Melhores De 2017 Parte 2: Álbuns

Oi poc amiga que assim como nós adora uma retrospectiva! Estamos de volta com mais um lifechanging post de serviços públicos, desta vez selecionando alguns dos melhores discos lançados em 2017. Cada um de nós (Caino, Kelvyn, Lucas, Michel, Matheus) escreveu 3 textos para cada álbum destaque e o top 10 completo de cada membro do JWCC está ao fim do post; a lista abaixo foi sortida em ordem alfabética. Vamos?

ALLIE X – “COLLXTION II”

[Caino]

Foram 2 anos de espera desde o lançamento do COLLXTION I (EP) e Allie X tinha que fazer essa espera toda valer a pena de alguma maneira. O EP, que é maravilhoso do início ao fim, diga-se de passagem, só anseiou mais quem esperava por mais material da canadense. A expectativa aumentou quando foi anunciado o projeto UNSOLVED, onde Allie iria ficar compartilhando demos e músicas finalizadas no Spotify para que os fãs pudessem dar uma ouvida no que estaria por vir e ajudarem-na a escolher o que deveria ir pro álbum ou não. Depois de muito tempo, o COLLXTION II foi lançado e acabou sendo um grande presente para quem acompanha a carreira da cantora. É uma expansão do que vimos no COLLXTION I, em uma escala muito maior e produções melhores. Em “Paper Love” e “Casanova”, música lançada pelo UNSOLVED e que tinha uma demo completamente diferente da música em sua versão final, Allie brinca com um pop mais radiofônico e mais eletrônico, que lembra muito o trabalho dela em músicas como “Catch” e “Prime” do primeiro EP dela. Já em músicas como “Need You”, “Simon Says” e “Downtown”, o tom é mais dark e dramático, assim como o fez em músicas como “Tumor” e “Good”. É engraçado ver como Allie consegue trabalhar muito bem esses dois estilos de sua faceta artística e acaba por entregar um dos trabalhos mais coesos e coerentes do pop de 2017, um ano bastante escasso de trabalhos excepcionalmente bons e dignos de serem ouvidos. Fica a dúvida agora se as suas próximas coletâneas (são 5 planejadas) seguirão no mesmo nível e estamos ansiosos para acompanhar Alexandra em sua jornada.

Ouça: “Downtown”

SZA – “Ctrl”

[Michel]

É perdendo o controle que SZA lança o melhor álbum desse ano, retratando fielmente – assim como Lorde – as frustrações do indivíduo que acabou de transitar entre a vida jovem e adulta. Decepções amorosas, frustrações com amizades, incerteza sobre aonde a vida irá lhe levar, insegurança sobre você mesmo e o sentimento de que você nunca terá controle sobre sua vida, SZA em um “brainstorm” intenso coloca em pauta todas essas questões em um “beat” gostoso que vai lhe fazer ouvir esse álbum de forma despretensiosa, viajando dentro da mente conturbada da cantora com seu tom de voz suave que nos faz lembrar até mesmo da veterana Aaliyah. SZA dá ao r&b um novo futuro no mainstream, tendo parcerias dentro de seu álbum com o rapper renomado Kendrick Lamar e atingindo à um público específico que antes não era alvo, a cantora dá voz aos renegados e indecisos, trazendo uma mensagem empoderadora e positiva para gerações futuras, com direito à um conceito incrível de entrevistas com sua mãe e sua avó que aparecem ao longo das faixas. A qualidade desde a escrita, até a instrumental das faixas é inegável, tendo já escrito para grandes nomes da indústria como Rihanna e tendo parceria com a mesma, SZA surpreende a todos lançando o melhor álbum desse ano, conquistando o título de mulher mais indicada ao grammy de 2018. As músicas “20s Something” e “Garden (Say it Like Dat)” retratam detalhadamente o que é ser um jovem no século XXI, mostrando que a cantora além de entender o que se passa na cabeça dos ex-adolescentes é também um deles.

Ouça: “Supermodel”

DUA LIPA – “Dua Lipa”

[Lucas]

Nomeie um álbum de estréia mais icônico que esse e NÃO FALHE: pois temos vários outros incríveis como o autointitulado “Dua Lipa”. Não conhecia a anja direito, tinha uma ou outra música em alguma playlist mas ainda não era um big deal pra mim. Com a ajuda do meme de “Blow Your Mind (Mwah)” da Adriana Lima chapada mandando beijinho em vídeo, ela já havia se consagrado como nova aposta das pocs mas ainda não tinha batido pra mim. Após o lançamento do álbum, parei pra ouvir e me senti como um adolescente ouvindo-o, gostando cada vez mais de cada faixa conforme ouvia mais. Dali em diante, eu já havia me entregado à fada por alguns meses. Briguei com meu namorado por ele já não aguentar mais minha obssessão por “Hotter than Hell” e “New Rules”; mal sabia ele que eu já tava por antecipar um dos maiores hits em potencial de 2017! Prepare-se para ouvir um material pop de boa qualidade, desde as baladinhas até as músicas mais alegres.

Ouça: “Be the One”

GIRL’S DAY – “Everyday #5”

[Caino]

LOVE, o segundo compilado do Girl’s Day, já que não podemos chamar de full álbum essa falcatrua que só tem 5 músicas novas no meio de outras 8 já lançadas desde 2013, foi lançado em meados de 2015 e desde então não se ouviu falar mais do grupo por um momento. A renegadíssima Ring My Bell, uma bagunça de sons que não funciona muito bem como se pretendia, foi a última música lançada em solo coreano e a promessa de comeback estava vindo de jegue. 2016 foi um ano particularmente difícil para as meninas, já que houveram 4 ou 5 anúncios distintos de que o comeback estava para vir e toda hora era uma desculpa diferente que inventavam para justificar o adiamento. Ou as meninas não tinham escolhido a música ainda, ou tinham escolhido mas não tinham gravado MV ou só que queriam trabalhar mais em coreografia. Claro que ninguém acreditou nessas desculpas e continuamos seguindo em frente esperando quando que finalmente ia vir. Foi só em Março de 2017 que “I’ll Be Yours” foi lançada juntamente com o Everyday #5, o EP de inéditas que acompanhava, e ambos acabaram sendo surpresas extremamente positivas. O Girl’s Day estava mais vivo do que nunca, com um EP repleto de músicas boas, do início ao fim, e uma title track que fazia sentido com a imagem e proposta do grupo, pegando uma música que provavelmente Mamamoo estragaria se lançasse e trabalhando com os vocais fortes de Minah e Sojin do jeito que um grupo vocal deve trabalhar. E não é nem a melhor música do mini álbum, já que Thirsty, uma das minhas favoritas do ano, é uma das melhores músicas da carreira das garotas, trabalhando com um pop extremamente sexy, em uma das melhores produções do LDN Noise, que sempre surpreende com seu trabalho de alta qualidade. E mesmo que marcado pelas baladinhas e músicas mid-tempo, algo que pode afastar alguns ouvintes, o EP não deixa cair a peteca (será que posso usar essa expressão em quase 2018?) e segue firme em uma sequência belíssima, (Love Again, Kumbaya, solo da Sojin, e Truth, solo da Minah), até chegar em Don’t Be Shy, uma explosão pop que encerra com louvor o mini álbum e o faz um dos melhores lançamentos coreanos do ano e também da carreira do grupo. Esse momento é seu e só seu, Hyeri.

Ouça: “Thirsty”

ST. VINCENT – “MASSEDUCTION”

[Matheus]

Tido pela crítica como o álbum no qual a rockeira Annie Clark abraçou o pop como nunca antes, “Masseduction” é muito menos simplista que essa afirmação. Mais do que agradável colisão estéreo de samples distorcidos, explosões sonoras, dedo no cu e gritaria: a obra é essencialmente sobre (auto-)destruição (em massa) de relações íntimas. Mapeia arrependimentos e fracassos de seu último relacionamento, com a atriz Cara DeLavigne, em proporções similares à sua ampliação das insistências e sucessos do mesmo. Afinal, mesmo as relações mais dolorosas possuem algo de verdade – amor? dependência?. Não é a toa a canção “Los Ageless”, carta de amor à uma musa – seja ela a cidade, a mulher que ama, ou um mero (e belo) ponto de referência feminino – desacelerar em seus últimos minutos, desaguando em lamento. “Estou tão feliz de ter chegado [até aqui] mas mal posso esperar para ir embora”, range acima da valsa de debutante na penúltima faixa, “Slow Disco”. Diante de todos os acontecimentos do início até o fim de seu relacionamento – vida sexual apimentada à dois, ansiedade social, morte de seu ídolo David Bowie –, Annie permite-se deixar a tragédia para trás. Aceita-se que a conclusão desta experiência lhe trará paz e, quem sabe, até um pouco mais de sabedoria.

Ouça: “Sugarboy”

LOONA/ODD EYE CIRCLE – “Max & Match”

[Lucas]

Esse ano cansei de falar para alguns amigos que meu K-Pop estava MORTO. Do início do ano até a época do estouro do LOONA para k-pocs ocidentais, tivemos poucos lançamentos icônicos. Tive de deixar de lado a cena coreana e acabei voltando pra músicas ocidentais e nacionais. Diante da surpresa do LOONA tomando forma cada vez maior, acabei conhecendo seu universo único e novamente pude gritar aos quatro ventos que meu K-Pop não tá morto não. Não sou fã das primeiras faixas solo do LOONA então foi o trio 2/3, ODD EYE CIRCLE, do grupo que conquistou meu coração. Kim Lip, Jinsoul, e Choerry vão te fazer rodopiar pela casa e firmar em você mais um Loonático. O álbum é um dos melhores acontecimentos para amantes de girlgroups em tempos então continuemos panfletando esse maxi-grupo que promete ser a luz que há de iluminar o pop coreano.

Ouça: “Loonatic”

LORDE – “Melodrama”

[Matheus]

Para muitos, amadurecer foi ou é um melodrama. Descobertas em sensações nāo antes sentidas, através de dor e/ou prazer, sāo somadas às incertezas do futuro repleto de opções. Cada escolha dali em diante será crucial: como lidar com os primeiros altos de euforia de ser jovem e enérgico, e como escapar das baixas de dores à primeira vista insuportáveis. Num ano de destaque para sons distorcidos, “Melodrama” encontrou moradia no pop-ruído apropriado para a sua narrativa angustiante. Escorpiana nata, Lorde, pinta em quadro vívido os dias após perceber que seu primeiro relacionamento, de três anos, estava em reta final. A confusão mental de lidar com essas novas emoções de culpa, angústia, e mágoa da melhor maneira possível sobrepõe-se em tons azuis noturnos com a impossibilidade de seguir em frente, não importa o quanto tente. Consumida pela dor, pelas memórias de vivências que não mais serão, por vontade de justiça contra seu ofensor, apresenta ao mundo sua obra para ser vista à olho nu. A frágil víscera de sua sentimentalidade – ou coração – é exposta como poucos breakup-álbums fizeram pois retrata como somatórias de experiências assoladoras podem levar à ruína e posterior ressurreição de nós mesmos. Talvez a vivência pós-infância de algumas pessoas precise de drama para ensinar-lhes lições do sistema natural de subsistência? Bom, só nos resta especular. Mas que a verdade seja dita: tudo machuca ou já machucou mais ou menos como a Lorde colocou.

Ouça: “The Louvre”

CHARLI XCX – “Number 1 Angel”

[Michel]

Depois de incontáveis sabotagens de sua gravadora, Charli XCX decide manter-se fiel ao seu apego à PC Music e abençoa o ano de 2017 com sua deliciosa mixtape repleta de “pop perfection” e a melhor parte disso tudo: com participações especiais apenas de mulheres. Charli junta-se a nomes como ABRA, Cupcakke e Mo para lançar um dos melhores álbuns desse ano, com músicas viciantes e que ultrapassam a qualidade de lançamentos de nomes fortes na indústria. Também é valido ressaltar que a qualidade dessa mixtape é dada ao fato de que Charli não teve influência de sua gravadora mandando-a lançar certas músicas que na concepção dos mesmos seriam “hits prontos” – estou falando com você “boys”. A cantora prova, mais uma vez, que tem seu melhor desempenho quando está fazendo o que quer, sem as amarras da empresa para reduzir a qualidade das músicas.

Ouça: “Blame It On You”

LINN DA QUEBRADA – “Pajubá”

[Lucas]

Sem dúvidas meu favorito dessa lista. Antes do conjunto do álbum ser divulgado, o trabalho da Linn não me despertava tanto interesse. “Bicha Preta” parecia pouco para o momento no qual saiu e, finalmente, à partir de “Mulher” passei a conhecer um artista que tinha muito ainda para contar e ensinar. Assistindo o filme “Corpo Elétrico”, me dei conta que além de ter uma faixa sua como trilha sonoro, Linn também fazia participação no mesmo. O filme, embora não tenha me empactado muito, me deixou com a imagem de Linn fixa em mim. Em “Pajubá”, você encontrará muita militância e, acima de tudo, verdades; a vivência dos gays, cujo universo é ainda cheio de estereótipos e preconceitos, estes que deveriam ser estar longe de uma comunidade na qual esperam-se inclinações progressistas. Muitas coisas precisam ser ditas e frisadas e Linn está aqui pra isso mesmo. Refletir batendo cabelo é o convite que a artista te entrega; vamo de pajubá?

Ouça: “Bixa Travesty”

ASTRID S – “Party’s Over”

[Caino]

O segundo EP da norueguesa Astrid Smeplass veio para coloca-la como uma nova promessa do pop. O cover de “Vi er perfekt men verden er ikke det” (eleita por mim aqui como uma das melhores músicas do ano) que tocou em Skam, série adolescente norueguesa que se tornou um fenômeno na exibição de suas duas últimas temporadas, e o clipe de Such a Boy, música do EP, lançado no mesmo período, que conta com a participação de Herman Tømmeraas, ator que interpreta o personagem Chris na série Skam, foram suficientes para catapulsionarem Astrid para a fama. Com isso, o “Party’s Over” ficou em mais evidência e a procura pela loira cresceu ainda mais. Lançado no meio do ano, é um EP curto e fácil de ouvir, contando com 5 faixas e 1 interlude. Astrid está em seu melhor momento aqui, com todas as faixas funcionando bem e até mesmo a interlude servindo para atencipar o melhor momento do EP, que é a sequência “Bloodstream” e “Party’s Over”, as melhores músicas do trabalho. É certamente um dos melhores lançamentos pop do ano e já estamos na expectativa para ver o que 2018 espera para a cantora.

Ouça: “Bloodstream”

FEVER RAY – “Plunge”

[Kelvyn]

Fever Ray, nom de plume da Karin Dreijer, ex-The Knife, é um daqueles projetos que, apesar dos lançamentos extremamente espaçados e dos grandes períodos de silêncio em hiatos indefinidos, consegue sempre surpreender positivamente com músicas e estéticas que logo se tornam únicas – e o álbum mais recente, Plunge, é a síntese dessa afirmação. Plunge vem embebido de uma sonoridade que, ao mesmo tempo, antagoniza com o passado do projeto, resgata saudosamente elementos do The Knife e aponta para o futuro, sendo uma evolução inesperada do que a Fever Ray já fez até aqui. Mesmo sem se aprofundar em todo o contexto que envolve o álbum (divórcio, descobertas sexuais queer e temporalidade política), o ouvinte é logo tragado pelas características abrasivas das faixas, que, como de costume em tudo que envolve Karin, trazem experimentações vocais variadas, como a voz esganiçada que entoa um desejo carnal desesperado em “Wanna Sip” ou o tom leve e agridoce que remonta memórias afetivamente nostálgicas em “Mama’s Hands”.

Ouça: “This Country”

CHARLOTTE GAINSBOURG – “Rest”

[Kelvyn]

Dificilmente até hoje eu ouvi um álbum que ilustra o luto e outros sentimentos excruciantes de forma tão interessante quanto o Rest (talvez porque eu realmente não curta ouvir álbuns sobre tais temáticas, já que sou uma pessoa bobinha e cheerful). O álbum não se propõe a mergulhar em faixas cheias de pesar e que tornem a experiência do ouvinte tão dolorosa quanto os sentimentos focados nele, bem pelo contrário: para Charlotte, há uma necessidade de transformar esses sentimentos em impulso para um estado de resiliência. Faixas como “Rest” e “Kate” expõem a melancolia da artista sem sobrecarregá-la, prezando sempre por uma atmosfera de sensibilidade e leveza – ressaltada pelo tom sussurrado da cantora e também pela própria natureza sonora do idioma de boa parte do álbum, o francês. O ponto alto do Rest se dá nos momentos mais ironicamente dançantes, como o cântico matrimonial “Deadly Valentine” e a nostálgica “Les Oxalis”, onde Charlotte usa elementos disco para cantar sobre a última das cinco fases do luto.

Ouça: “Ring-a-Ring O’Roses”

RINA SAWAYAMA – “Rina”

[Michel]

Entre quatro paredes de um quartinho pequeno em Londres, Rina Sawayama envoca os ancestrais da música pop – muitos já considerados mortos – dos anos 90 para lançar o seu segundo EP e uma das revelações mais chocantes desse ano. “RINA” tem influências musicais de todos os cantos do mundo, pegando emprestado de popstars japonesas como Ayumi Hamasaki, em seu segundo single do EP, “Alterlife”, e da princesinha do pop Britney Spears em uma das músicas que se chama “Take Me as I Am”, um pop gostoso que sem dúvidas irá lhe fazer pensar nas antigas músicas da cantora americana. Toda essa mistura com a continuidade de um conceito sólido visto na música “Cyber Stockholm Syndrome”, deixando o EP ainda mais interessante. É a qualidade inegável da novata que a coloca no meu top 5, deixando para trás grandes nomes na indústria.

Ouça: “10-20-40”

SUIYOUBI NO CAMPANELLA – “SUPERMAN”

[Kelvyn]

É impossível não se apaixonar pelo Suiyoubi No Campanella em pleno 2017. O projeto é tudo o que a música mainstream japonesa andava precisando: criativo, desinibido, cool e um tanto despreocupado com certas convenções às quais o mercado musical do país parece ainda se ater. Sendo assim, SUPERMAN é uma coleção de faixas que demonstra boa parte da força musical que o grupo criativo possui, com uma variedade de sonoridades intrinsecamente eletrônicas e que agregam vários subgêneros do estilo, trazendo sempre elementos-surpresa em instrumentais meticulosamente construídos. A graça do Suiyoubi claramente não seria a mesma não fosse o carisma da frontwoman e pseudo-rapper KOM_I, que nos presenteia nesse álbum com alguns de seus melhores registros vocais até então, complementando harmonicamente grandes momentos como o neo-disco catchy de “Ikkyu-San” e a épica mistura eletrosinfônica de “Zeami”.

Ouça: “Aladdin”

WOLF ALICE – “Visions of a Life”

[Matheus]

O segundo álbum da banda inglesa Wolf Alice é uma das gravações mais bem sucedidas em trazer melodias pop delicadas para composições rock sujo derivadas da nostalgia Nirvana/Hole e anos 90 que, convenhamos, é uma das tendências que nunca sai de voga. De faixas girl rage (“Yuk Foo”), flertes com dream pop eletrônico (“Don’t Delete the Kisses”), ao guitar rock melancólico origem do shoegaze (“Planet Hunter”), o álbum nos leva para uma rica experiência de figuras nos sendo propostas a serem imaginadas na difusão de todos estes sons. É o trabalho provavelmente mais acessível para amantes do pop inserido ao indie rock desde o “Night Time, My Time” da ex cantora e atual usuária de crack Sky Ferreira. Ainda, consigo ouvir elementos musicais nostálgicos neste disco que me transportam para a cena do rock japonês do começo dos anos 2000; o ícone cultural Shiina Ringo lançava sua obra-prima de pop rock gritaria “Shouso Strip” e a banda The Brilliant Green lançava o cinemático “Los Angeles”.

Ouça: “Planet Hunter”

Tops individuais dos colaboradores do site:

Caino:

01. Allie X, “COLLXTION II”

02. Lorde, “Melodrama”

03. Astrid S, “Party’s over”

04. Girl’s Day, “Everyday #5”

05. TWICE, “twicetagram”

06. Red Velvet, “Perfect Velvet”

07. Aly & Aj, “Ten Years”

08. Billie Elijah, “don’t smile at me”

09. Allison Pierce, “year of the rabbit”

10. ELRIS, “We first”

Kelvyn:

01. Fever Ray, “Plunge”

02. Charlotte Gainsbourg, “Rest”

03. Tei Shi, “Crawl Space”

04. Lorde, “Melodrama”

05. Suiyoubi No Campanella, “SUPERMAN”

06. Kelela, “Take Me Apart”

07. Samantha Urbani, “Policies of Power”

08. LOONA/ODD EYE CIRCLE, “Max and Match”

09. Young Juvenile Youth, “Mirror”

10. Death From Above, “Outrage! Is Now”

Lucas:

01. Linn da Quebrada, “Pajubá”

02. Dua Lipa, “Dua Lipa”

03. LOONA/ODD EYE CIRCLE, “Max and Match”

04. Pabllo Vittar, “Vai passar mal”

05. Rina Sawayama, “RINA”

06. Drake, “More Life”

07. Lee Hyori, “Black”

08. Seohyun, “Don’t Say No”

09. Maad, “Lé funk”

10. Mø, “When I was Young”

Matheus:

01. Lorde, “Melodrama”

02. St. Vincent, “Masseduction”

03. Wolf Alice, “Visions of a Life”

04. The xx, “I See You”

05. Paramore, “After Laughter”

06. Suiyoubi No Campanella, “SUPERMAN”

07. Kelela, “Take Me Apart”

08. Charlotte Gainsbourg, “Rest”

09. Fever Ray, “Plunge”

10. Tove Lo, “Blue Lips”

Michel:

01. SZA, “Ctrl”

02. Lorde, “Melodrama”

03. Dua Lipa, “Dua Lipa”

04. Rina Sawayama, “RINA”

05. Charli XCX, “Number 1 Angel”

06. Kelela, “Take Me Apart”

07. Allie X, “COLLXTION II”

08. Red Velvet, “Perfect Velvet”

09. Princess Nokia, “1992 Deluxe”

10. Kendrick Lamar, “DAMN”

#rinasawayama #feverray #lorde #matéria

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