Melhores De 2017 Parte 1: Músicas

Como todo o final de ano de qualquer garota pitchforkzeira, chega a hora de fazer listagens para rankear os melhores momentos do ano em âmbitos diversos. Nós do Jesus Wore Chanel não fugimos a essa tradição e logo montamos nossas grandes listas de melhores do ano em quatro categorias: músicas, filmes, álbuns e séries. Para evitar constante brigas internas no nosso grupo de colunistas ̶m̶e̶s̶m̶o̶ ̶q̶u̶e̶ ̶à̶s̶ ̶v̶e̶z̶e̶s̶ ̶s̶e̶j̶a̶ ̶i̶m̶p̶o̶s̶s̶í̶v̶e̶l̶ ̶e̶v̶i̶t̶a̶r̶ ̶o̶s̶ ̶e̶s̶t̶r̶a̶n̶h̶a̶m̶e̶n̶t̶o̶s̶ ̶e̶n̶t̶r̶e̶ ̶o̶ ̶l̶u̶c̶a̶s̶ ̶e̶ ̶o̶ ̶m̶i̶c̶h̶e̶l̶, nossas listas não terão posições definidas, servindo apenas para expor o que a gente concorda em compartilhar com os leitores sobre o que vale a pena ouvir ou assistir esse ano. Prontos para lerem nossas reviews pseudocult sobre cada um desses tópicos? Aqui começamos, é claro, com música – talvez nossa área favorita – onde vamos comentar sobre 20 singles ou deep cuts diversos de artistas mainstream, underground, orientais e ocidentais que marcaram 2017.

RINA SAWAYAMA – “Alterlife”

[Lucas]

Rina é, de longe, a artista do ano. Já a conhecia por intermédio de indicações do Spotify mas apenas o seu álbum de estréia me fez prestar atenção nesse cristal do futuro. Procurem saber o quão maravilhosa e atenciosa ela é com os fãs; sem contar sua beleza e estéticas on point. “Alterlife” é a melhor música desse Top 20 sem dúvidas (fonte: DATACU). Se você procura algo diferente e maravilhoso então leve esse hino para a sua vida e assuma sim que a solidão te fez ROCKEIRA. Rina busca suas inspirações em grandes artistas do fim dos anos 90 e início de 2000 como Ayumi Hamasaki, Utada Hikaru e Britney Spears. Deixe-se levar pelas guitarras e batidas pesadas dessa faixa retrô e ainda futurista da maior promessa para 2018. [Spotify]

SSION- “Comeback”

[Kelvyn]

Eu nunca fui lá muito fã do Ssion, projeto musical já de longa data do músico americano Cody Critcheloe. Motivos para isso não faltavam: não sou chegado em artistas masculinos (por mais que eles possuam hype na cena underground LGBT que eu sigo e que é o caso do Cody) e também nunca fui muito fã da voz anasalada do artista. Eis que depois de certos intercâmbios musicais com bandas que eu gosto (como a colaboração com o CSS no single “City Grrrl”), eu me tornei mais receptivo ao projeto e, à altura em que “Comeback” foi lançada, eu já tinha a capacidade de curtir o trabalho do Cody com a atenção que ele realmente merecia. “Comeback”, além de uma faixa upbeat no melhor sentido possível da palavra, traz toda a irreverência característica do Ssion e de quebra um twist impecável em uma transição sonora que vai do electropop/disco para o noise rock. Sem dúvidas um dos melhores momentos que a música pop pôde render durante esse ano. [Spotify]

KIM LIP – “Eclipse”

[Michel]

Produzida por Daniel Obi Klein, na voz de uma novata do K-pop, “Eclipse” é inevitavelmente a melhor música do ano. Kim Lip faz parte do girlgroup chamado LOONA, esse grupo consiste em 12 membros e a sua gravadora, Blockberry Creative, está há um tempo lançando singles solos de cada membro para que elas sejam propriamente introduzidas ao público. Dessa forma, “Eclipse”, foi um giro de 180 graus na história do grupo, não só por ter atraído mais atenção ao grupo e ter dado mais exposição às meninas em views do youtube, mas também por ser o começo de um grande romance entre os solos das meninas e o synthpop. A música é um perfeito casamento entre synth e r&b, nos dizendo sobre amor acontecer por destino e não por querer, a voz de Kim Lip só tem a adicionar a esse mix. Essa confusão toda rendeu a melhor música do oriente e do ocidente – em minha opinião. É engraçado como uma novata em seu pré-debut conseguiu entregar uma música pop perfeita e ainda superar seus superiores no quesito de qualidade. Em meio a tantos climaxes mal produzidos em músicas mal-feitas, “Eclipse” acha o perfeito lugar em uma vibe laid-back r&b e nunca vai para além disso, mesmo assim nos entrega a melhor música de 2017. [Spotify]

UHM JUNG HWA – “Ending Credit”

[Matheus]

O fator decisivo pro sucesso de uma composição retrô é a persistência do autor em alcançar a tal nostalgia. O resultado sentimental pode nāo ser o esperado quando elementos atuais em excesso adentram a performance. Felizmente, o throwback de “Ending Credit” é florescente abaixo de luzes cintilantes. Os figurinos à moda antiga e as madeixas volumosas não são os únicos responsáveis em trazer as influências do início da década de 1980; há uma pulsante sensibilidade pop em cada batida, similar à de atos como o ABBA em seu auge. Produzida por Primary, DJ e produtor que parece conhecer o catálogo pop nacional e internacional como ninguém, ainda presta homenagens à carreira de Jung Hwa, maior cantora pop da história da Coreia do Sul (que anunciou saída da indústria à partir do fim das promoções deste último álbum). Os créditos da carreira de um ícone que revolucionou a ótica do público para com artistas femininas não são reproduzidos em melodias tristes; são lembrete de que suas contribuições ao cenário pop continuarão conosco por enquanto o enquanto durar. [Spotify]

SUNMI – “Gashina”

[Michel]

Depois do disband surpresa do grupo “Wonder Girls”, Sunmi volta a seguir com sua carreira solo mais uma vez. Arriscando no tropical house – ritmo que não somos muito fãs – depois de três anos desde seu último trabalho, a cantora entrega uma das melhores músicas do oriente – e do ocidente – desse ano. Despretensiosa e cheia de flertes durante a música, “Gashina”, nos entrega a letra sobre um termino onde o companheiro não a deu devido valor, assim ela tem sua vingança através da música. A música tornou-se um hit na Coreia do Sul por sua coreografia memorável e pela influência de Sunmi. Além de ser incrível, o clipe também nos dá uma vibe maravilhosa e bem artsy, da maneira que a Sunmi vem nos entregando desde seu primeiro lançamento solo “24 hours”. Esperamos que a carreira solo seja ainda mais próspera para a fadinha no ano de 2018.

CAMILA CABELLO – “Havana”

[Lucas]

Quem me acompanha nas redes sociais sabe o quanto eu panfletei esse HINO cubano que é “Havana”. Depois que a Camila largou o Fifth Harmony para viver seu sonho de ser uma grande gostosa, as coisas para ela só deram certo. “Havana”, lançada em agosto com “OMG”, tornou-se um hit mundial mais ou menos em novembro; e graças ao seu impacto todos os problemas sociopolíticos de Cuba foram solucionados! “Havana” tem aquela vibe tropical em alta esse ano, o ar latino que só nós amamos com força. Sem falar no trompete que deixa qualquer poc implorando pra levarem ela de volta para Havana. Ah, metade do meu coração que ficou em Havana! Preparados para um dramalhão latino ao estilo das novelas da Televisa? Se a resposta for sim, “Havana” é sim para você.

PARAMORE – “Hard Times”

[Matheus]

Usualmente advertida por pessoas de zero fundamentos (ou empatia) como anomalia que paira no corpo do ser humano encostado, a depressão felizmente deixou de ser tema tabú para a música de uns anos pra cá. Dando nome aos bois e aos psiquiatras consultados, mais e mais artistas manifestaram-se porta-voz ou aliados à conscientização de saúde mental. “Hard Times” introduz a guerra de Hayley Williams, devidamente narrada no álbum “After Laughter”, contra sintomas de uma condição psíquica manifestando-se alheia à sua vontade. O som ensolarado, a direção para o new wave veranil, cores fortes em abundância; nenhum desses elementos parece pertencer à mentirosa habitual descrição da depressão e da luta diária daqueles que vivem com ela, certo? Subvertendo expectativas, o Paramore nos chama para uma franca conversa: precisamos falar sobre tempos em que nada dá certo e precisamos de algum bom lembrete de que tudo é temporário. Nada mal se estivermos dançando enquanto fazemos a dor ir embora.

KRYSTAL & JUNE ONE KIM – “I Don’t Wanna Love You”

[Kelvyn]

Creio que esse single foi a união de forças mais interessante e também mais inesperada do ano. “I Don’t Wanna Love You” é a colaboração dos sonhos entre Krystal Jung, vocalista do grupo coreano f(x) e June One Kim, um dos integrantes da dupla coreana Glen Check. Em quesito de produção instrumental, a música segue exatamente a sonoridade que o Glen Check adotou esse ano para o seu EP “The Glen Check Experience”, com R&B alternativo sendo mesclado a batidas Future Garage. Esses elementos formam a base perfeita para Krystal debruçar a sua voz (nem sempre tão amigável) em distorções vocais e repetições pontuadas por um único verso cheio de contrariedade e pesar amoroso. A participação de June One Kim na faixa é mais modesta, se limitando a intercalar seus vocais com o de Krystal em construções líricas curtas e mais e mais distorções.

RED VELVET – “I Just”

[Caino]

Red Velvet teve um ótimo 2017. Desde a ignorada e odiada por todos mas não por mim Rookie, passando pelo resto de Little Mix (nunca perdoarei vocês, suas vacas) e hino do verão Red Flavor e encerrando com chave de ouro a trindade com Peek-A-Boo. No meio de tanto lançamento bom, ninguém poderia esperar que a melhor faixa das boleiras seria uma b-side, visto que elas não são exatamente conhecidas por terem uma discografia de b-sides excelente assim (estou olhando para você, Russian Roulette). I Just é um acerto muito grande da SM com o Red Velvet, ainda mais por trazer uma vibe mais sexy, digamos assim, para o grupo, além de ser uma faixa muito gostosa que combina muito com os vocais das meninas, principalmente da Seulgi e da Joy, que brilham como nunca aqui, eclipsando até mesmo os gritos da bezerra da Wendy na bridge que é a melhor parte da música. E essa música é boa a ponto de me fazer ignorar a jogada de canto que deram na main vocal e main rapper Yeri, que quase não dá bom dia em I Just.

ALY & AJ – “I Know”

[Caino]

Depois do lançamento da masterpiece do pop rock Insomniatic (2007), a carreira do duo que enterrou os Beatles com “Potential Breakup Song” ficou extremamente conturbada. Depois de álbuns engavetados e álbuns vazados, troca de nomes, singles avulsos lançados e promessas e mais promessas quebradas, eis que finalmente, dez anos depois, como sugere o nome do EP lançado esse ano (Ten Years), Aly & AJ ressurgem como as fênix salvadoras do pop. O destaque está com a faixa I Know, a melhor música lançada pelas meninas esse ano. Mergulhando ainda mais com que prometeram ao lançarem “Take Me”, I Know é um dream pop muito bem feito e que tem a simplicidade como seu melhor ingrediente, seja em sua letra, extremamente sensível e delicada, ou em sua produção, onde as meninas podem esbanjar seus vocais, extremamente sensuais nos versos, diga-se de passagem, que dão tom a um refrão incrível e catchy, com o replay factor lá em cima. Se isso foi um indício do que está por vir em 2018, estamos prontos.

MUNA – “I Know a Place”

[Matheus]

O trio de pop alternativo MUNA surgiu em 2016, ganhando atenção da mídia digital. Apesar de seu álbum de estréia, “About U”, lançado no início de 2017 não ter estourado comercialmente como se era esperado, conseguiram considerável prestígio da crítica e tornaram-se o ato de abertura dos shows do Harry Styles ao redor do mundo. “I Know a Place”, single principal do disco, é um manifesto importantíssimo de artistas LGBT direcionado aos LGBT e outras minorias; especialmente em tempos atuais de ansiedade política para esta parcela da população. O diálogo íntimo e reconfortante da letra com os ouvintes nos toma pela mão e nos leva para um ambiente seguro, no qual todas as identidades e corpos são aceitos, incluindo a nossa. Não há mais violência; as armas estão abaixadas e egos são diluídos em dança. “I Know a Place” demonstra a resistência de comunidades desprivilegiadas por décadas a fio: divertindo-se para fazer do mundo em que vivemos um lugar um pouco menos cruel.

TEI SHI – “Keep Running”

[Kelvyn]

Tei Shi é uma cantora que já possui certa perícia em criar canções de uma leveza e fluidez admirável – afinal, sua voz funciona sempre como o fio condutor da maioria das suas faixas, e a artista preza por destacá-la como elemento principal enquanto synths e beats (e até as letras) apenas coadjuvam. Ainda assim, em ‘Keep Running’ ela consegue o equilíbrio perfeito entre o destaque vocal e demais elementos instrumentais, utilizando-se do synthpop e de pitadas de R&B atmosférico para compor o que, sem dúvidas, é um dos pontos altos do seu álbum debut. A parte lírica é simples, mas consegue ser suficiente para levar ao ouvinte as divagações de Tei Shi sobre passagem do tempo e a conexão disso com um ente sentimental. (Ela só podia ter feito um clipe com uma estética mais legal né, mas pelo menos compensou com o single seguinte)

MONDO GROSSO – “Labyrinth”

[Matheus]

Após 14 anos lançando produções e discos assinados com nome próprio, o DJ japonês Shinichi Osawa retorna à cena com alcunha nostálgica: MONDO GROSSO, nome do seu projeto solo criado em 1992. “Labyrinth”, que conta com a participação vocal da atriz e eventual cantora Hikari Mitsushima, é uma composição delicada que mistura solos melodiosos de piano e batidas house já características do artista. Seu tom agridoce, misturando melancolia e esperança, é determinado logo em sua frase de início: “não olhe fixamente para a tristeza”. “Labyrinth” te convida gentilmente para dançar e esquecer do peso da vida em centros urbanos – imagem mental que é inclusive reforçada com a estética Wong Kar-Wai do videoclipe – e faz este trabalho de elevação espiritual tão bem que não há como resistir ir ainda mais longe neste labirinto.

KELELA – “LMK”

[Michel]

Lead single de seu debut álbum, “LMK” nos transporta ao passado do r&b expondo o que já era confirmado, para muitos que conhecem Kelela, a cantora se concretiza como o futuro do gênero nessa música que em poucos minutos consegue misturar elementos antigos e novos. O refrão viciante e “groovy” da música é uma grande construção de referências à TLC e Destiny’s Child, sem perder sua própria identidade no meio disso tudo. A música é uma das melhores por sua simplicidade e o êxito que teve sem precisar fazer instrumentais mirabolantes.

DEAN – “Love” feat. SYD

[Lucas]

Por indicação de um amigo, conheci “Pour Up” e esse anjinho do neo R&B acabou virando um dos meus artistas favoritos da cena alternativa sul-coreana. “Love” é uma parceria com a Syd, vocalista da banda californiana The Internet, e tem uma pegada bem verão, com melodia bem gostosinha que cativa qualquer um. DEAN é sem dúvidas um dos melhores artistas atualmente e com futuro bem promissor por aí mas, claro, isso só se ele acompanhar as dicas de sucesso da Márcia Fernandes. Deixe o amor te contagiar e abra seu coração com esse amor; declare-se para o PAQUERINHA sem medo (“eu posso te comer se você deixar”, nas palavras do próprio) e viva o amor!

LOONA (Kim Lip & JinSoul) – “Love Letter”

[Caino]

Há quem possa discordar de mim, vulgo todos que integram esse blog, mas Love Letter é a melhor música que saiu do projetinho de LOONA esse ano. Tínhamos acabado de ser maravilhados pelo 180º que o projeto deu, com o lançamento de “Eclipse”, da Kim Lip, e estávamos pronto para onde quer que a BlockBerry Creative, empresa responsável pelo LOONA, quisesse nos levar. Foi então que Love Letter veio, para servir de b-side para o solo da 7ª garota, JinSoul, e acabou conquistando o meu coração de vez. A música, produzida pelo NOPARI da MonoTree, companhia responsável por grande parte das músicas lançadas pelas meninas esse ano, é um eargasm dos melhores, com um delivery vocal maravilhoso e uma das melhores transições de bridge-refrão final que eu tive o prazer de ouvir esse ano. Vale muito a pena ouvir.

YOUNG JUVENILE YOUTH – “Slapback”

[Kelvyn]

Young Juvenile Youth é mais um projeto oriental altamente desconhecido e com público escasso, mas que sempre que lança algo novo eu tenho a sensação de que aquilo poderia mudar o cenário da música pop de alguma forma. Depois de uns anos lançando uma quantidade ínfima de músicas, a dupla se focou no lançamento de seu álbum debut esse ano, o “Mirror”. “Slapback” serviu de carro-chefe para o disco, trazendo uma sonoridade mais acelerada e que vai de encontro ao trabalho do Young Juvenile Youth até aqui, pontuado por músicas geralmente mais atmosféricas e com beats espaçados. Com hi-hats frenéticos, bpm acelerado e elementos do drum&bass, acid house e future bass convergindo aqui e ali, “Slapback” mostra a dupla em sua melhor forma, revelando uma evolução que ao mesmo tempo indica novos direcionamentos para o projeto mas também faz justiça à qualidade do material que eles já apresentaram até então.

G.SOUL – “TEQUILA” feat. HOODY

Ahh, finalmente os refrescos! Uma faixa que apareceu sem mais nem menos nas minhas indicações do Spotify e já amei de cara e acredito que será apreciada pelas k-pocs também. G.Soul une-se a Hoody, ótima cantora da atual cena de R&B sul-coreano, e juntos fazem um tropical house de qualidade que deixou a “Gashina” da Sunmi toda descabelada. Com uma letra clichezāo relatable sobre beber umas tequila no rolê e se declarar, “Tequila” te deixa hipnotizado e te faz querer dançar e ficar doidāo junto ao G.Soul. “Tequila” foi feito para você poc baladeira, chegada num álcool, que se conecta com a música e se ponga loca como eu.

[Lucas]

KALI UCHIS – “Tyrant (feat. Jorja Smith)”

[Michel]

Incorporando o sentimento do verão, “Tyrant” é dançante, viciante ao mesmo tempo que é brutal em sua honestidade. Cheia de entrelinhas e mensagens sutis para serem ligadas de ponta à ponta pelos ouvintes, a música é viciante e tudo fica ainda melhor com a junção das vozes de Kali e Jorja – que é um grande destaque da música. Deixando-nos refletir sobre romances em épocas de distopias sendo lançadas para todos os cantos – pois o sentimento de distopia nessa música é forte por algum motivo – os instrumentos usados aqui criam uma atmosfera relaxante e tropical. “Tyrant” conta um romance gostosinho amaciando o seu ouvido ao mesmo tempo que lhe faz refletir sobre até onde podemos arriscar em um relacionamento – é duas vezes mais incrível em espanhol.

ASTRID S – “Vi er perfekt men verden er ikke det”

[Caino]

E quem diria que a melhor música do ano na verdade seria um cover de uma música norueguesa que fez fama porque tocou na série SKAM? Astrid S, eleita fadinha do JWC em edições passadas de nosso podcast, prova com o cover que é a Midas norueguesa e que consegue fazer tudo ficar bom, até mesmo essa tosqueira que Cezinando lançou. Com uma roupagem completamente diferente da versão original, já que Astrid foi esperta e só aproveitou a única coisa realmente boa da versão de Cezinando que é a letra (que é muito bem escrita, por sinal), Smeplass mostra seu talento tocando teclado enquanto é acompanhada de sua violoncelista, que já inicia a música com #tudo, e de seu violonista, que também servem de backing vocal no refrão, também a melhor parte da música. Já que ela é nacionalista, só lançou essa versão no Spotify da Noruega, mas você pode conferir no Youtube abaixo.

Rankings Completos dos colaboradores do site:

CAINO @goticaino:

01. “Vi er perfekt men verden er ikke det”, Astrid S

02. “Love Letter”, Kim Lip & JinSoul (LOONA)

03. “I Know”, Aly & AJ

04. “I Just”, Red Velvet

05. “bitches broken hearts”, Billie Eilish

06. “Thirsty”, Girl’s Day

07. “Homemade Dynamite”, Lorde

08. “LOONATIC”, LOONA ODD EYE CIRCLE

09. “Deep Blue Eyes”, Girls Next Door

10. “Fool Him”, Allison Pierce

KELVYN @bubblegumrave:

01. “Keep Running”, Tei Shi

02. “Green Light”, Lorde

03. “Wanna Sip”, Fever Ray

04. “Slapback”, Young Juvenile Youth

05. “Comeback”, Ssion

06. “I Don’t Wanna Love You”, Krystal & June One Kim

07. “Deadly Valentine”, Charlotte Gainsbourg

08. “Zeami”, Suiyoubi no Campanella

09. “Visions of Gideon”, Sufjan Stevens

10. “Bonde da Pantera”, MC Tha

LUCAS @gwenxtefani:

01. Rina Sawayama, “Alterlife”

02. Camila Cabello, “Havana”

03. G.Soul & Hoody, “Tequila”

04. DEAN & syd, “love”

05. Kim Lip, “Eclipse”

06. Linn da Quebrada, “Mulher”

07. Lee Hyori, “White Snake”

08. Kali Uchis, “Nuestro Planeta (feat. Reykon)”

09. LOONA/ODD EYE CIRCLE, “Uncover”

10. MAMAMOO, “Yes I am”

MATHEUS @bucetacore:

01. MONDO GROSSO, “Labyrinth”

02. MUNA, “I Know a Place”

03. Uhm Jung Hwa, “Ending Credit”

04. Paramore, “Hard Times”

05. St. Vincent, “Sugarboy”

06. Red Velvet, “Red Flavor”

07. The xx, “Replica”

08. LOONA/Kim Lip, “Eclipse”

09. Tove Lo, “Bitches”

10. Hercules and Love Affair, “Controller”

MICHEL @worshipoz:

01. “Eclipse”, Kim Lip

02. “Gashina”, Sunmi

03. “Tyrant (feat. Jorja Smith)”, Kali Uchis

04. “Cyber Stockholm Syndrome”, Rina Sawayama

05. “LMK”, Kelela

06. “Havana”, Camila Cabello

07. “Gone”, Ionnalee

08. “Lust for life (feat. The Weeknd)”, Lana Del Rey

09. “Dreamer (fest. Starrah, RAYE)”, Charli XCX

10. “Praying”, Kesha

“The Cure” da Lady Gaga não entrou em nenhuma lista mesmo tendo 2 little monsters (e um ex) na equipe do site. Tá feliz, DJ White Shadow?

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