começam, ok? Podem ler sem medo o

Big Little Lies (HBO, 1ª temporada)

[Michel]

Adaptação televisiva do livro de mesmo nome, “Big Little Lies” é sem dúvidas uma das melhores séries desse ano. Com um elenco pesado contando com grandes nomes como Nicole Kidman, Reese Whiterspoon, Laura Dern e também com atrizes novatas como Shailene Woodley e Zoe Kravitz, a série da HBO produzida pelas próprias ganhou um destaque monstruoso pela sua história. Além de contar com atuações incríveis, a série também tem uma estética impecável e uma trilha sonora que só complementa o pacote. Toda essa junção levou a série a ter 16 indicações ao Emmy, ganhando 8 delas. “Big Little Lies” conta a história de três mulheres que se aproximam após seus filhos virarem amigos no mesmo colégio e suas vidas quase-perfeitas entram em choque depois de uma grande reviravolta. Trata de assuntos delicados como violência doméstica e abuso sexual, no momento em que estamos a série se fez completamente atual e atemporal. Assistam!

Black Mirror (Netflix, 4ª temporada)

[Matheus]

A nova temporada da antologia sobre realidades alternativas em busca de equilibrar valores éticos vs. avanços tecnológicos, “Black Mirror”, foi lançada hoje, dia 29 de dezembro. A série é queridinha da crítica desde seu início em 2011, no Channel 4. Em 2016, teve sua 3ª temporada lançada – e, também, produzida – exclusivamente pelo Netflix e foi abraçada pelo grande público. Num ano decepcionante de lançamentos para a plataforma – Netflix, esta, que rejeitou dois dos maiores títulos da TV de 2017, “Handmaid’s Tale” e “Big Little Lies” –, “Black Mirror” ressurge ainda mais brutal e chamativa. Os seis episódios contam com imagens sanguinárias e clima de tensão e repressāo à cada nova condição distópica que nos é apresentada. Enquanto a 3ª temporada parecia apenas introduzir para um novo público o recorrente debate sobre tecnologias, a 4ª insere os espectadores em narrativas de deixar qualquer um com os cabelos em pé. Poucas das resoluções para cada um dos conflitos nos apresentados parecem ser prósperas. Confrontado pelas culturas de modernização que nutre coletivamente, o ser-humano permanece desesperançoso. Pouco podemos fazer em situações alheias à nossas dimensões; especialmente quando, por exemplo, presos em códigos e sub-códigos entre nuvens de inteligência artificial. O medo real e palpável da carne e osso é também presente em cada um desses episódios, afinal, nenhuma dessas engenharias macabras teriam sido inventadas sem nossos engenhosos dedos.

Broad City (Comedy Channel, 4ª temporada)

[Matheus]

Comédia de duas melhores amigas sobrevivendo ao caos de Nova Iorque, “Broad City” poderia facilmente passar por mais um pastelão de clichês de escritores homens erroneamente direcionados à mulher. Felizmente, não é o caso. Com texto ágil, reflexões pessoais, e referências que farão todo o sentido para quem conhece ao menos um mínimo sobre Nova Iorque ou quaisquer metrópoles, a série é escrita pelas atrizes que interpretam a si mesmas. Embora a 3ª temporada tenha, por vezes, caído em autoparódia (algumas situações e resoluções para os personagens pareciam caricatas demais, até para uma narrativa que acostumou ao espectador esperar por ações cartunescas de todos os envolvidos), a 4ª temporada reviveu a fé dos seus fãs. Com participação especial de celebridades de meio, digamos, urbanizado e/ou LGBT, como Shania Twain e RuPaul, assistimos Abbi e Ilana voltando às origens da classe média em grandes cidades, lidando com problemas palpáveis à maioria da população. Relatable, como dizem os jovens. E, claro, isto vem com algumas ressalvas: a série não pode fugir dos efeitos pós-eleição de Donald Trump, especialmente com sua lente feminista, retratando duas amigas jovens de engajamento político progressista. Ainda, conseguem tirar o melhor que podem disso; como por exemplo, o episódio no qual Ilana consulta uma sexóloga para livrar-se da influência misógina que paira sob a América de Trump e, também, em seu corpo. A guinada da 4ª temporada para temáticas mais politizadas me faz pensar no que ainda há de vir para a 5ª e última temporada. Espero que até lá algum acontecimento dê à “Broad City” seu devido reconhecimento e a série não acabe por ser apenas um maravilhoso e reconfortante acontecimento de nicho. Em suma: destaque dentre as mais recentes comédias na televisão americana, “Broad City” era, é, e provavelmente continuará sendo o futuro do formato, até o seu fim.

The Good Place (NBC, 2ª temporada)

[Caino]

SPOILERS PARA QUEM NÃO ASSISTIU A SEASON 1:

Eleanor Shellstrop morreu e foi para o Lugar Bom mas ela não deveria estar lá. Ou será que deveria estar? Em uma twist surpreendente no fim da temporada passada, foi revelado que Michael na verdade é um demônio do Lugar Ruim e todos os 4 (Eleanor, Tahani, Chidi e Jason) que estão ali naquela vizinhança estão na verdade numa espécie nova de Lugar Ruim, onde eles são constantemente torturados por Michael, com uma roupagem de Lugar Bom. A temporada retorna de onde a outra parou e, por terem descoberto o plano, acontece um reset na vizinhança e a esperança é de que as coisas voltem ao normal. Mas não voltam. E são necessários mais de 800 resets e vestidos diferentes da Janet para Michael perceber que os 4 sempre darão algum jeito de se encontrarem, por mais separados que possam estar, por mais distantes na timeline que possam estar e sempre irão desvendar o mistério do Lugar Bom.

SPOILER FREE:

Essa temporada de The Good Place, série exibida inicialmente pela NBC nos Estados Unidos que chegou esse ano ao Brasil em uma parceria com a Netflix, veio para mostrar que ainda existem séries boas de comédia atualmente, com um humor inovativo e que não precisa apelar para clichês baratos e tudo aquilo que já vimos anteriormente em todas as outras sitcoms existentes por aí. E não que isso seja ruim, muito pelo contrário, mas é sempre bom se dar por conta de que estamos vendo um produto novo e autêntico, extremamente fresh e perceber tudo de bom que a série traz, começando pela Kristen Bell, que finalmente emplacou um projeto de qualidade e, pelo visto, de longa duração, já que a 3ª temporada, com mais 15 episódios, já foi encomendada para a Fall Season de 2017-2018. É impossível não se apaixonar pela série e principalmente pela Janet, personagem mais engraçada e com as one liners mais hilárias de todo o programa. The Good Place retorna dia 4 de Janeiro com a segunda metade dos episódios dessa temporada, que vão ao ar todas as Sextas na Netflix e, se você ainda não assistiu tem tempo de sobra para maratonar tudo.

Feud (FX, 1ª temporada)

[Michel]

Criando mais uma série antológica, Ryan Murphy dessa vez surpreende muitos que não acreditam na qualidade dos seus trabalhos – que é bem duvidável. Na primeira temporada de “Feud”, o diretor/produtor explora as intrigas de Old Hollywood envolvendo as duas maiores atrizes daquele momento Joan Crawford e Bette Davis. Ao serem convidadas para estrelarem o filme mais famoso das estrelas, “What ever Happened to Baby Jane”, as atrizes sofrem com a manipulação dos estúdios que acreditam que a química das duas seria melhor pro filme se ambas se odiassem. Jessica Lange tem uma de suas melhores atuações como Joan Crawford, e sua co-star Susan Sarandon não fica muito atrás, é inegável que as duas tem uma química magnífica que funciona extremamente bem na série. A série também faz um bom serviço em reparar a imagem deturpada e desumana que a mídia costumava ter sobre as duas estrelas naquela época.

The Handmaid’s Tale (Hulu, 1ª temporada)

[Matheus]

A série do ano, sem duvidas! Em meio aos conflitos sociopolíticos que fizeram de 2017 um ciclo caótico de ansiedade para mulheres e minorias, a adaptação televisiva do livro homônimo da autora Margaret Autwood, surgiu como lembrete audiovisual de que os atuais tempos não estão lá muito longe de ficções sobre um futuro de repressão extrema. A história de Offred, serva na casa de uma figura masculina de alto escalão numa sociedade distópica organizada por regras bíblicas, traz de uma só vez: angústia, ansiedade, e resistência. Sua insistência de sobreviver ao regime com fim de encontrar sua filha no dia em que todo esse pesadelo acabar mostra-se pertinente; a realidade violenta de Offred ainda é a de muitas mulheres por todo o mundo, em diversas crenças e culturas. Ainda, “Handmaid’s Tale” conta com fotografia e direção artística de dar inveja a muitos filmes blockbuster. O envolvimento de parte de sua equipe cinematográfica com projetos como “Lemonade” da cantora Beyoncé reflete na escolha de close-ups dramáticos, em slow motion, e direções estilísticas de videoclipe musical para a série. Embora tenha alguns problemas de contextualização – como por exemplo, a exclusão de quaisquer debates étnicos nessa narrativa tão politizada –, “Handmaid’s Tale” cumpre seu papel mais do que dignamente em cutucar a ferida do conservador e, quem sabe, engajar mulheres a abrirem os olhos diante dos quadros políticos patriarcas nos quais estão inseridas.

Land of the Lustrous / Houseki No Kuni (AT-X, 1ª temporada)

[Kelvyn]

Falar de Land of the Lustrous me entristece um pouco, já que ele é basicamente o anime do ano, mas isso não o impediu de ser ignorado por 97% do público ocidental. O grande problema do público com o seriado parece ser o fato de que ele não é um anime feito com técnicas convencionais de animação 2D, mas sim uma mistura dessas técnicas com animação CGI tridimensional, o que dá um aspecto visual incomum (às vezes surpreendentemente legal, às vezes parecendo animação de filme da barbie). Mesmo assim, com um roteiro impecável, um elenco enorme de personagens interessantes e um dos arcos mais legais de character development que eu já vi, Land of the Lustrous consegue superar o simples aspecto visual e se firmar como uma das experiências televisivas mais legais do ano. A história se passa em um futuro incerto, onde existem seres humanoides tecnicamente sem gênero (mas visivelmente femininas) que são… minerais – e esses seres lutam frequentemente contra outras entidades misteriosas mais hostis e que se parecem com iconografias budistas, os “tsukijins” (ou habitantes da lua), que querem transformá-los em ornamentos. O anime se foca em fazer um estudo da personagem Phosphophyllite (ou Fosfílito em português, um mineral raro e de cor esverdeada), sua relação com as outras pedras preciosas com quem ela convive e seu desenvolvimento incomum como ser vivo e como peça nas batalhas travadas durante a história. Sensibilidade, humor, reviravoltas e um pouco de suspense são os elementos-chave da obra, sem contar nas cenas de batalha – onde a animação em CGI começa a realmente mostrar ao que veio, rendendo momentos incríveis como as lutas do episódio 8, “Antarctite” e 10, “Shiro”. Se você acha a ideia de pedras preciosas humanoides guerreiras um tanto quanto parecida, saiba que Land of the Lustrous é adaptação de um mangá em publicação no Japão desde 2012, contando com um semblante completamente diferente da obra a qual ele é comparado, mas ainda assim bastante friendly ao público familiar com essa temática.

Mr. Robot (USA Network, 3ª temporada)

[Kelvyn]

“Boca de confusão” é a melhor expressão pra descrever o que essa terceira temporada de Mr. Robot foi. A série, que passou pelo risco iminente de sair dos trilhos devido ao ritmo calculadamente lento da temporada anterior (que por sinal deve ter acarretado na perda de parte do público), voltou com tudo em 2017, provando que ainda é digna de todo o hype que ganhou durante sua temporada de estreia, e que é sim o programa de tv mais próximo que temos de uma “Lost” nesta década. Sam Esmail, mente criativa por trás do seriado, não poupou sua inventividade e vontade de surpreender o espectador nesta season, nos entregando 10 episódios que, juntos ou individualmente, representam o melhor que o programa já mostrou até aqui – contando para isso, claro, com atuações afinadíssimas do elenco principal e uma produção disposta sempre a fugir do convencional. O maior destaque deste tomo de Mr. Robot vai para o seu quinto episódio (27º no geral), ” eps3.4_runtime-error.r00″, montado de forma a aparentar ter sido filmado inteiramente em plano sequência, e que além disso rende uma das reviravoltas mais fortes da série até então. Outro ponto importante é que Mr. Robot finalmente está se dedicando a solucionar mistérios apresentados em temporadas anteriores que provavelmente pensaríamos que não seriam solucionados nem tão cedo (assim como geralmente acontecia na já citada “Lost”). Desta forma, descobrimos mais sobre o desaparecimento de Tyrell, tanto quanto detalhes sobre os acontecimentos internos da Dark Army – e esse é o grande trunfo da série agora: em vez de enrolar para apresentar as respostas ao público, Mr. Robot dá essas respostas com relativa facilidade, mas leva os conflitos criados por elas a outros patamares dramáticos cada vez mais interessantes.

Attack On Titan / Shingeki No Kyojin (Tokyo MX, 2ª temporada)

[Kelvyn]

Attack On Titan deve ser um dos maiores casos de perda de hype desses últimos tempos. Se até alguns anos atrás o título era o carro chefe dos animes mais populares do Japão, hoje em dia a perda gradativa de fôlego do título entre o público é extremamente visível (e não digo só o público desse nicho de entretenimento, mas até o público geral, já que a grande popularidade do anime o ajudou a ser conhecido até por quem não tem muita conexão com a indústria da animação oriental). A responsabilidade por este fato se deve ao péssimo intervalo de 4 anos entre a primeira e a segunda temporada do seriado, extremamente longo e incomum para animes do tipo. Mesmo assim, Attack On Titan continua um nome grande por conta das altas vendagens de seu mangá, o que viabiliza a continuação da série de tv – e isso é um alívio, já que, convenhamos, a segunda temporada foi MUITO boa. Continuando de onde havia parado 4 anos atrás, este tomo de episódios se dedicou a continuar o lento desdobramento dos mistérios apresentados na obra e também a desenvolver personagens-chave que ainda não haviam tido vez na série de tv, como Krista e Ymir. A ausência do protagonista em boa parte da season também foi um ponto positivo, já que Eren é essencialmente um personagem overdramático e gritalhão, além de que os personagens que fecham o trio principal só servem para salvar a pele dele. Desta forma, Attack On Titan Season 2 conseguiu se focar mais na relação entre o elenco de personagens secundários, dando destaque a nomes um tanto ignorados na franquia, como Sasha Blouse, que liderou a ação no segundo episódio (27º no geral), “I’m Home”, um dos momentos mais cheios de suspense da série até então. (felizmente a terceira temporada já foi confirmada para a metade de 2018 e pelo amor de deus espero que melhorem aquela animação horrorosa dos cavalos)

A Series of Unfortunate Events (Netflix, 1ª temporada)

[Caino]

Como fã incondicional dos livros, o resultado do meu ranking não podia ser diferente. O meu nível de obsessão por Desventuras em Série é extremo a ponto de eu ter acompanhado toda a produção de pertinho, quase como se estivesse no set. Nada passou despercebido por mim, nem mesmo os excerpts do roteiro que foram utilizados para as audições da dupla que interpretaria Klaus e Violet Baudelaire, que eu descobri tão rapidamente que quase me mudei para os Estados Unidos para tentar a chance de ser o meu personagem favorito de todos os tempos (e claro que eu conseguiria, com o meu rosto jovial e aparência de 12 aninhos). A expectativa estava grande e, felizmente, foi suprida. Acho que todo mundo que tem algum tipo de noção sobre a saga dos livros deve ter assistido o filme, que é encabeçado por gente como Jim Carrey e Meryl Streep em papeis fundamentais para a trama (Conde Olaf e Tia Josephine respectivamente), além de ter Liam Aiken e Emily Browning iconicamente interpretando Klaus e Violet, o que acabou por marcar os personagens com esses atores. Logo, a estranheza inicial ao ver gente como Neil Patrick Harris no papel de Olaf ou ver atores mais jovens fazendo os Baudelaires é compreensível, mas isso é um sentimento que passa ao longo que você vai assistindo os episódios. Em uma adaptação muito fiel em relação a absolutamente tudo (que deixa meu coração de leitor extremamente aquecido), Unfortunate Events consegue manter a trama fluída em seus 8 episódios, a cada 2 cobrindo um dos livros, incluindo sequências não antes vistas no filme e deixando easter eggs para os fãs, além de duas tramas paralelas que não estavam nem ao menos presente nos livros e aumentam ainda mais o clima de mistério até mesmo para quem já era familiarizado com a trama. No entanto, é possível que algumas pessoas tenham ficado relutantes ainda com as mudanças no tom (que está mais puxado para o lado infantil, sem deixar de ser dark) e tenham achado a experiência decepcionante. Não há com o que se preocupar, pois os melhores episódios da temporada são certamente os episódios finais, que adaptam o livro The Miserable Mill. Por não ter nenhum material prévio no filme, é muito mais fácil gostar desses episódios, por finalmente os diretores e roteiristas poderem se distanciar da adaptação audiovisual passada e fazerem desse par de episódios uma experiência única, com as cenas de CGI da bebê Sunny sendo o ponto alto do episódio (sério!). O trabalho é tão incrível que o livro mais chato de todos os 13 da saga conseguiu ser uma das coisas que mais me animou a esperar pelo próximo volume da série, que cobrirá dos livros 5 ao 9, e já está sendo finalizada. Não há dúvidas de que estarei novamente citando a série aqui quando os novos episódios saírem então assistam assim que der tempo porque Desventuras em Série é tudo, menos ruim.

Twin Peaks: The Return (Showtime, 1ª temporada)

[Michel]

Não entendemos nada, mas palmas ao David Lynch mais uma vez revolucionando o meio televisivo com uma série que só nos deu prazer e ótimo screentime de Laura Dern.

You’re the Worst (FXX, 4ª temporada)

[Matheus]

Provavelmente por vir de um sub-sub-canal da FOX e por sua linguagem ser, por vezes, bastante específica aos países anglo-saxônicos, a série “You’re the Worst” chegou à sua 4ª temporada sem sinais de emplacar no Brasil. A comédia/drama sobre pessoas terríveis, quebradas, e egoístas cruzando-se e relacionando-se agressivamente é, hoje, uma das mais pungentes do formato televisivo. Seus protagonistas, Gretchen e Jimmy, são símbolos desse arquétipo de imagens frustradas: Gretchen é infeliz e sofre de depressão e ansiedade mesmo com seu senso de humor histérico e fácil desenvoltura social, já Jimmy é um ególatra e escritor de carreira instável em constante busca por um pedestal humano que levante seu frágil espírito. A 4ª temporada inicia-se meses após o grande desencontro do casal no fim da 3ª, levando ambos à atitudes extremas de autodestruição. Dada a raiz hiper-realista dessa comédia, é uma surpresa como o texto sempre consegue te arrancar boas risadas, mesmo em meio à tanta desgraça. Deve ser porque nosso ladinho (muito do) hipócrita enxerga que cada um dos personagens têm todas as chances de melhorar – praticamente todos brancos, morando bem, pagando suas contas – e nos tornamos dessensibilizadas aos diversos atos de autoflagelo deles; vai saber! Mas o importante é que “You’re the Worst” continua subestimada e retratando temas seríssimos com maior alcance de realidade que muitos dramas premiados por aí. Invista!

Rankings individuais dos colaboradores do blog:

TOP 5 SÉRIES CAINO @goticaino:

1. A Series of Unfortunate Events (Season 1)
2. The Good Place (Seasons 1, 2)
3. Girlboss (Season 1)
4. Dear White People (Season 1)
5. Skam (Season 4)
Menção honrosa: Please Like Me (Season 4)

TOP 5 SERIES KELVYN @bubblegumrave:

1. Mr. Robot (Season 3)

2. Big Little Lies (Season 1)

3. Land of the Lustrous

4. The Handmaid’s Tale (Season 1)

5. Attack On Titan (Season 2)

Menção honrosa: Feud (Season 1)

TOP 5 SÉRIES MATHEUS @bucetacore:

1. Black Mirror (Season 4)

2. The Handmaid’s Tale (Season 1)

3. Big Little Lies (Season 1)

4. Feud (Season 1)

5. Mr. Robot (Season 3)

Menção honrosa: Broad City (Season 4)

TOP 5 SÉRIES MICHEL @worshipoz:

1. The Handmaid’s Tale (Season 1)

2. Big Little Lies (Season 1)

3. Feud (Season 1)

4. Twin Peaks: The Return (Season 1)

5. American Gods (Season 1)

Menção honrosa: Mindhunter (Season 1)

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